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8 cidades onde R$ 3.000 rendem mais e garantem qualidade de vida

Custo de vida fora das capitais

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8 cidades onde R$ 3.000 rendem mais e garantem qualidade de vida
João Pessoa - Jailsoncoutinho/ Wikimedia Commons

Com tanta notícia de custo de vida alto nas grandes capitais, muita gente acredita que viver bem com R$ 3.000 por mês no Brasil é ilusão. Mas um olhar mais atento para o mapa mostra outro cenário: há cidades médias, longe dos grandes centros, onde aluguel, transporte, alimentação, saúde e lazer cabem nesse orçamento sem apertos dramáticos — e ainda com qualidade de vida acima da média.

Cidades para viver bem com R$ 3.000 por mês no Brasil

A transcrição do vídeo destaca oito cidades brasileiras onde esse valor mensal é suficiente para morar com conforto, manter despesas básicas em dia e ainda reservar um espaço para passeios. São destinos no Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e interior da Bahia, todos com custo de vida mais baixo que São Paulo, Rio de Janeiro ou outras capitais badaladas.

Nesse grupo aparecem cidades como Cascavel (PR), Uberaba (MG), Vitória da Conquista (BA), Campo Grande (MS), Mossoró (RN), Teresina (PI), João Pessoa (PB) e Aracaju (SE). Em geral, o pacote envolve aluguel mais em conta, contas de luz e água controladas, cestas básicas influenciadas pelo agronegócio e boa oferta de lazer gratuito em parques, praças e orlas.

8 cidades onde R$ 3.000 rendem mais e garantem qualidade de vida
Campo Grande MS – Créditos: (depositphotos.com / BrunoSartori)

Campo Grande, Mossoró e Teresina oferecem boa qualidade de vida?

No Centro-Oeste, Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, surge como cidade grande com custo ainda administrável. Um flat de cerca de 45 m² em bairros valorizados, como Chácara Cachoeira, fica em torno de R$ 1.800 com condomínio, enquanto água e luz somadas giram perto de R$ 200 e a cesta básica não costuma passar de aproximadamente R$ 560.

No Nordeste, Mossoró (RN) e Teresina (PI) reforçam o grupo de cidades onde é possível viver bem com R$ 3.000 mensais. Em Mossoró, um apartamento de cerca de 50 m² no bairro Nova Betânia sai por volta de R$ 1.400, com água e luz perto de R$ 110 e cesta básica em torno de R$ 490; em Teresina, na região do bairro Ininga, um imóvel de 60 m² custa cerca de R$ 1.700 com condomínio, energia na faixa de R$ 120 e cesta básica em torno de R$ 480.

Como Cascavel, Uberaba e Vitória da Conquista mantêm o custo de vida baixo

Cascavel, no Paraná, aparece no ranking com um destaque interessante: é possível encontrar kitnets de cerca de 40 m² na região central por algo em torno de R$ 850, já com condomínio. Energia em torno de R$ 110, cesta básica perto de R$ 470 e transporte público com passe mensal próximo de R$ 170 ajudam a manter o orçamento sob controle.

Uberaba, em Minas Gerais, também oferece boa relação custo-benefício, com apartamento de cerca de 60 m² no bairro Estados Unidos na faixa de R$ 1.400 com condomínio, enquanto água e luz ficam por volta de R$ 120. Vitória da Conquista, na Bahia, entra na lista com aluguel em torno de R$ 1.300 para 55 m² em bairros como Candeias, clima ameno que reduz a conta de luz e cesta básica próxima de R$ 480.

Por que João Pessoa e Aracaju se destacam entre as cidades mais baratas?

João Pessoa, na Paraíba, se sobressai por combinar praia, sensação de segurança relativa e custos acessíveis. Um estúdio de cerca de 50 m² em bairros como Cabo Branco gira em torno de R$ 1.600 com condomínio, a conta de luz ronda R$ 110 e a cesta básica fica próxima de R$ 470, com transporte público mensal perto de R$ 180 cobrindo a malha metropolitana.

Aracaju, em Sergipe, aparece como grande destaque para quem busca viver perto do mar com boa qualidade de vida. Um kitinete mobiliado de cerca de 40 m² a poucos quarteirões da orla de Atalaia sai em torno de R$ 1.400 a R$ 1.500, já com condomínio, energia próxima de R$ 100, cesta básica em torno de R$ 470 e passe de ônibus mensal perto de R$ 160, com boa parte do lazer concentrada em calçadões, ciclovias e shows ao ar livre.


Confira a publicação do Cidades em Foco, no YouTube, com a mensagem “8 Cidades para Viver Como REI com R$ 3.000/mês no Brasil”, destacando lista de cidades com baixo custo de vida, análise de qualidade e poder de compra e o foco em mostrar onde viver bem gastando menos:

Principais fatores que ajudam a viver com R$ 3.000 nessas cidades

Mesmo com variações entre bairros e perfis de consumo, o vídeo mostra pontos em comum que explicam por que essas oito cidades permitem um estilo de vida confortável com R$ 3.000 mensais. Em todas elas, aluguel, contas básicas, alimentação e transporte pesam menos do que em metrópoles como São Paulo ou Rio, abrindo espaço para lazer e algum cuidado com a saúde privada.

Entre os fatores que mais favorecem essas cidades, alguns elementos são recorrentes e ajudam a compor o custo de vida mais enxuto e estável para moradores e novos migrantes:

  • Aluguel proporcionalmente mais baixo em relação à renda média local, sobretudo em bairros residenciais bem localizados.
  • Clima ameno ou seco, que reduz o uso de ar-condicionado e, consequentemente, a conta de energia.
  • Cesta básica favorecida pelo agronegócio ou pela produção regional de frutas, hortaliças e carnes.
  • Transporte público com passe mensal que cobre praticamente toda a cidade, dispensando carro próprio.
  • Lazer ao ar livre em parques, praças, orlas e eventos culturais gratuitos ou de ingresso simbólico.

O que avaliar antes de se mudar para uma cidade mais barata

Para quem se interessa por essas cidades baratas para viver, o custo de vida é apenas um dos elementos a observar. Segurança relativa, oferta de hospitais, presença de universidades, trânsito menos intenso e acesso a lazer cotidiano influenciam diretamente a rotina e o bem-estar de quem troca uma grande capital por um centro urbano de porte médio.

Alguns pontos costumam ser avaliados por quem pensa em aproveitar esse tipo de oportunidade, como mercado de trabalho ou renda remota, infraestrutura dos bairros, qualidade do transporte, serviços de saúde e educação e o estilo de vida desejado, entre praia, clima de serra ou cidade mais calma. Essas oito cidades mostram que ainda há muitos lugares no Brasil onde o bolso respira e a qualidade de vida aumenta.