Coronavírus

Infectologista afirma que dificilmente haverá vacinação contra Covid-19 no primeiro semestre de 2021

Médico e professor Roberto Medronho concedeu uma entrevista exclusiva ao programa Cidinha Livre, da Super Rádio Tupi

Por Diogo Sampaio

(Foto: Reprodução)

O infectologista Roberto Medronho, professor da Faculdade de Medicina e coordenador do Grupo de Trabalho do Coronavírus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), concedeu uma entrevista exclusiva, nesta terça-feira (24), ao programa Cidinha Livre, da Super Rádio Tupi. Em conversa com a comunicadora Cidinha Campos, o médico falou sobre o aumento dos casos da Covid-19 no estado do Rio e os perigos da segunda onda da doença.

“Nós temos vários hospitais hoje lotados. Estamos muito preocupados porque a gente na verdade nem abateu a primeira onda. Teve um pico no final de abril e início de maio e a descida veio tão lentamente que nem se caracterizou uma onda completa. E agora, nós já estamos tendo um repique ou segunda onda que, independente do nome, significa que os casos estão se acelerando, os doentes estão entrando nos hospitais, muitos casos graves”, explicou o infectologista.

Apesar de não acreditar em um cenário tão caótico quanto os vividos nos meses de abril e maio, Medronho argumenta a importância de seguir todos os protocolos de saúde para evitar o contágio pelo novo coronavírus. “Precisamos mais do que nunca triplicar as medidas que estamos adotando”, defendeu o médico.

Ao ser questionado se os hospitais de campanha vão fazer falta, Medronho respondeu: “Em primeiro lugar, foi uma vergonha os hospitais de campanha. Foram prometidos sete hospitais, quase R$ 1 bilhão de recursos investidos, que foram para outras coisas”. Porém, o infectologista deu uma sugestão: “Uma outra forma é investir no público, onde temos muitos leitos fechados por falta de condições”.

Sobre uma possível data para a chegada de uma vacina para Covid-19, o infectologista diz que ainda vê como algo distante. “Sinceramente, no primeiro semestre de 2021, não acredito. A partir do segundo semestre, talvez”. Na sequência, Medronho justificou: “Mesmo que chegue em janeiro, não teremos doses suficientes para vacinar toda a população”.

Abaixo, confira a entrevista completa:

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