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A cidade fluminense onde um sítio arqueológico milenar convive com o maior festival de jazz da América Latina

Essa cidade combina arqueologia e música em uma experiência única.

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Rio das Ostras é marcada por qualidade de vida, natureza e hospitalidade // Créditos: depositphotos.com / alxcoimbra

Na Costa do Sol, Rio das Ostras é uma cidade fluminense que guarda 14 praias, um sítio arqueológico de milênios e um festival de música que transforma a areia em palco todo mês de junho. Um destino menos badalado que as vizinhas Búzios e Cabo Frio, com a mesma cor de mar.

De “lugar de ostra” a cidade da Costa do Sol

Os povos originários chamavam este trecho do litoral de Leripe, palavra tupi-guarani que significa lugar de ostra. O nome se manteve em essência: o rio que corta a região é margeado por manguezais onde as ostras sempre cresceram em abundância.

No período colonial, a faixa litorânea fazia parte de uma sesmaria doada aos jesuítas em 1630. Eles ergueram o Poço de Pedras no século XVIII, reconstruído em 2000 a partir de registros fotográficos antigos. O poço servia de ponto de abastecimento para navegadores que cruzavam a Baía Formosa.

Rio das Ostras encanta com mar verde e coqueirais infinitos: viva o paraíso carioca que inspira surf, sol eterno e tranquilidade no coração do litoral regato! // Créditos: Wikipédia

O sambaqui que guarda a história mais antiga do litoral

O Sambaqui da Tarioba foi registrado pelo Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB) em 1967. O sítio preserva esqueletos, conchas e ferramentas de pedra de povos que viviam entre o rio e o mar há milênios.

O museu funciona no formato “in situ”, em que o visitante caminha sobre o próprio sambaqui e observa o material exatamente como foi encontrado. O termo sambaqui vem do tupi e significa amontoado de conchas, hábito que deu nome ao município séculos depois.

    O vídeo do canal “De fora em Juiz de Fora” explora os principais atrativos desta estância balneária:

    Quais praias merecem tempo no roteiro?

    As 14 praias se distribuem por 28 km de costa, segundo o portal oficial da Prefeitura. Algumas com mar calmo e sombra de árvores, outras com ondas e costões ideais para pescaria.

    • Praia de Costazul: orla com píer de 200 metros que avança no mar, ideal para o nascer do sol e a pesca de caniço.
    • Praia do Centro: curta e acolhedora, abriga a figueira centenária que, segundo relatos históricos, teria oferecido sombra a imperadores em passagem pela região.
    • Praia da Joana: águas calmas cercadas por árvores, indicada para famílias com crianças pequenas.
    • Praia da Tartaruga: ponto preferido dos praticantes de surfe, com ondas regulares o ano todo.
    • Praça da Baleia: mirante com escultura de jubarte que virou símbolo da cidade.
    • Monumento Natural dos Costões Rochosos: reserva ecológica entre a Praia da Joana e a Praça da Baleia, com fauna e flora preservadas.

    O festival que mudou o calendário da cidade

    Em 2003, a primeira edição do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival reuniu nomes como Stanley Jordan e Naná Vasconcelos em palcos montados na areia. A aposta do produtor Stênio Mattos transformou a identidade cultural do balneário.

    O evento acontece entre maio e junho, com palcos ao ar livre espalhados pela cidade. Em 2024, celebrou 20 edições consolidado como um dos principais festivais de jazz e blues do continente, segundo cobertura da revista americana DownBeat.

    O que comer entre uma praia e outra?

    A cozinha local reflete a vocação pesqueira da antiga vila. Frutos do mar frescos e receitas caiçaras ocupam os cardápios dos quiosques da orla.

    • Ostras frescas: servidas nos quiosques da Praia do Centro, geralmente com limão e molho de pimenta.
    • Peixe na telha: filé cozido ao forno com tomate, pimentão e queijo gratinado, prato comum em restaurantes à beira-mar.
    • Moqueca capixaba: preparada com urucum e azeite, servida em panelas de barro.
    • Bolinho de aipim com carne-seca: petisco popular nos bares da orla, acompanha chopp gelado.

    Leia também: Com 3,2 milhões de turistas em um único mês, essa cidade também se destaca pelo alto número de doutores.

    Em Rio das Ostras, prove ostras frescas na praia, pedale na ciclovia e relaxe na Costazul com brisa leve do litoral regato acolhedor e familiar. // Créditos: Wikipédia

    Qual a melhor época para visitar a cidade balneária?

    O verão concentra o maior movimento nas praias, mas é também o período de chuvas mais intensas. O inverno oferece preços mais acessíveis e a programação do festival de jazz.

    ☀️ Verão
    Dez – Fev
    23-31°C
    Média
    O calor intenso convida a aproveitar ao máximo as praias e os refrescantes passeios de barco pela costa.
    🏖️ Alta Temporada
    🍂 Outono
    Mar – Mai
    21-28°C
    Média
    Com temperaturas mais suaves, o período é ideal para percorrer as trilhas nos Costões Rochosos com conforto térmico.
    ⛰️ Aventura
    🧣 Inverno
    Jun – Ago
    17-26°C
    Média
    A estação mais seca do ano ganha sofisticação com a realização do tradicional Festival de Jazz e Blues sob o céu limpo.
    🎷 Música & Charme
    🌸 Primavera
    Set – Nov
    19-28°C
    Média
    Momento de redescobrir a história local visitando o Sambaqui e o rico patrimônio histórico em meio à floração.
    🏛️ Patrimônio

    Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

    Como chegar ao balneário fluminense?

    Rio das Ostras fica a 170 km do Rio de Janeiro pela BR-101 e RJ-106, cerca de duas horas e meia de carro. Ônibus regulares partem da Rodoviária Novo Rio ao longo do dia. O aeroporto mais próximo é o de Cabo Frio, a 40 km.

    O balneário tranquilo da Costa do Sol

    Rio das Ostras combina o que a Costa do Sol tem de melhor sem a multidão dos destinos vizinhos. Sambaqui milenar, baleia de bronze, praias de água calma e um festival que transforma a areia em palco de jazz.

    Você precisa conhecer Rio das Ostras e entender como uma antiga vila de pescadores virou um dos segredos mais bem guardados do litoral fluminense.