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A cidade modelo do interior paulista com qualidade de vida comparada à Europa, IDHM de 0,817, economia industrial forte e localização estratégica entre duas grandes rodovias
O município do interior paulista que reúne IDHM de 0,817.
Muitas cidades do interior paulista nasceram em volta de uma lavoura e mudaram de vocação quando a estrada chegou. Em Vinhedo, os moradores votaram em 1948 para trocar o nome Rocinha por uma homenagem à uva, e a mesma cidade hoje soma um PIB por habitante de R$ 192 mil, puxado por indústrias instaladas entre a Anhanguera e a Bandeirantes.
Por que Rocinha virou Vinhedo em 1948?
Porque a uva tinha tomado conta da economia. O povoado começou como uma roça no caminho entre Campinas e São Paulo, onde os tropeiros faziam pouso, daí o nome Rocinha. Imigrantes europeus iniciaram o cultivo da uva e, em pouco tempo, toda a atividade econômica se voltou para as videiras, motivando a troca de nome, segundo o histórico do município publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A separação de Jundiaí foi decidida no voto. No plebiscito de 24 de outubro de 1948, 1.563 dos 1.666 eleitores apoiaram a emancipação, e o médico Abrahão Aun assumiu como primeiro prefeito em 2 de abril de 1949, de acordo com a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). A primeira Festa da Uva oficial aconteceu na Praça Sant’Anna naquele mesmo ano de 1948, antes até de a cidade existir no papel.

Como a cidade da uva chegou a R$ 192 mil por habitante?
Trocando aos poucos a parreira pela fábrica. A industrialização começou com a primeira indústria, inaugurada em 1925, e ganhou força com multinacionais que se instalaram no parque industrial, conforme estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A posição entre as rodovias Anhanguera e Bandeirantes fez o resto.
O resultado aparece nos números do IBGE Cidades: PIB per capita de R$ 192.052 em 2023 e IDHM de 0,817, calculado pelo PNUD em 2010. Vale um cuidado na leitura: o PIB per capita divide toda a produção da cidade pelo número de moradores e cresce onde há muita indústria e logística, então não equivale à renda de cada família. Ainda assim, mostra o tamanho da virada de uma vila de tropeiros.
O que fazer em Vinhedo além das parreiras?
A cidade guarda a tradição da uva e soma programas que vão da astronomia aos parques temáticos. Boa parte fica a poucos minutos da Anhanguera ou da Bandeirantes.
Qual a melhor época para visitar Vinhedo?
Depende do programa. Agosto é o mês mais seco, com 36 mm de chuva, e janeiro o mais chuvoso, com 261 mm, de acordo com as médias de 30 anos do Climatempo. A safra e a festa da uva coincidem justamente com o período de mais chuva.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Quantos km separam Vinhedo de São Paulo?
Cerca de 75 km, percorridos pela Rodovia Anhanguera (SP-330) ou pela Rodovia dos Bandeirantes (SP-348). Quem chega de avião tem o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, entre os terminais mais próximos.
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Da parreira à fábrica sem perder a festa
Vinhedo mudou de nome por causa da uva e de economia por causa da estrada, mas não abandonou nenhuma das duas. A festa nascida antes da emancipação continua de pé, enquanto as indústrias às margens das rodovias transformaram a antiga Rocinha em uma cidade de fábricas e serviços.
Você precisa subir a Anhanguera num fim de semana de verão, provar a niágara rosada da safra e entender como uma vila de tropeiros virou endereço de fábrica sem esquecer a própria colheita.