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A Capital do Carvão que se reinventou e hoje está entre as 100 melhores do Brasil para viver
A Capital do Carvão virou exemplo de transformação econômica e qualidade urbana.
Quem ouve o apelido “Capital do Carvão” imagina uma cidade presa ao passado industrial. Mas Criciúma, no sul de Santa Catarina, virou esse jogo. A maior cidade da região, com cerca de 225 mil habitantes, transformou galerias subterrâneas em atração turística e trocou a dependência mineral por uma economia diversificada que atrai cada vez mais gente em busca de qualidade de vida a 200 km de Florianópolis.
Das minas de carvão ao polo cerâmico do país
A história começa em 6 de janeiro de 1880, quando 22 famílias de imigrantes italianos, a maioria vinda da região do Vêneto, percorreram mais de 30 km em mata fechada até se estabelecerem às margens de um rio no extremo sul catarinense. O nome nasceu do capim Kyruy-Syiuâ, abundante na região, que os colonos chamavam de “cresciuma”.
A agricultura de subsistência logo deu lugar à extração de carvão, atividade que dominou a economia por décadas. Alemães, poloneses, portugueses, espanhóis e africanos chegaram nas décadas seguintes, formando a identidade multicultural que a cidade celebra até hoje na Festa das Etnias. A emancipação veio em 1925, e o auge da mineração aconteceu entre as décadas de 1930 e 1960. Com o declínio do carvão, Criciúma se reinventou: hoje é referência nacional em revestimentos cerâmicos, confecção e indústria química.

Como é a rotina de quem mora em Criciúma?
O cotidiano combina praticidade de cidade média com o ritmo acolhedor do interior catarinense. A principal via, Avenida Centenário, conecta os bairros ao centro sem os congestionamentos típicos de capitais. O sistema integrado de transporte conta com três terminais e linhas que cobrem toda a área urbana.
O IDH de 0,788 posiciona a cidade entre os 100 melhores do Brasil, segundo o IBGE. A rede de saúde inclui o Hospital São José, referência em cardiologia e neurocirurgia, e a educação superior é ancorada pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), com cursos concorridos como Medicina. O custo de vida é menor que o das capitais do Sul, e o mercado imobiliário oferece opções do centro ao bairro Comerciário, conhecido pelo alto padrão.
Criciúma se reinventou da extração do carvão para se tornar um polo de inovação e tecnologia no Sul catarinense. O vídeo é do canal Coisas do Mundo, que conta com mais de 350 mil inscritos, e apresenta a Mina de Visitação Octávio Fontana, o Parque das Nações e a força do Criciúma Esporte Clube:
Quais bairros os moradores mais recomendam?
O Centro concentra comércio, serviços e a Praça Nereu Ramos, ponto de encontro tradicional cercado por cafés. O bairro Michel atrai famílias pela proximidade com escolas e parques. Santa Luzia é a escolha de quem busca a vida universitária, e Pio Corrêa se destaca pela tranquilidade residencial. Já o Comerciário reúne imóveis de alto padrão e segurança reforçada.
A cidade funciona como capital regional para mais de 1 milhão de pessoas no sul catarinense. Supermercados como Angeloni, cuja sede nacional fica em Criciúma, e redes como Bistek garantem abastecimento completo sem necessidade de deslocamento à capital.

O que a cidade oferece de lazer para o morador?
A antiga vocação mineradora virou atração. Criciúma mistura memória industrial com espaços modernos de lazer e ciência.
- Mina de Visitação Octávio Fontana: única mina de carvão aberta ao público na América Latina. O passeio de mini locomotiva percorre 300 metros no subsolo de uma mina real desativada.
- Parque das Nações Cincinato Naspolini: maior área de lazer da cidade, com ciclovias, quadras, playground e monumentos às etnias colonizadoras.
- Parque Astronômico Albert Einstein: no Morro Cechinel, oferece sessões de planetário e observação com telescópios. Ao lado, o Mirante Realdo Santos Guglielmi tem vista 360° e plataforma de vidro.
- Teatro Municipal Elias Angeloni: única sala de espetáculos do sul do estado, no Parque Centenário.
- Museu Augusto Casagrande: casarão com arquitetura típica do interior da Itália do século XIX, preserva a memória dos colonizadores.
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Polenta, minestra e o caldeirão do Tigre
A herança italiana domina a mesa criciumense. Lasanha, nhoque, risoto e salame caseiro são presença certa nos almoços de domingo. A Festa das Etnias, realizada desde 1989, reúne gastronomia e danças folclóricas das seis etnias formadoras da cidade. Restaurantes de cozinha italiana no centro e nos bairros mantêm receitas que atravessam gerações.
No campo, outra paixão une a cidade: o Criciúma Esporte Clube, o Tigre, campeão da Copa do Brasil em 1991. O Estádio Heriberto Hülse ferve nos dias de jogo e é parte inseparável da identidade local.

Quando o frio e o calor chegam ao sul catarinense?
O clima subtropical úmido traz quatro estações bem definidas. O inverno exige agasalho pesado, com noites abaixo de 10°C.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar à maior cidade do sul catarinense?
Criciúma fica a 200 km de Florianópolis e a 250 km de Porto Alegre, com acesso principal pela BR-101. A cidade é atendida pelo Aeroporto Regional de Jaguaruna, a poucos quilômetros do centro, e pela rodoviária com linhas para capitais e cidades da região.
A cidade que trocou o subsolo pela superfície
Criciúma carrega no nome a memória de um capim que quase desapareceu e no subsolo a história de uma mineração que moldou gerações. O que se vê na superfície hoje é uma cidade que soube se transformar: multicultural, economicamente diversa e com estrutura que dispensa viagens à capital para resolver o dia a dia.
Se você procura um lugar no Sul com custo acessível, emprego, universidade e o acolhimento de uma cidade que celebra seis etnias na mesma praça, Criciúma merece entrar na sua lista.