Economia
Aposentado evita fila do INSS para prova de vida com ação simples no dia da eleição: mas precisa ficar atento a um detalhe crucial sobre o recadastramento
Integração entre órgãos dispensa a ida presencial ao banco; entenda qual é o requisito obrigatório para que o sistema valide sua presença
Ir às urnas nas eleições de outubro pode servir como prova de vida para aposentados e pensionistas do INSS. O Tribunal Superior Eleitoral confirmou na terça-feira (22) que os dados de comparecimento eleitoral serão repassados ao instituto, dispensando o beneficiário de ir a uma agência bancária ou do INSS exclusivamente para cumprir essa obrigação.
Integração entre TSE e INSS desde 2024
O cruzamento de informações entre a Justiça Eleitoral e o INSS já funciona desde 2024. Naquele ano, os registros de comparecimento às urnas de cerca de 21 milhões de beneficiários foram processados, resultando na atualização de aproximadamente 5 milhões de provas de vida. A prática tem base em uma portaria de 2022 que autorizou o instituto a usar dados de diferentes bases públicas e privadas para confirmar que o segurado está vivo.
Ausência nas urnas não suspende benefício
Quem não comparecer às eleições não terá o benefício suspenso automaticamente. O INSS mantém o sistema SIRIS, que rastreia outras fontes de dados do governo em busca de eventos que comprovem a vivência do segurado, como emissão de documentos, atendimentos realizados e outras movimentações registradas. Apenas quando nenhuma dessas fontes confirma a situação do beneficiário é que ele é convocado a regularizar a prova de vida.
Vale lembrar que o voto é facultativo para pessoas com mais de 70 anos, faixa que concentra parte significativa dos aposentados. O TSE informou ainda que o sistema biométrico estará disponível nas seções eleitorais em 2026, mas a prova de vida não depende exclusivamente do comparecimento às urnas.