Eleições
Michelle Bolsonaro é eleita senadora e PL assume duas cadeiras do DF no Senado
Da carreira como procuradora à atuação como primeira-dama: saiba como as novas senadoras do DF chegaram à vida pública e ao Congresso Nacional
Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do Partido Liberal (PL), foram eleitas para representar o Distrito Federal no Senado. As parlamentares terão mandato até 2035, unindo-se à senadora Damares Alves, do Republicanos, que permanece no cargo até 2030.
Com o resultado, o PL passa a controlar duas das três cadeiras do DF na Casa. As candidatas atuaram de maneira conjunta durante a campanha eleitoral. A vitória matemática foi consolidada com mais de 92% das seções apuradas, por volta das 18h32.
Naquele momento, Leila do Vôlei (PDT) e Erika Kokay (PT), que ocupavam a terceira e a quarta colocações, não tinham mais chances de alcançar as líderes. Tanto Michelle quanto Bia Kicis superaram a marca de 800 mil votos, desempenho superior ao de Damares na eleição anterior, que registrou 714.562 votos.
A trajetória de Bia Kicis
Bia Kicis chega ao Senado após exercer dois mandatos como deputada federal, eleita em 2018 e reeleita em 2022. Durante o primeiro mandato, foi vice-líder do governo de Jair Bolsonaro e primeira vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça em 2019, somando mais de 400 proposições até 2024.
Nascida em Resende (RJ) em 1961, Beatriz Kicis Torrents de Sordi formou-se em direito pela Universidade de Brasília. Ela iniciou a carreira no serviço público em 1992 como procuradora do Distrito Federal, onde se aposentou em 2016 como subprocuradora-geral antes de ingressar na política pelo PRP, passando pelo PSL e migrando para o PL.
Como Michelle Bolsonaro chegou à política
Michelle Bolsonaro assume o primeiro cargo político eletivo aos 44 anos, impulsionada pelo apoio do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Nascida em Ceilândia, trabalhou na Câmara dos Deputados entre 2006 e 2007 como secretária parlamentar, período em que conheceu seu futuro companheiro.
Sua projeção pública começou como primeira-dama, função na qual ganhou notoriedade por defender a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Um dos momentos de maior repercussão de sua atuação ocorreu na posse de 2019, quando fez parte de seu discurso em Libras.