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A árvore perfeita para não enjoar que muda de cor o ano todo e cresce bem até em varandas pequenas pouco arejadas

Colorida em todas as estações, essa árvore é uma das favoritas para jardins e vasos.

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A espécie se adapta melhor ao clima subtropical de altitude, presente no Sul e em partes do Sudeste.

Quem mora em apartamento aprendeu a se conformar com o samambaia e a suculenta. Mas uma espécie vem furando esse consenso e virando queridinha de quem quer o efeito visual de uma árvore de verdade num espaço pequeno. O bordo-japonês em vaso muda de cor com as estações, mantém porte controlado e transforma varanda apertada num cenário que se renova o ano inteiro.

Por que essa árvore funciona onde outras não param em pé?

Quem já tentou plantar uma árvore em vaso conhece o problema. A muda começa bonita, cresce rápido e, em pouco tempo, não cabe mais no espaço. Ou pior, murcha em poucas semanas porque as raízes não têm para onde ir. A frustração é comum a ponto de muita gente desistir e voltar para plantas menores.

O bordo-japonês entra num meio-termo raro. Ele é árvore de verdade, mas se comporta como planta ornamental controlada quando cultivado em vaso profundo. As raízes finas se acomodam bem em recipientes fechados, e o crescimento se autolimita ao espaço disponível.

Quem já tentou plantar uma árvore em vaso conhece o problema.

O que é o Acer palmatum e de onde ele vem?

O Acer palmatum é uma árvore ornamental originária do Japão, da China e da Coreia. Em solo aberto, pode chegar a 10 metros de altura. Em vaso, mantém porte compacto sem precisar de podas severas, o que explica por que se tornou uma das espécies mais valorizadas no cultivo de bonsai.

O nome “palmatum” vem do formato das folhas, que lembram uma mão aberta com cinco a nove lóbulos bem marcados. É esse desenho fino, quase de renda, que dá à árvore aquela aparência delicada de gravura oriental, mesmo quando ela está no meio da bagunça de uma varanda urbana.

Quais cores o bordo-japonês exibe ao longo do ano?

A grande sedução dessa árvore é que ela não é uma planta, são quatro. Cada estação traz um figurino diferente, e quem cuida dela nunca se cansa do visual. As fases principais são estas:

1
Primavera de verde vibrante Folhas novas surgem em verde intenso, com bordas avermelhadas em algumas variedades.
2
Verão com copa densa A folhagem se adensa e cria uma sombra leve mesmo em varandas com sol moderado.
3
Outono em tom de fogo A fase mais espetacular, com folhas passando por dourado, laranja e vermelho intenso.
4
Inverno de silhueta Sem folhas, a estrutura dos galhos ganha aspecto escultural quase de bonsai.

Leia também: Platão sobre os jovens: “De todos os animais selvagens, o homem jovem é o mais difícil de domar.” Uma mensagem sobre rebeldia e autocontrole.

Como cultivar corretamente em vaso?

O segredo do bordo-japonês em varanda mora em três decisões práticas: o tipo de vaso, o substrato usado e a rega equilibrada. Errar em qualquer um dos três encurta a vida da árvore em poucas estações. Vale conferir o que funciona e o que costuma acabar com a planta:

Item O que fazer Cuidado
Vaso Escolha inicial Profundo, com furos na base para escoar a água. Boa drenagem
Substrato Terra do vaso Leve, misturado com areia grossa ou perlita. Evita encharcamento
Sol Posição na varanda Quatro a seis horas de sol da manhã. Evitar sol das 11h às 15h
Rega Frequência Duas vezes por semana, ajustando pelo clima. Solo encharcado apodrece raiz

O bordo-japonês funciona no clima brasileiro?

Sim, com ressalvas. A espécie se adapta melhor ao clima subtropical de altitude, presente no Sul e em partes do Sudeste, onde as estações bem marcadas favorecem o contraste de cores entre outono e primavera. Em cidades de calor intenso como Salvador ou Recife, é preciso escolher com cuidado o canto da varanda para garantir apenas o sol da manhã.

Onde não há inverno rigoroso, a mudança de cor tende a ser menos dramática. Ainda assim, a copa fina e a estrutura escultural continuam valendo o espaço. Vale lembrar que a árvore não tolera vento forte constante: varandas altas e desprotegidas exigem um anteparo, senão os galhos finos quebram e as folhas ressecam.

💡 Curiosidade Existem mais de mil cultivares registradas de Acer palmatum, com folhas que vão do verde-limão ao vinho profundo, algumas com apenas 30 centímetros de altura na fase adulta.