Ciência e Saúde

Novembro Azul: Fisioterapia na prevenção, diagnostico e no tratamento do câncer de próstata

Drº Mauro Barbosa Junior responde as principais dúvidas

Por Victor Yemba

(Reprodução)

A fisioterapia na saúde do homem, mas especificamente na saúde urogenital masculina, tem sido crescente nos últimos anos, a partir dos estudos da uroginecologia funcional na saúde da mulher, considerando a diferença entre a pelve masculina e feminina.

Doutor Mauro Barbosa Júnior, fisioterapeuta especialista na saúde do homem e representante do Conselho Regional de Fisioterapia, responde as principais dúvidas sobre o câncer de próstata e a atuação da fisioterapia.

(Divulgação)

Como o profissional Fisioterapeuta atua?

A educação popular é uma das ferramentas utilizadas pelos fisioterapeutas para informar e conscientizar à população, em especial aos homens, sobre o câncer de próstata. Informar sobre a prevalência maior em homens negros e que tenham parentes em primeiro grau com histórico de câncer de próstata e que homens acima de 60 anos são mais acometidos por este tipo de câncer, assim como salientar sobre a maior manifestação em homens obesos.

Orientar sobre hábitos de vida saudáveis, como a prática de exercícios físicos regulares e uma dieta equilibrada. Além do papel pedagógico, o fisioterapeuta também atua nas alterações urogenitais que aparecem após a cirurgia do câncer de próstata, conhecida como prostatectomia radical. Sendo a incontinência urinária e a disfunção erétil as mais prevalentes neste caso.

 

Quais os benefícios?

A população melhor informada tem mais autonomia sobre a construção dos seus processos de saúde-doença, tornando-o responsável pelo auto cuidado. O tratamento fisioterapêutico pode acelerar a recuperação das queixas urinárias e sexuais, comuns aos homens submetidos à prostatectomia.

O Conselho de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Estado do Rio de Janeiro preocupado com a saúde do homem, e se fazendo valer da campanha Novembro azul, organizou o evento  o Webinar Encontro Azul: – onde diversos profissionais da fisioterapia trazendo reflexões, técnicas e orientações fisioterapêuticas para a prevenção, diagnóstico e tratamento das principais complicações do câncer masculino.

 

Como se dá a atenção na disfunção sexual?

A atuação fisioterapêutica na disfunção sexual é realizada, num primeiro momento, por meio de educação em saúde ao paciente prostatectomizado. Ciente de suas limitações funcionais sexuais, os fisioterapeutas junto aos pacientes criam estratégias positivas ao enfrentamento da disfunção sexual, buscando assim redimensionar e manter sua qualidade de vida sexual.

O segundo passo é, após avaliação criteriosa, utilizar os recursos terapêuticos cabíbeis, e disponíveis na literatura científica, para a reabilitação da função erétil. Cinesioterapia do assoalho pélvico, eletroterapia e vacuoterapia são um dos recursos utilizados.

 

Quanto a queixa de incontinência urinária pós-prostatectomia, como a fisioterapia atua?

Informar o paciente sobre os dispositivos absorventes que melhor se adequem a sua demanda de perda urinária, favorecendo o retorno mais rápido ao convívio social, além de evita complicações na pele pelo contato permanente da urina.

A partir do diagnóstico fisioterapêutico, o objetivo do tratamento será acelerar à reaquisição da continência. Seja através dos recursos da cinesioterapia do assoalho pélvico ou da eletroterapia.

 

 

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