Brasil
Vídeo: PM usa força contra mulher na Avenida Paulista e causa revolta nas redes
Imagens de mulher detida na frente da filha viralizam e provocam cobrança por investigação
O vídeo de uma mulher algemada na Avenida Paulista, em São Paulo, gritando por socorro enquanto a filha chora ao lado circula nas redes sociais desde sexta-feira (10) e provoca uma onda de críticas à Polícia Militar do estado. A PM sustenta que a abordagem foi necessária diante de ameaças e depredação de um escritório na região.
O caso ganhou visibilidade após o deputado estadual Eduardo Suplicy publicar o vídeo. Para ele, o que se vê nas imagens é “inaceitável”. Segundo ele, policiais que “agrediram violentamente uma mulher que trabalha como diarista”, enquanto a criança implorava pelo fim da ação. O parlamentar cobrou apuração e responsabilização dos envolvidos, além de explicações do governo estadual.
Veja imagens:
Versão da PM difere da narrativa nas redes
A Polícia Militar conta uma história diferente. Segundo a corporação, uma ex-funcionária insatisfeita com valores rescisórios foi ao escritório, destruiu uma porta de vidro e fez ameaças a funcionários antes de os policiais chegarem ao local.
Durante a contenção, ela teria apresentado “forte agitação e resistência ativa”, o que justificaria o uso de algemas. A PM afirma que os equipamentos foram removidos assim que a mulher se acalmou, já no interior da viatura.
A ocorrência terminou no 78º Distrito Policial, no Jardins, com boletim registrado por suspeita de ameaça e dano material.
Casos de violência policial causam revolta em SP
O episódio na Paulista acontece poucos dias depois de outro caso que também colocou a PM sob pressão. Em 3 de abril, a ajudante-geral Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, morreu durante uma abordagem policial na zona leste de São Paulo.
A morte gerou protestos no bairro, com moradores bloqueando vias e denunciando a conduta dos agentes.