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50 anos depois: O que faz a Artemis II ser o retorno real da humanidade à Lua

Artemis II leva humanos à Lua após 50 anos para testar sistemas e abrir caminho para Marte

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Créditos: depositphotos.com / zhanna

O lançamento da missão Artemis II, marcado para esta quarta-feira (1º/3), às 19h24 (horário de Brasília), vai levar quatro astronautas ao entorno da Lua pela primeira vez em mais de cinco décadas. A decolagem será realizada no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, e poderá ser acompanhada ao vivo pelos canais oficiais da NASA, desde a contagem regressiva até as primeiras manobras no espaço.

A missão não prevê pouso na superfície lunar. O objetivo é testar, em condições reais de voo tripulado, o conjunto de tecnologias desenvolvidas ao longo de anos de preparação, incluindo o foguete Space Launch System e a cápsula Orion.

Tripulação reúne veteranos e primeiro canadense

A equipe escalada para a missão inclui o comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover, a especialista Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen, representante da Agência Espacial Canadense. Os quatro serão os primeiros humanos a ir além da órbita terrestre baixa desde o fim do programa Apollo.

Koch já acumulou experiência em missões longas na Estação Espacial Internacional, assim como Glover, que também passou pelo laboratório orbital. A participação de Hansen reforça o caráter de cooperação internacional do programa Artemis, que conta com parceiros de diferentes países. O desempenho da tripulação durante o voo vai orientar a formação de equipes para as próximas etapas, que incluem pousos na Lua.

Voo de dez dias e passagem pelo lado oculto da Lua

O roteiro prevê cerca de dez dias de missão. Após o lançamento, a cápsula Orion entra em órbita de estacionamento ao redor da Terra enquanto os sistemas são verificados. Em seguida, um novo acionamento do estágio superior do foguete coloca a nave em rota para a Lua.

O ponto mais distante do percurso será o sobrevoo pelo lado oculto do satélite natural, quando as comunicações com a Terra ficam temporariamente interrompidas. Essa etapa é considerada um dos principais testes de navegação da missão.

Depois, a nave utilizará a gravidade lunar para ajustar a trajetória de volta, em uma rota chamada de “retorno livre”, considerada mais segura por depender menos de manobras propulsivas.

Foto: NASA/GRC/Quentin Schwinn

Retorno à Terra e coleta de dados

O retorno à Terra termina com a reentrada na atmosfera e amaragem controlada no oceano, onde a tripulação será resgatada. Durante todo o trajeto, sensores distribuídos pela nave vão registrar dados de vibração, temperatura, consumo de energia e funcionamento dos sistemas de suporte à vida.

As informações coletadas serão usadas para ajustar as próximas missões do programa, que preveem o pouso de astronautas na superfície lunar.

Etapa importante para futuras missões a Marte

O programa Artemis é apresentado pela NASA como uma estratégia de longo prazo para estabelecer presença humana sustentável no entorno da Lua e, futuramente, abrir caminho para viagens a Marte. Dados sobre radiação, desempenho de materiais e logística de comunicação em longas distâncias coletados nesta missão são considerados fundamentais para reduzir riscos em voos futuros.