Brasil

Se crise avançar após julho, PIB pode ter queda de 4% este ano, diz Paulo Guedes

O ministro passou a semana se reunindo com grupos de deputados e senadores em um apelo pela aprovação de medidas do interesse da equipe econômica

Por Marcos Antonio de Jesus

(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O ministro da Economia Paulo Guedes admitiu a senadores que, se a paralisia gerada pelo avanço do coronavírus se estender para depois de julho, o Produto Interno Bruto poderá ter uma queda de 4% este ano. Guedes também já não esconde que a tendência é de retração na atividade econômica em 2020. Em videoconferência, ele ponderou, no entanto, que o cenário é impreciso porque depende do tempo em que as atividades no país ficarão desaceleradas por causa da doença.

O ministro passou a semana se reunindo com grupos de deputados e senadores em um apelo pela aprovação de medidas do interesse da equipe econômica. Nas conversas, Guedes também pediu que os parlamentares retenham propostas com impacto fiscal fora do horizonte da pasta. Durante a reunião remota com um grupo de senadores que se consideram independentes, ele disse que, caso a desaceleração causada pela propagação do vírus dure dois ou três meses, a queda do PIB pode chegar a 1,5%.

Mas, se a crise avançar depois de julho, a previsão pula para 4%. O ministro, porém, quis dar um tom de otimismo à conversa, segundo parlamentares. Disse que o Brasil vai “surpreender”.

 

 

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