Economia
Organização recruta pessoas para passar 5 meses contando pinguins na Antártida, com salário de até R$ 13,6 mil mensais, alimentação e hospedagem incluídas
Trabalho na Antártida oferece cinco meses entre pinguins e remuneração equivalente a até R$ 13,6 mil
Contar pinguins, acompanhar ninhos e trabalhar cercado por gelo faz parte de uma oportunidade sazonal na Antártida. Uma organização britânica recruta equipes para permanecer cerca de cinco meses em uma base histórica, com alimentação e hospedagem incluídas. A remuneração divulgada chega a aproximadamente R$ 13,6 mil mensais, conforme a conversão cambial, mas as tarefas também envolvem visitantes, correspondências e manutenção.
Como funciona o trabalho na Antártida?
O destino é Port Lockroy, na ilha Goudier, próximo à Península Antártica. A antiga instalação britânica abriga um museu, uma loja de lembranças e uma agência postal conhecida pela localização remota. Durante o verão austral, os funcionários recebem visitantes e ajudam a manter o funcionamento desse pequeno conjunto de instalações.
A observação dos animais integra a rotina da equipe. O acompanhamento inclui a contagem de ninhos, ovos e filhotes de pinguins-gentoo, permitindo registrar as mudanças na colônia ao longo das temporadas. Por isso, a função exige atenção e responsabilidade, além da disposição para passar meses longe do conforto habitual.

Além de contar pinguins, quais tarefas entram na rotina?
O anúncio chama atenção pela proximidade com os animais, mas o expediente reúne atendimento ao público, organização de materiais e esforço físico. Conforme o cargo e a divisão das responsabilidades, o trabalho pode incluir:
- Receber turistas e apresentar a história das instalações;
- Atender na loja e colaborar com o serviço postal;
- Acompanhar a colônia e registrar informações sobre os pinguins;
- Transportar suprimentos e ajudar na conservação dos espaços;
- Retirar neve e preparar acessos seguros para os desembarques.
Quanto os funcionários recebem e quais despesas estão incluídas?
A remuneração divulgada chega a 2.096 libras por mês, dependendo da posição. Usando uma cotação ilustrativa de R$ 6,49 por libra, esse teto corresponde a aproximadamente R$ 13,6 mil. O pagamento é definido em moeda estrangeira, portanto o equivalente em reais varia e não representa um valor mensal garantido nessa quantia.
Alimentação, alojamento, roupas essenciais para o ambiente polar e deslocamentos de trabalho previstos estão entre os itens custeados. O contrato descrito na reportagem abrange aproximadamente seis meses, incluindo preparação, permanência de cerca de cinco meses na região e atividades posteriores ao retorno. Para comparar propostas, é importante distinguir o período contratado do tempo efetivamente passado na base.
Quem pode participar e ainda existem inscrições abertas?
A seleção exige mais do que interesse por paisagens geladas. Entre os critérios divulgados estão idade mínima de 18 anos, condições físicas para as tarefas e documentação compatível com a contratação. Para brasileiros interessados, os pontos que precisam ser conferidos são:
Condições de residência, trabalho, disponibilidade e aptidão para acompanhar futuras vagas
- 1Residência no Reino Unido até o início da etapa de seleção da equipe;
- 2Direito de trabalhar legalmente no país, sem depender de patrocínio de visto pela organização;
- 3Disponibilidade para treinamento e permanência durante a temporada;
- 4Aptidão para atividades físicas e aprovação nas avaliações de saúde exigidas;
- 5Acompanhamento dos próximos anúncios, pois a seleção de 2026/2027 já foi encerrada.
Cinco meses de convivência em uma base remota
Na temporada de 2026/2027, oito pessoas foram anunciadas para passar cinco meses em Port Lockroy, incluindo profissionais ligados à conservação das construções. A hospedagem envolve dormitório compartilhado, ausência de água encanada e uma rotina sujeita ao frio e às mudanças do tempo. Dividir espaço e responsabilidades faz parte da experiência tanto quanto observar os animais.
Para quem pensa em futuras seleções, o planejamento começa pela leitura dos requisitos e pela avaliação da própria disponibilidade. Trabalhar na Antártida significa combinar atendimento, cuidado com o patrimônio e acompanhamento da fauna em um ambiente isolado. O salário desperta curiosidade, mas a decisão também envolve aceitar meses de convivência próxima, tarefas físicas e pouca privacidade.