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Transferência de Bolsonaro para a Papudinha revolta aliados: “tamanha maldade do ministro”
Carlos Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e aliados do PL criticaram a transferência e pediram prisão domiciliarA decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, provocou reações imediatas de aliados e opositores. A mudança foi determinada nesta quinta-feira (15) e levou Bolsonaro a deixar a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde estava detido.
Políticos da base bolsonarista avaliaram a medida como insuficiente diante do estado de saúde do ex-presidente, mesmo que reconheçam que a sala de Estado-Maior da Papudinha oferece condições consideradas mais adequadas. Parlamentares e familiares defenderam que Bolsonaro deveria cumprir prisão domiciliar, alegando riscos médicos e questionando a decisão judicial.
O vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, criticou a transferência nas redes sociais e classificou a decisão como “seletiva”, afirmando que ela revela “maldade” por parte do ministro.
“O que se descreve não é apenas a condenação de um ex-presidente da República, mas um cenário que, aos olhos de muitos, revela a fragilização de garantias jurídicas fundamentais, a aplicação seletiva do rigor penal e o desprezo às condições humanas e de saúde do condenado”, escreveu o vereador.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também se manifestou, questionando se a mesma decisão seria adotada caso o réu fosse outro ex-presidente. Ele alegou que medicamentos usados por Jair Bolsonaro provocam efeitos colaterais como desequilíbrio e sonolência, o que já teria causado uma queda com ferimento na cabeça. Para o senador, a prisão domiciliar seria a única alternativa segura no momento.
Outros aliados, como os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG), Mario Frias (PL-RJ) e Bia Kicis (PL-RJ), reconheceram que a Papudinha apresenta melhores condições do que a PF, mas reforçaram críticas à manutenção da prisão. Já o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), classificou a transferência como uma “punição política”. Até o momento, o STF não se manifestou sobre os pedidos de prisão domiciliar.
Enquanto isso, o deputado federal Mario Frias disse que a Papudinha oferece “condições um pouco menos degradantes”, mas afirmou que isso não é motivo de “comemoração”.