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A 4ª capital mais antiga do Norte encanta com belezas raras da no coração da Amazônia

História, biodiversidade e paisagens impressionantes.

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A 4ª capital mais antiga do Norte encanta com belezas raras da no coração da Amazônia
A árvore centenária foi tombada como monumento histórico em 1981. / Imagem ilustrativa

A capital do Acre tem o fuso horário mais distinto do país e uma história que começa embaixo de uma gameleira centenária. Rio Branco cresceu do Seringal Volta da Empreza, fundado em 1882, e hoje é a 4ª capital mais antiga do Norte brasileiro.

Do seringal à capital de um estado que lutou para ser brasileiro

Em 28 de dezembro de 1882, o nordestino Neutel Maia se encantou com uma gameleira à margem direita do Rio Acre e fundou ali o seringal que daria origem à cidade. A árvore centenária foi tombada como monumento histórico em 1981 e ainda é ponto de encontro no Calçadão da Gameleira.

O nome da cidade homenageia o Barão do Rio Branco, diplomata brasileiro que negociou a incorporação do território acreano ao Brasil depois da Revolução Acreana. O município virou capital do território em 1920 e capital estadual em 1962.

Segundo a Prefeitura de Rio Branco, o Censo 2022 registrou 364.756 habitantes e a estimativa para 2025 se aproxima de 390 mil pessoas, quase metade da população do estado. O fuso horário local é UTC-5, duas horas a menos que Brasília.

A cidade tem calor o ano inteiro, com temperatura média entre 21°C e 32°C.. / Créditos: Wikipédia

Como é morar na capital mais ocidental do Brasil?

É viver com clima equatorial, temperatura média anual de 26°C e uma rotina que combina cotidiano de interior com a estrutura de uma capital de médio porte. O centro histórico preserva casarios coloridos ao longo do rio, e a mobilidade ganhou impulso com uma ampla malha cicloviária que corta a cidade.

A qualidade de vida se concentra nos parques urbanos e nas orlas revitalizadas. O Parque da Maternidade tem seis quilômetros de extensão ao longo do Igarapé da Maternidade e é usado por corredores, ciclistas e famílias em qualquer horário do dia.

O município abriga parte da Reserva Extrativista Chico Mendes, com 931.537 hectares. Criada em 1990, dois anos depois do assassinato do ambientalista, é uma das maiores unidades de conservação de uso sustentável do país.

O vídeo é do canal Coisas do Mundo, que conta com mais de 820 mil inscritos, e apresenta o cotidiano da cidade catarinense, destacando sua qualidade de vida, eventos temáticos e arquitetura típica:

O que fazer no centro histórico e nas margens do Rio Acre?

A cidade concentra boa parte das atrações em um raio caminhável no centro. O eixo turístico une palácio, catedral, mercado revitalizado e a passarela que virou cartão-postal.

  • Palácio Rio Branco: sede do governo desde 1930, o primeiro prédio em alvenaria da cidade. O museu conta a formação do estado, as 16 etnias indígenas e a história de Chico Mendes.
  • Novo Mercado Velho: mercado popular revitalizado com lojas, restaurantes e artesanato. Ponto boêmio de encontro no fim da tarde.
  • Passarela Joaquim Macedo: inaugurada em 2010, tem 285 metros de piso em madeira e liga as duas margens do rio em um arco iluminado à noite.
  • Parque Ambiental Chico Mendes: 57 hectares com trilhas, zoológico e memorial sobre o ambientalista, segundo a Agência de Notícias do Acre.
  • Museu dos Povos Acreanos: aberto em 2023, reúne acervo sobre a diversidade étnica do estado e as culturas indígenas locais.
  • Calçadão da Gameleira: rua histórica onde tudo começou, com casarões coloridos tombados na margem do Rio Acre.

Uma cozinha entre a floresta, os rios e o Nordeste

A gastronomia local combina o peixe amazônico com heranças indígenas, nordestinas e árabes trazidas pelos imigrantes que ajudaram a formar a cidade. As raízes da floresta continuam no centro do cardápio.

  • Tacacá: sopa quente à base de tucupi, goma de tapioca, jambu e camarão seco. Servida em cuia nos fins de tarde.
  • Pato no tucupi: prato com molho amarelo extraído da mandioca brava, presente em restaurantes tradicionais do centro.
  • Pirarucu grelhado: peixe amazônico servido com farofa de banana e vinagrete de tomate.
  • Baixaria: mistura acreana de ovo frito, carne moída e farinha de milho, típica dos bares populares.
  • Kibe de arroz: herança da imigração árabe, adaptada com ingredientes locais e presente em quase todas as mesas.
A cidade tem calor o ano inteiro, com temperatura média entre 21°C e 32°C.. / Créditos: Wikipédia

Quando o clima favorece cada tipo de passeio?

A cidade tem calor o ano inteiro, com temperatura média entre 21°C e 32°C. O período seco vai de maio a setembro, ideal para passeios ao ar livre. Entre dezembro e março, chove muito e o Rio Acre pode transbordar.

☀️ Verão Dez – Fev
Média: 23-31°C
Chuva: ⛈️ Alta
O período de chuvas intensas exige adaptação no roteiro, sendo ideal para explorar a rede de museus e passeios cobertos da cidade.
🍂 Outono Mar – Mai
Média: 22-31°C
Chuva: 🌦️ Média
A temperatura estável convida à imersão histórica regional, visitando o imponente Palácio Rio Branco e o Museu da Borracha.
🧣 Inverno Jun – Ago
Média: 18-32°C
Chuva: ☀️ Baixa
O tempo seco e firme proporciona o cenário perfeito para atividades ao ar livre, como as trilhas no Parque Chico Mendes.
🌸 Primavera Set – Nov
Média: 22-33°C
Chuva: 🌦️ Média
O calor característico serve de pano de fundo para passeios contemplativos no Calçadão da Gameleira e Novo Mercado Velho.

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar à capital acreana?

O acesso principal é pelo Aeroporto Internacional Presidente Médici, a 18 km do centro. Há voos diretos de São Paulo, Brasília e Manaus, com conexões para outras capitais brasileiras.

Quem viaja por terra chega pela BR-364, principal rodovia do estado. É importante lembrar do fuso: ao pousar em Rio Branco, os relógios voltam duas horas em relação ao horário de Brasília e uma hora em relação ao horário de Manaus.

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A capital que virou brasileira lutando

A cidade combina o coração da Amazônia com a história de um estado que se anexou ao país por revolução armada e diplomacia. É onde a floresta encosta na cidade, o rio corta o centro e o fuso lembra a cada relógio que aqui o Brasil termina.

Você precisa conhecer Rio Branco e caminhar pelo mesmo calçadão onde um seringueiro nordestino plantou uma capital debaixo de uma gameleira.