Coronavírus

Prefeitura do Rio divulga estudo sobre hábitos e padrão de consumo durante pandemia

O estudo revelou aumento do percentual de componentes potencialmente recicláveis, como papel, papelão, plástico e vidro

Por Redação Tupi

Foto: Divulgação
A Prefeitura do Rio, por meio da Comlurb, fechou um estudo que detalha mudanças nos hábitos e padrões de consumo, e de descarte de resíduos, pela população da Cidade do Rio de Janeiro, por intermédio de análise dos resíduos sólidos domiciliares obtida a partir de trabalho de gravimetria (caracterização) de materiais orgânicos, potencialmente recicláveis e inertes, como pedra e terra. O levantamento foi realizado pelo Centro de Pesquisas Aplicadas da Companhia entre os dias 06/04 e 04/05, período em que cerca de 1/3 da população mundial viveu sob medidas de distanciamento social em função da pandemia do novo coronavírus, que manteve as pessoas mais tempo em casa.
O trabalho de caracterização gravimétrica contou com amostras que abrangeram 19 bairros representativos das regiões Sul, Norte, Oeste e Central, e foram utilizados roteiros regulares de coleta domiciliar, considerados os diferentes estratos socioeconômicos. Os principais materiais encontrados foram: papel/papelão, plástico, vidro, metal, matéria orgânica, materiais inertes, como pedra e terra, e outros itens, como coco, couro, folhas, flores, e têxteis gerais e sanitários, tais quais roupas e absorventes higiênicos.
O estudo revelou aumento do percentual de componentes potencialmente recicláveis, como papel, papelão, plástico e vidro. As principais razões foram: maior consumo de alimentos processados que se apresentam, em geral, em embalagens plásticas e de isopor; a utilização dos serviços de entrega de alimentos prontos, acondicionados e em embalagens de papelão, plástico, isopor ou laminado, e o afastamento de catadores de recicláveis das ruas, devido à segurança desses profissionais diante da pandemia, ocasionados aumento de resíduos recicláveis e rejeitos. Esse aumento de recicláveis está diretamente relacionado à mudança no consumo das famílias, que passaram a cozinhar, comer e beber mais em casa.
Segundo diagnosticado pelos técnicos do Centro de Pesquisas da Comlurb, em toda cidade houve diminuição no descarte de resíduos sólidos orgânicos, ao contrário do que era esperado. As Zonas Norte e Oeste sempre apresentaram os maiores percentuais de matéria orgânica ao longo de 24 anos de estudos gravimétricos na cidade, fato que está correlacionado com o menor poder aquisitivo dos moradores. No entanto, nesse momento de distanciamento social percebe-se a inversão desses percentuais. As Zonas Norte e Oeste apresentaram índices menores de matéria orgânica em relação aos bairros da Zona Sul, em comparação com o mesmo período de 2019. Quanto à Região Central, houve aumento expressivo dos resíduos orgânicos.
Entre outras características encontradas no estudo, o bairro do Leblon apresentou o maior percentual de embalagens indicativas de pedidos de delivery. Jornais mais populares foram encontrados nas Regiões Norte, Oeste e Central, sendo que a Zona Sul se destaca pela variedade de jornais adquiridos. Com o trabalho do Centro de Pesquisas da Comlurb foi observado o aumento de embalagens tetra pack, como caixas de leite, de leite condensado e de creme de leite. Verificou-se ainda aumento de consumo de produtos de higiene pessoal, como papel higiênico e sabonete.
Entre outros itens, o componente plástico registrou aumento nas Zonas Sul e Oeste e queda nas Zonas Central e Norte, em relação ao mesmo período de 2019. Houve, ainda, aumento em geral do componente vidro, principalmente pelo crescimento do consumo de bebidas alcoólicas. As latas de bebida em alumínio não aparecem em destaque nas amostras verificadas, possivelmente pelo alto valor mercantil que têm. Em relação aos metais, presentes em alimentos enlatados, houve diminuição em quase todas as regiões, sendo que a Oeste registrou inexpressivo aumento. Entre matérias inertes e outros, somados, foi registrado aumento apenas na Região Sul. Um dado interessante é que foi registrado aumento de materiais inertes em bairros das Zonas Norte e Oeste, como pedras e louças, refletindo uma mudança no comportamento das pessoas que passaram a ter mais tempo para se dedicar a pequenas reformas. Por fim, houve um crescimento de componentes eletroeletrônicos em bairros da Zona Norte, como carregador, fone de ouvidos, calculadora e telefone. O que pode ser explicado pelo distanciamento social, fazendo com que moradores realizem mais faxinas com consequente eliminação de bens inservíveis.
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