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A cidade da Rainha da Borborema que une o Maior São João do Mundo e inovação tecnológica no Nordeste
O Maior São João do Mundo e a inovação do Nordeste.
No Agreste da Paraíba, a 130 km de João Pessoa, Campina Grande sobe o Planalto da Borborema com noites frescas mesmo no verão. A cidade abriga a maior festa junina do Brasil, reconhecida em 2022 pelo RankBrasil, e um dos polos de tecnologia mais ativos do Nordeste.
De algodão a centro universitário do Agreste
Fundada em 1864, a cidade prosperou no ciclo do algodão e chegou a ser a maior praça compradora da pluma das Américas no início do século XX. A queda da cotonicultura nos anos 1980 empurrou os investimentos para a educação e a pesquisa.
Hoje, a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) são referências nacionais em engenharia e tecnologia da informação. O ecossistema atraiu o apelido de Vale do Silício do Nordeste, com unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e centros de pesquisa privados instalados em torno dos campi.

Como o Maior São João do Mundo virou rotina de junho?
A história começou em 4 de junho de 1983, quando o então prefeito Ronaldo Cunha Lima montou uma palhoça improvisada num terreno baldio e estampou no letreiro a frase O Maior São João do Mundo. Em 1986, o local foi oficialmente inaugurado como Parque do Povo, segundo o Jornal A União.
O parque tem 42 mil m², capacidade para 57 mil pessoas no polo principal e quebrou em 2025 o próprio recorde, com 165 mil visitantes em uma única noite, segundo a Prefeitura de Campina Grande. A movimentação financeira passou de R$ 720 milhões na mesma edição. Em 2023, a cidade emplacou recordes no Rank Brasil: maior bolo de milho do mundo (45 metros e 653,6 kg) e maior quadrilhão (1.071 pares), conforme registrou o Itaú Cultural.
O que faz a cidade ser polo de inovação?
A combinação de universidades fortes e clima ameno atrai estudantes de todo o país. A UFCG é referência em ciência da computação e a UEPB mantém centros multidisciplinares de pesquisa agrícola para o semiárido.
O resultado aparece em startups, centros de pesquisa e empregos de tecnologia que mudaram o perfil econômico da cidade nas últimas duas décadas. Bairros como o Catolé e o Alto Branco concentram parte do crescimento residencial ligado à expansão acadêmica.
Vida no Planalto da Borborema
A altitude de 551 metros entrega temperaturas mais amenas que o litoral, com noites frescas mesmo no verão. A cidade combina o ritmo de centro universitário com a tranquilidade típica do interior nordestino.
O Açude Velho, no coração da cidade, foi requalificado e virou ponto de encontro com pista de caminhada, calçadão e o Museu de Arte Popular da Paraíba, a última obra projetada por Oscar Niemeyer inaugurada em vida do arquiteto. O Parque da Criança e o Bosque dos Cristais completam as áreas de lazer.

O que conhecer fora do mês de junho?
A agenda cultural vai muito além do São João. Museus, mirantes e bairros históricos prendem o turista no resto do ano.
- Museu de Arte Popular da Paraíba: projeto assinado por Oscar Niemeyer, no entorno do Açude Velho.
- Vila do Artesão: complexo com mais de 90 lojas de artesãos paraibanos, do couro à renda renascença.
- Açude Velho: cartão-postal com calçadão de 2 km e mirante do Cristo Redentor ao fundo.
- Museu Histórico de Campina Grande: instalado no antigo prédio da Prefeitura, conta a história do ciclo do algodão.
- Theatro Municipal: inaugurado em 1962, agenda permanente de espetáculos e shows regionais.
- Pedra do Reino: trilha em formação rochosa nos arredores, opção para um dia de aventura no Agreste.
O tempero que casa com forró
A cozinha campinense mistura raízes sertanejas com a fartura litorânea da Paraíba. Casas tradicionais convivem com endereços contemporâneos no entorno do Açude Velho.
- Carne de sol com macaxeira: clássico do sertão, presente em quase todo cardápio típico da cidade.
- Bode guisado: prato forte do Agreste, servido com pirão e arroz branco.
- Tapioca recheada: dezenas de variações nas tapiocarias da Rua Vila Nova da Rainha.
- Buchada de bode: receita centenária que ainda divide opiniões entre os moradores.
- Comidas juninas o ano todo: pamonha, canjica, bolo de milho e munguzá vendidos em barracas e padarias.
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Qual a melhor época para visitar?
Junho concentra o auge do movimento, mas a cidade entrega clima agradável o ano inteiro. A baixa umidade e a altitude favorecem passeios externos.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar à Rainha da Borborema?
De carro, a viagem de João Pessoa dura cerca de 1h30 pela BR-230, a Transamazônica, que sobe a Serra da Borborema em um trecho cênico. De Recife, são aproximadamente 180 km pela BR-104.
O Aeroporto Presidente João Suassuna recebe voos regulares de capitais como São Paulo, Brasília e Salvador. Quem prefere o conforto pode chegar a João Pessoa e seguir por transfer rodoviário até o agreste.
Suba a Borborema e descubra Campina Grande
Poucos lugares no Brasil reúnem a maior festa junina do país, um polo de tecnologia em pleno crescimento e o ar fresco do Planalto da Borborema em poucas ruas de distância. A cidade que nasceu com o algodão hoje pulsa com forró e código.
Você precisa subir a serra e conhecer Campina Grande para entender por que essa cidade do Agreste paraibano virou referência de cultura, ciência e qualidade de vida no Nordeste.