Educação

Volta às aulas: confira cuidados importantes para saúde das crianças e adolescentes

Atualizar vacinação de rotina é a principal forma de proteção contra doenças imunopreveníveis como meningite, sarampo, pneumonia, coqueluche e catapora

Por Victor Yemba

(Foto: Marcelo Camargo/Divulgação: Agência Brasil)

Após quase um ano de ensino online, o retorno presencial dos estudantes às salas de aula começa a acontecer nas redes pública e particular. Além da adoção de protocolos de segurança pelas escolas, como uso de máscaras, disponibilização de frascos de álcool em gel 70% e aferição da temperatura corporal, os pais também têm um papel importante na proteção de seus filhos contra doenças por meio de uma medida simples e eficaz: a vacinação de rotina.

“O ambiente escolar favorece o contágio de muitas doenças por causa do contato próximo entre os alunos. Com a ressocialização, após um período de isolamento em que muitas famílias não cumpriram os esquemas vacinais, esse risco aumenta. Muitas doenças infectocontagiosas, como gripe, meningite, sarampo, pneumonia, catapora e coqueluche, têm transmissão respiratória como a Covid-19, são imunopreveníveis e é fundamental que crianças e adolescentes estejam imunizados. A vacinação é a principal forma de prevenção, lembrando que outros cuidados como a lavagem das mãos também são importantes para essa proteção”, pontua Ana Clara Medina, farmacêutica, gerente científica e de assuntos médicos de vacinas da GSK.

(Divulgação)

Doenças comuns em crianças e adolescentes

Algumas doenças, que são mais comuns e com riscos mais elevados em pessoas com idade escolar, devem acender o alerta em pais e responsáveis nessa volta às aulas. Um exemplo é a meningite meningocócica. Até 23% dos adolescentes são portadores da bactéria causadora da infecção, sendo muitas vezes assintomáticos e transmitindo a doença.

A pneumonia é outro risco subestimado. A infecção é uma das principais razões de hospitalização e óbito em crianças menores de cinco anos em todo o mundo. A principal bactéria causadora da pneumonia, o pneumococo, também pode causar otite média, sinusite, conjuntivite e, em casos mais graves, bacteremia e meningite. Estima-se que praticamente todas as crianças, em algum momento da fase pré-escolar, tenham sido transmissoras do pneumococo em pelo menos uma ocasião.

O sarampo é uma evidência dos riscos da falta de adesão aos esquemas vacinais. Considerado eliminado no Brasil em 2016, após sucessivas quedas das taxas vacinais nos anos seguintes, a doença voltou a fazer vítimas, incluindo crianças.

“Em comum entre as doenças citadas acima há dois fatores. Primeiramente, a forma de transmissão, que se dá por contato com secreções e gotículas de tosse e espirro de pessoas contaminadas – como na Covid-19, o que faz com que as medidas comportamentais de prevenção da doença pandêmica ajudem também na prevenção das outras doenças de transmissão respiratória. Em segundo lugar, a possibilidade de prevenção por meio de vacinação, e dessa estratégia não podemos abrir mão. O foco atual está voltado para o coronavírus, mas como podemos ver há diversos outros riscos importantes e passíveis de prevenção. Por isso, manter a vacinação de rotina em dia é ainda mais crucial neste momento de volta às aulas, garantindo a manutenção da saúde dos jovens”, alerta Ana Clara Medina.

 

Baixa cobertura vacinal

Ano após ano, o Brasil, que tem um dos programas de vacinação pública mais renomados do mundo, tem registrado uma preocupante queda na cobertura vacinal da população. Dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI) apontam que, em 2020, nenhuma das vacinas ofertadas ultrapassou os 77% do público-alvo imunizado. Esses índices estão bem abaixo da meta de 90% ou 95% de cobertura para cada uma, estabelecida pelo Ministério da Saúde.

“A interrupção de qualquer vacinação, mesmo que por um breve período, pode aumentar a probabilidade de surto e o número de indivíduos suscetíveis a doenças imunopreveníveis – muitas, até então, controladas. É preciso destacar que, mais do que uma proteção individual, a vacinação é uma ação de cidadania e uma estratégia de saúde pública, com impactos coletivos através da imunidade de rebanho, isto é, quando uma alta porcentagem da população está imunizada, fazendo com que até quem não pode receber algum tipo de vacina se beneficie da proteção. Por isso, é tão importante mantermos o calendário de vacinação em dia, não apenas das crianças, mas também dos pais e das demais pessoas que estão no convívio social”, afirma Ana Clara Medina.

 

Proteção contra mais de 40 doenças

O Ministério da Saúde orienta a vacinação em todas as faixas etárias de acordo com o calendário do PNI e as vacinas recomendadas estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esses imunizantes oferecem proteção para diversas doenças como poliomielite, coqueluche, hepatite, formas graves de tuberculose, pneumonia, meningite, febre amarela, sarampo, gripe, entre outras. Ao todo, o programa contempla 19 vacinas que protegem contra mais de 40 doenças.

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) possuem calendários de vacinação com recomendações que complementam o PNI, abrangendo também vacinas que atualmente só estão disponíveis na rede privada, para a imunização não apenas das crianças, mas de todas as faixas etárias.

“Além de saber quais vacinas tomar, é fundamental também se atentar para a quantidade de doses de cada uma. Somente com o esquema vacinal completo, incluindo as doses de reforço, atingimos a proteção máxima. Se, por acaso, a pessoa não tiver mais a carteira de vacinação, seja criança, adolescente, adulto ou idoso, deve procurar um médico ou ir a um posto de saúde para receber as orientações sobre as vacinas recomendadas para cada faixa etária e colocar a rotina de imunização em dia”, conclui Ana Clara Medina.



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