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A cidade de 1727 que guarda o maior templo religioso do Centro-Oeste em ruas de pedra do século XVIII
O destino combina patrimônio, fé e arquitetura marcante.
Fundada em 7 de outubro de 1727 às margens do Rio das Almas, Pirenópolis reúne casarões coloniais, cachoeiras e uma das festas mais antigas do Brasil em pleno coração no Centro-Oeste de Goiás.
Por que a Piri é chamada de berço da cultura goiana?
A resposta está em suas primazias. Pirenópolis abrigou o primeiro jornal do Centro-Oeste, a Matutina Meiapontense, e foi um dos primeiros arraiais do estado, erguido por garimpeiros em busca de ouro no sopé da serra.
O nome original era Minas de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte. Só em 1890 virou Pirenópolis, em referência à Serra dos Pireneus, que por sua vez foi batizada em homenagem à cadeia montanhosa entre França e Espanha. Todo o perímetro histórico foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1989, protegendo 17 hectares de casarões, igrejas e ruas de pedra.

O que visitar no centro histórico tombado?
A cidade cabe nos pés. Cada esquina guarda uma construção de mais de dois séculos, e as principais atrações ficam a poucos minutos umas das outras.
- Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário: erguida entre 1728 e 1732, é o maior templo religioso do Centro-Oeste. Foi destruída por um incêndio em 2002 e reconstruída fielmente.
- Fazenda Babilônia: antigo engenho de cana do século XIX, tombada em 1965, oferece um café sertanejo com mais de 40 itens da cozinha goiana.
- Theatro Sebastião Pompeu de Pina: de 1899, mistura estilos colonial e neoclássico em estrutura de madeira.
- Cine Teatro Pireneus: prédio art déco de 1919, um dos cinemas mais antigos em funcionamento contínuo do país.
- Rua do Rosário: apelidada de Rua do Lazer, concentra restaurantes, bares e ateliês nas construções coloniais.
Pirenópolis, em Goiás, é um destino que une perfeitamente o charme de um centro histórico colonial com a exuberância de cachoeiras cristalinas e formações rochosas milenares. O vídeo do canal Rolê Família, que possui mais de 350 mil inscritos.
Onde encontrar cachoeiras e trilhas perto da cidade?
O entorno é puro cerrado. Dezenas de quedas d’água cortam a paisagem em raios de poucos quilômetros do centro histórico.
A Cachoeira do Abade tem cerca de 20 metros de queda em meio a paredões de quartzito. Já a Reserva Vagafogo, pioneira em ecoturismo na região, combina trilhas, tirolesa e um famoso brunch feito com frutas do cerrado cultivadas na própria propriedade. Mais ao alto, o Parque Estadual da Serra dos Pireneus abriga o sítio arqueológico Cidade de Pedra, com formações rochosas esculpidas pelo vento.
O que provar na mesa pirenopolina?
A cozinha segue a tradição goiana, com toques de cerrado que raramente aparecem fora da região.
- Empadão goiano: recheio farto de frango, linguiça, ovo, queijo e pequi, servido em praticamente todo restaurante do centro.
- Pequi: fruto símbolo do cerrado, aparece no arroz, na galinhada e em conservas artesanais.
- Brunch da Vagafogo: mesa com geleias, queijos, ovos mexidos e frutas como cagaita, araticum e gabiroba.
- Café sertanejo da Fazenda Babilônia: banquete rural com quitandas, carnes e doces cozidos em fogão a lenha.

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Quando é a melhor época para conhecer Pirenópolis?
O clima segue o ritmo do cerrado, com inverno seco e verão chuvoso. A alta temporada coincide com os meses mais secos e as grandes festas religiosas.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Quais festas movimentam a cidade durante o ano?
A Festa do Divino Espírito Santo acontece desde 1819, 50 dias depois da Páscoa, e foi reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN em 2010. O ponto alto são as Cavalhadas, encenação de três dias em que cavaleiros vestidos de mouros e cristãos reproduzem batalhas medievais no campo.
Fora do calendário religioso, a cidade recebe o Festival Gastronômico, a Festa Literária de Pirenópolis e o Canto da Primavera, mostra de música que ocupa praças e teatros no centro histórico.

Como chegar à cidade histórica de Goiás?
Pirenópolis fica a cerca de 120 km de Goiânia e 150 km de Brasília, em estradas asfaltadas e de acesso tranquilo a partir das duas capitais. De carro, a viagem leva entre 1h30 e 2 horas por qualquer um dos trajetos.
Suba a serra e conheça a Piri
Poucos lugares no Brasil Central reúnem tanta história preservada em ruas tão pequenas. A combinação de casarões do ciclo do ouro, cachoeiras de cerrado e uma das festas populares mais antigas do país faz da Piri um destino difícil de esquecer.
Você precisa passar um fim de semana em Pirenópolis e caminhar sem pressa pelas ruas de pedra que guardam quase três séculos de Goiás.