Carnaval
Paraíso do Tuiuti brilha na Sapucaí exaltando ancestralidade e resistência negra
Escola levou à avenida um espetáculo que celebrou identidade afro-diaspórica e criatividade cultural
A Paraíso do Tuiuti apresentou na terceira noite de desfiles da Sapucaí um enredo inédito que conecta África, Cuba e Brasil em um triângulo cultural. Com “Lonã Ifá Lukumí”, a escola exaltou a resistência e a força criativa do povo preto, colocando identidade e invenção cultural no centro do espetáculo.
A proposta rompe com a visão isolada que costuma marcar a relação do Brasil com a América Latina. Na avenida, a agremiação trouxe elementos que atravessam fronteiras geográficas e celebram a conexão histórica entre os três territórios.
Divindades e símbolos marcam apresentação
Passistas representaram divindades aquáticas de Olokun, enquanto outro destaque trouxe adereço de facão em alusão a Ogum. A diversidade de elementos religiosos e culturais reforçou a amplitude da narrativa proposta pela escola.
A rainha de bateria Mayara Lima brilhou com samba no pé e energia contagiante. Já a porta-bandeira levou as cores da Tuiuti com elegância e técnica impecável durante toda a apresentação.

Bandeira de Cuba marca solidariedade
Em um dos momentos mais simbólicos, passistas desfilaram com a bandeira de Cuba. O gesto representou solidariedade e respeito à cultura cubana, reforçando o diálogo proposto pelo enredo entre os três países.
A Paraíso do Tuiuti confirmou a aposta em um desfile que une reflexão histórica, potência cultural e celebração coletiva, marcando a Sapucaí com uma narrativa ampla e carregada de significado.