Educação
Dores menstruais afetam rotina escolar de seis em cada dez estudantes, aponta pesquisa
Levantamento revela que cólicas e falta de estrutura levam alunas a faltar às aulas mensalmente; especialistas alertam para impactos na saúde e na educação.
Seis em cada dez estudantes dos ensinos fundamental e médio que menstruam, relatam que costumam ter a rotina escolar afetada por cólicas fortes e moderadas.
O dado é fruto de um estudo divulgado pelo Instituto Alana em parceria com o Instituto Equidade.info, que também apontou que cerca de quatro em cada dez alunas faltam às aulas mensalmente devido à dores menstruais.
A reportagem da Super Rádio Tupi conversou com algumas mulheres que convivem com frequência com dores menstruais. Segundo as entrevistadas, o principal sintoma que impede alunas de comparecerem às aulas é a cólica.
Outros sintomas são dores no corpo, cabeça, barriga, vergonha ou medo de vazamento, falta de banheiro ou produtos de higiene.
Segundo especialistas, a dor menstrual, quando tratada como algo normal na adolescência, pode gerar impactos que vão além do âmbito escolar.
O levantamento dos institutos Alana e Equidade.info foi realizado em fevereiro deste ano com 2.551 estudantes, sendo 770 estudantes que menstruam e 303 docentes.
181 gestores escolares das redes públicas e privadas de ensino de todas as regiões do país também foram ouvidos.
Em 2023, o governo federal lançou o programa Dignidade Menstrual, que garante absorventes gratuitos para pessoas de 10 a 49 anos inscritas no cadastro único.