Ciência e Saúde

A importância de retomar ‘Check-up’ e analisar doenças precocemente

Cardiologista Felipe Villela Pedras afirma que os exames cardíacos foram os menos procurados nos últimos meses

Por Victor Yemba

(Divulgação)

Desde que a pandemia se instaurou, muita coisa acabou ficando “para depois”. Porém, os cuidados com a saúde não podem ser adiados e o check-up médico é uma forma de analisar e diagnosticar doenças precocemente.

Segundo o médico cardiologista, Felipe Villela Pedras, houve diminuição de check-up neste período de pandemia. Ele afirma que até mesmo os exames cardíacos foram menos procurados nos últimos meses, dado confirmado por um estudo divulgado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

(Divulgação)

O levantamento mostra que houve redução de 50% de procura de pacientes cardíacos por atendimento médico e hospitais com registro de 40% menos pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC), uma das principais causas de morte no Brasil. Além de outros levantamentos que mostram a diminuição na procura de hospitais como o da empresa Demanda.

A pesquisas da empresa Demanda (que analisa hábitos dos brasileiros desde o começo da pandemia) mostra que quatro em cada dez precisaram de ajuda médica nos últimos meses e deixaram de procurar um hospital por medo de contágio, afinal, a população ainda não foi completamente vacinada. O Dr. Felipe esclarece algumas dúvidas frequentes sobre o tema:

 

– Quando a realização de exames de rotina não deve ser adiada?

Para pessoas com doenças crônicas, assim como pacientes cardiopatas e oncológicos, não podem de fazer seus exames periódicos para monitoramento de suas doenças. Somente assim o médico consegue ajustar os tratamentos.

 

– Qual a importância do Check-up?

A falta de check-up gera retardo no diagnóstico e tratamento, o que impacta diretamente no sucesso do combate as doenças. Por exemplo, no contexto da doença cardiovascular (principal causa de morte no mundo, sendo responsável por cerca de 18 milhões de mortes anualmente) o resultado do tratamento também está diretamente ligado ao diagnóstico precoce e início do tratamento efetivo.

 

– É possível afirmar que o isolamento social pode ter agravado outras doenças?

Sim. Ao longo da pandemia um dos fatores de risco que estão associados a algumas doenças, inclusive as cardiovasculares, pioraram. Por causa do distanciamento social, as pessoas deixaram de fazer atividades físicas, o que acarretou em um aumento no sedentarismo e na obesidade. A atividade física, principalmente feita ao ar livre, também está ligada à saúde mental pois libera os “hormônios da felicidade”.

 

–  Quais as medidas de segurança devem ser adotadas pelos hospitais e clínicas?

Hoje é possível afirmar que a combinação de álcool em gel, máscara e distanciamento social é efetiva na proteção do vírus. os hospitais e clínicas estão adotando todas as medidas cabíveis protetivas. São ambientes seguros.  Fico feliz de dizer que não tivemos problemas em adotar todas as medidas de precaução cabíveis, bem como fornecer todos os EPIs necessários para colaboradores e pacientes. Por estar fora de ambiente hospitalar, conseguimos evitar ao máximo a circulação de pacientes infectados por nossas unidades. Medidas de controle que se iniciam na marcação dos exames, gestores preocupados em fornecer orientação e material necessário, bem como testagem inteligente dos nossos funcionários, foram fundamentais para que criássemos um ambiente seguro para realização de exames tão importantes.

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