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A árvore perfeita para não enjoar que muda de cor o ano todo e cresce bem até em varandas pequenas pouco arejadas
A árvore que parece várias plantas em uma só graças às mudanças de cor das folhas.
Ter uma árvore em casa parece impossível para quem mora em apartamento, mas uma espécie vem mudando essa ideia. O Acer palmatum, conhecido como bordo-japonês, é uma árvore que muda de cor ao longo das estações, cresce de forma controlada em vasos e transforma qualquer varanda compacta em um cenário que se renova o ano inteiro.
O que é o Acer palmatum e de onde ele vem?
O Acer palmatum é uma árvore ornamental originária do Japão, da China e da Coreia. No solo, pode atingir de 6 a 10 metros de altura. Em vasos, seu crescimento é naturalmente controlado, mantendo um porte compacto e elegante. O nome “palmatum” vem do formato das folhas, que lembram uma mão aberta com cinco a nove lóbulos bem marcados. É uma das espécies mais valorizadas no paisagismo e no cultivo de bonsai.

Quais cores o bordo-japonês exibe ao longo do ano?
A principal atração dessa árvore é a mudança de cores conforme as estações. Cada fase traz um tom diferente, o que mantém o visual sempre renovado.
Como cultivar o bordo-japonês em vasos?
O cultivo em vaso é uma das grandes vantagens dessa espécie. As raízes finas se acomodam bem em recipientes profundos e o crescimento permanece controlado. O segredo está em três pontos: vaso adequado, substrato drenante e rega equilibrada.
Escolha sempre um vaso profundo com furos na base para evitar acúmulo de água. Use substrato leve misturado com areia grossa ou perlita. Posicione a planta onde receba de 4 a 6 horas de sol da manhã, longe do sol forte do meio-dia, que pode queimar as folhas. Regue cerca de duas vezes por semana, mantendo o solo úmido mas nunca encharcado. No calor, aumente a frequência. No inverno, diminua. Complete com adubação a cada dois ou três meses com fertilizante natural para manter a coloração intensa.
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Quais erros mais comuns acabam com o bordo-japonês?
A árvore é resistente, mas alguns deslizes comprometem a saúde e a beleza da planta. A maioria dos problemas vem do excesso, não da falta de cuidado.
| Erro comum | O que acontece | Como evitar |
|---|---|---|
| Regar demaisSolo encharcado por dias seguidos | Raízes apodrecem e a planta definha | Regue só quando o solo estiver seco ao toque |
| Sol forte do meio-diaExposição entre 11h e 15h | Folhas queimam com bordas secas | Posicione onde pegue só o sol da manhã |
| Vaso raso demaisRecipiente sem profundidade | Raízes comprimidas e copa sem vigor | Use vasos altos com boa drenagem |
| Vento forte constanteVaranda aberta e exposta | Galhos finos quebram e folhas ressecam | Proteja com anteparo ou reposicione o vaso |
O bordo-japonês funciona no clima brasileiro?
Sim, mas com ressalvas. A espécie se adapta melhor ao clima subtropical de altitude, presente no Sul e em partes do Sudeste do Brasil, onde as estações marcadas favorecem o contraste de cores entre outono e primavera. Em cidades com calor intenso, como Salvador ou Recife, o posicionamento deve garantir apenas o sol da manhã e proteção do calor da tarde. A mudança de cor tende a ser menos pronunciada em climas sem estações bem definidas, mas a beleza ornamental e a copa elegante se mantêm.

Quais cuidados de manutenção manter ao longo do ano?
O bordo-japonês não exige podas drásticas nem rotinas complexas. Faça uma poda leve uma vez ao ano, no início da primavera, para retirar galhos secos e manter o formato da copa. Transplante a cada dois anos, trocando o vaso por um ligeiramente maior e renovando o substrato. Fique atento a pragas como lagartas e formigas, que atacam folhas e raízes se não forem tratadas logo no início. Manchas amareladas nas folhas indicam ferrugem; manchas escuras apontam para fungo e pedem remoção imediata dos galhos afetados.
Com um vaso profundo, rega equilibrada e boa posição na varanda, o bordo-japonês pode se manter saudável e bonito por muitos anos, oferecendo um espetáculo que se renova a cada estação sem exigir muito de quem cuida.