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Copa América: as favoritas para vencer a competição nos Estados Unidos

Com Messi, a Argentina é favorita ao bicampeonato; Brasil aposta no talento de Vinícius Jr.

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Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A menos de duas semanas para o pontapé inicial da Copa América 2024, e  os Estados Unidos se prepara para receber o torneio de seleções mais antigo do planeta. Entre 20 de junho e 14 de julho, 16 seleções disputarão a competição mais importante do continente americano.

Para este ano, a Copa América será organizada pela CONMEBOL em parceria com a CONCACAF, permitindo a participação de equipes da América Central e do Norte, como Estados Unidos (país sede), México, Canadá, Costa Rica, Jamaica e Panamá. Na contagem regressiva para a 48ª edição do torneio, conheça as favoritas ao título e as possíveis “zebras” da competição:

  1. Argentina: a atual campeã quer mais

Os argentinos, liderados por Lionel Messi, são os favoritos para vencer a Copa América 2024. Após vencer o Brasil no Maracanã em 2021 e erguer o tricampeonato mundial no Catar, La Albiceleste possui o elenco mais temido do continente americano.

“O mercado de apostas mais popular durante a Copa América é justamente sobre o vencedor da competição. Atualmente, as casas de apostas apontam a Argentina como favorita, e o Brasil vem logo atrás. Mas vale lembrar que assim que a bola rolar as cotações mudam consideravelmente. Tudo depende da performance das equipes nos jogos iniciais”, aponta Felipe Pereira, diretor editorial do site BonusdeApostas.com.

Com um trabalho de quatro anos do técnico Lionel Scaloni, a seleção argentina conta com uma defesa forte liderada por Dibu Martínez e um ataque talentoso. Nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, os hermanos sofreram apenas dois gols em seis jogos e contam com todo o talento de Lionel Messi, Ángel Di María, Julián Álvarez e Lautaro Martínez.

O craque: Lionel Messi

Lionel Messi dispensa apresentações: mesmo aos 36 anos, o gênio segue sendo o grande líder e protagonista da Argentina. O craque se mudou para os Estados Unidos em agosto do ano passado para defender as cores do Inter Miami, e disputa a competição continental em solo já conhecido.

O atual vencedor do prêmio de Melhor do Mundo da FIFA e da Bola de Ouro tem ótimos números pelo clube norte-americano em 2024: 14 gols e 11 assistências em 15 jogos. Em 2024, Messi vai em busca de seu quarto título com a seleção.

  1. Brasil: uma nova chance

A Copa América nos Estados Unidos representa um novo ciclo para a seleção brasileira comandada por Dorival Júnior. Após um 2023 de fracassos com Fernando Diniz, que deixou a seleção apenas na sexta posição das Eliminatórias, o Brasil aposta no talento de Vinícius Jr., Rodrygo e Endrick para voltar a vencer a competição.

Com os bons resultados nos três amistosos realizados neste ano — vitórias sobre Inglaterra e México e empate contra a Espanha —, o Brasil ganha um novo ânimo após a derrota na Copa do Mundo do Catar e o maus resultados de 2023. Na ausência de Neymar, que se recupera de grave lesão no joelho, as novas estrelas brasileiras têm a oportunidade de assumir o protagonismo.

O craque: Vinícius Jr.

Símbolo da luta antirracista, campeão da Liga dos Campeões da Europa, eleito o melhor jogador da competição, Vinícius Jr. tem nesta Copa América a oportunidade de assumir o protagonismo deixado por Neymar. Aos 23 anos, o craque do Real Madrid é o favorito para vencer os prêmios de melhor do mundo da FIFA e a Bola de Ouro, entregue pela France Football.

Na temporada 2023/24, Vinícius Jr. anotou 24 gols e contribuiu com 11 assistências em 39 jogos pelo clube espanhol. Na seleção, por outro lado, ainda falta uma atuação de destaque em uma competição oficial, até aqui, ele tem apenas três gols marcados e cinco assistências em 29 partidas.

  1. Uruguai: em busca da 16ª taça

A seleção uruguaia é, por tradição e história, uma das mais fortes da América do Sul. Dona de 15 títulos da Copa América, a Celeste Olímpica quer voltar a vencer um título, o que não acontece desde 2011, quando conquistou o continental com Cavani, Forlán e Suárez.

Após a aposentadoria do lendário técnico Óscar Tabárez, comandante da seleção uruguaia por 15 anos, a celeste olímpica vem como uma nova geração liderada pelo treinador Marcelo Bielsa. Com uma geração talentosa, de jogadores como Arrascaeta, Valverde e Darwin Núñez, o Uruguai é forte defensiva e ofensivamente, tendo marcado 13 gols e sofrido cinco em seis rodadas das Eliminatórias.

O craque: Valverde

Essencial no meio-campo do Real Madrid, Federico Valverde é o grande destaque uruguaio para a Copa América 2024. Nos Estados Unidos, o jogador de 25 anos vem para a sua terceira competição oficial pelo Uruguai, e toma o lugar de Luis Suárez como o protagonista do Uruguai.

Mesmo sem ser um goleador como El Pistolero, o meio-campista é fundamental para a engrenagem uruguaia funcionar. Valverde tem apenas seis gols e duas assistências com a Celeste Olímpica, mas se destaca pela entrega e pela intensidade que dá à equipe tanto na defesa quanto no ataque.

As zebras: Estados Unidos e Canadá

Os Estados Unidos sediarão a Copa América após a recusa do Equador, que, originalmente, receberia a competição, e também serão o palco da Copa do Mundo de 2026, juntamente de Canadá e México. Os donos da casa não tem o título continental como uma pretensão, mas podem fazer uma boa campanha.

A seleção norte-americana já disputou a Copa América em quatro oportunidades, sendo a última em 2016, quando terminou em quarto lugar. Com Christian Pulisic, do Milan, e Yunus Musah, da Juventus, como destaques da equipe, os EUA querem repetir o resultado de oito anos atrás e iniciar bem a preparação para o próximo Mundial.

O Canadá chegou ao torneio continental de uma forma diferente das demais seleções da América do Sul e do Estados Unidos: disputou as Eliminatórias da CONCACAF para a Copa América. A seleção canadense, que participou de uma Copa do Mundo pela primeira vez em 36 anos no Catar, vem evoluindo nos últimos anos e pode alcançar bons resultados na competição.

Liderados pelo lateral do Bayern de Munique, Alphonso Davies, que na seleção atua como um ponta-esquerda, o Canadá, assim como os Estados Unidos, devem utilizar o torneio como preparação para a Copa do Mundo de 2026, tendo a oportunidade de enfrentar a Argentina logo na estreia da competição.

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