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A “Capital da Floresta” fundada em 1882 que surpreende com natureza amazônica e patrimônio histórico preservado
Mais de 140 anos de história.
Rio Branco, capital do Acre, funciona como uma das principais portas de entrada da Amazônia Ocidental e carrega uma história diretamente ligada à ocupação da região. Cortada pelo Rio Acre, a cidade combina estruturas urbanas contemporâneas com memórias dos antigos seringais, criando uma identidade em que floresta, cultura e história permanecem próximas.
Como o ciclo da borracha moldou a história de Rio Branco?
A formação de Rio Branco está ligada à região da Gameleira, árvore centenária associada ao surgimento do primeiro núcleo de povoamento. Fundada em 1882, a cidade também esteve no centro da Revolução Acreana, movimento que participou do processo de incorporação do território ao Brasil. Os casarões e espaços preservados do Centro Histórico ainda ajudam a contar essa trajetória marcada pelo Ciclo da Borracha.
A memória dos seringueiros e dos povos da floresta também faz parte da identidade acreana, especialmente por meio da trajetória de Chico Mendes. O Sítio Histórico do Segundo Distrito e a Gameleira são reconhecidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como referências da ocupação da região, preservando lembranças dos seringueiros e dos nordestinos que participaram da formação do estado.

O que vale a pena fazer em Rio Branco durante a viagem?
Rio Branco reúne atrações que permitem alternar entre contato com a natureza, memória histórica e passeios pela área central. Como a cidade tem relevo predominantemente plano, caminhar pelas margens do Rio Acre e pela região da Gameleira é uma boa maneira de observar a paisagem, especialmente no fim da tarde.
Entre os lugares que ajudam a revelar diferentes lados da capital acreana estão:
- Parque Ambiental Chico Mendes: área de floresta nativa com trilhas ecológicas e um memorial dedicado ao seringueiro que se tornou símbolo da defesa da Amazônia.
- Palácio Rio Branco: construção de importância política e histórica que abriga um museu dedicado à trajetória de formação do Acre.
- Passarela Joaquim Macedo: ponte estaiada exclusiva para pedestres que proporciona uma vista privilegiada do Rio Acre e do entorno urbano.
- Novo Mercado Velho: espaço tradicional para encontrar artesanato, produtos regionais, ervas amazônicas e comidas típicas.
- Museu da Borracha: reúne registros e objetos relacionados à história dos seringueiros e à importância do ciclo da borracha para a Amazônia.
- Parque da Maternidade: parque linear com ciclovias, quadras e quiosques, bastante utilizado pelos moradores para lazer e atividades ao ar livre.
- Horto Florestal: área verde com lago, caminhos arborizados e espaços que permitem observar espécies da flora amazônica dentro da própria capital.
O que experimentar para conhecer a culinária de Rio Branco?
A mesa de Rio Branco reúne referências amazônicas e influências trazidas pela população nordestina, formando uma culinária marcada por sabores intensos e ingredientes regionais. Entre os pratos mais característicos está a Baixaria, tradicionalmente consumida no café da manhã e preparada com cuscuz de milho, carne moída, ovo frito e cheiro-verde.
Nas demais refeições, peixes de água doce como tambaqui e pirarucu aparecem assados na brasa ou preparados com molho de tucupi. O tacacá, servido quente, e o pato no tucupi preservam elementos da culinária indígena, enquanto frutas como cupuaçu e açaí aparecem em bebidas e sobremesas, trazendo frescor ao clima quente da capital acreana.

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Qual a temporada ideal na Amazônia?
O clima equatorial garante calor e umidade o ano todo, mas a região passa pelo fenômeno da “friagem”, quando frentes frias derrubam bruscamente a temperatura. A temperatura mais alta registrada na cidade chegou a 39°C em períodos de seca extrema, enquanto a friagem pode fazer os termômetros baixarem para 12°C, surpreendendo os visitantes.
Baseado em dados climáticos aproximados aos do Climatempo.

Como chegar em Rio Branco?
Rio Branco é acessada principalmente pelo Aeroporto Internacional Plácido de Castro (RBR), que recebe voos de Brasília, Porto Velho e Manaus. Devido à distância dos grandes centros, o avião é o meio mais prático para quem vem de outras regiões do país.
Por via terrestre, a capital é conectada pela BR-364, vindo de Porto Velho (RO). A viagem de carro revela a imensidão da paisagem amazônica, mas exige atenção às condições da estrada, especialmente na época de chuvas. Dentro da cidade, o transporte por aplicativo e táxis funciona bem para os deslocamentos turísticos.
Rio Branco espera por você
A capital acreana é um destino que quebra estereótipos e oferece uma hospitalidade calorosa, típica do norte do Brasil. Visitar a cidade é compreender a importância da floresta em pé e vivenciar uma cultura rica, forjada na mistura de povos e tradições.
- Experimente a autêntica Baixaria no Mercado Velho.
- Caminhe pela história na Passarela Joaquim Macedo.
- Sinta a energia da floresta no Parque Chico Mendes.
A Capital da Floresta está pronta para revelar seus segredos e sabo