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Ciência

Atenção aos sintomas: câncer de intestino tem maiores chances de cura se detectado de forma precoce

Tumores que atingem o cólon e o reto estão entre os mais comuns na população brasileira

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Atenção aos sintomas: câncer de intestino tem maiores chances de cura se detectado de forma precoce
Atenção aos sintomas: câncer de intestino tem maiores chances de cura se detectado de forma precoce

Em 2023, estima-se 704 mil novos casos de câncer no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). A neoplasia que atinge o cólon e o reto é um dos tipos mais frequentes no Brasil, com estimativa de 44 mil casos ao ano, e é o mesmo que foi diagnosticado pela cantora e empresária Preta Gil (48). Os dados do instituto apontam ainda que as regiões Sul e Sudeste concentram cerca de 70% da incidência geral.

Para o câncer de intestino, a taxa estimada nessas regiões é de 125,41 para cada 100 mil habitantes.

A doença também se manifestou em outras personalidades, como a cantora Simony e a apresentadora Ana Maria Braga. Entre os casos mais recentes de artistas acometidos pelo câncer de intestino, estão os ex-jogadores de futebol, Roberto Dinamite, que faleceu no dia 8, e o Rei Pelé, que morreu no dia 29 de dezembro de 2022. O câncer é tratável e as chances de cura são altas quando a doença é identificada em estágio inicial. É o que explica a Dra. Juliana Ominelli, médica oncologista da Dasa Oncologia, pertencente à Dasa, a maior rede de saúde integrada do Brasil.

A médica explica que, apesar de ser um dos principais sintomas, a presença de sangue nas fezes não é uma regra. Por isso, ressalta que é preciso ter atenção às alterações do corpo para que a detecção da doença seja feita em fase inicial. “Sintomas que muitos ignoram são a mudança na aparência das fezes e a regularidade do intestino. Por outro lado, alguns pacientes não terão sangramento, constipação nem diarreia, mas podem apresentar dores fortes na barriga”, explica.

O sintoma é parecido com o da cantora Preta Gil, que procurou ajuda médica após sentir forte desconforto abdominal. A especialista aponta que um dos principais exames para a investigação é a colonoscopia. “O câncer de intestino é diagnosticado após a biópsia por colonoscopia. Ela confirma que se trata de câncer de células malignas”, orienta.

A Dra. Paula Bruna Araújo, diretora médica de Sérgio Franco, também pertencente à Dasa, acrescenta que é necessário o acompanhamento médico periódico e ressalta que um hemograma simples pode indicar uma anemia, outro sintoma que pode ser indicativo da doença. “Além disso, quando há a suspeita do câncer, também é possível fazer a pesquisa de sangue oculto, exame capaz de avaliar a presença de pequenas quantidades de sangue nas fezes, que podem não ser visíveis a olho nu”, diz.

Tratamento

Quando a doença existe de forma localizada, o tratamento é feito por meio da cirurgia. Após essa etapa, alguns pacientes ainda precisam da quimioterapia para diminuir o risco de o câncer voltar. “Quando o quadro está em estágio avançado (metástase), de modo geral, inicia-se o tratamento com quimioterapia, terapia-alvo ou associado, ou, ainda, a imunoterapia, em casos específicos de instabilidade de microssatélite”. A Dra. Juliana diz que a cirurgia é opção na maioria dos casos, podendo ser realizada também em pacientes com câncer avançado com o intuito de se obter a cura ou de prolongar o tempo livre de tratamento.

Os exames necessários para o rastreio precoce estão disponíveis nas unidades de Sérgio Franco e CDPI, no Rio de Janeiro, Delboni e Salomão Zoppi, em São Paulo, e no Alta Diagnósticos, em ambas as cidades.

Prevenção

A dieta é considerada um dos principais fatores de risco para a doença. “A presença de muita carne vermelha e o uso de bebida alcoólica são prejudiciais. Já a alimentação rica em frutas e verduras é considerada protetora”, recomenda a especialista da Dasa Oncologia.  Manter o peso ideal e praticar exercícios também são aliados tanto na prevenção, quanto durante o tratamento. Além disso, é preciso observar o histórico familiar com o intuito de identificar o câncer hereditário por meio de testes genéticos e avaliar uma conduta preventiva com o paciente. A Dasa Genômica, braço genômico da Dasa, oferece esses testes genéticos para o rastreio e identificação de alteração genética.

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