Entretenimento
A erva-doce que perfuma o jardim e vira ponto de encontro das abelhas
Aroma, flores e um convite natural para as abelhas
Entre as plantas aromáticas mais comuns nos quintais brasileiros, a erva-doce se destaca por unir uso culinário, medicinal e papel importante na alimentação das abelhas. O cultivo dessa espécie é relativamente simples e pode ser feito em canteiros, vasos ou hortas maiores, desde que sejam observados alguns cuidados básicos com solo, luz e rega. Além disso, a planta é conhecida por florescer de forma abundante, oferecendo néctar e pólen que ajudam a atrair abelhas e outros polinizadores para o jardim.
O que é erva-doce e por que ela atrai tantas abelhas
A erva-doce, também chamada de funcho ou anis-doce, é uma planta aromática de ciclo anual ou bianual, com folhas finas e flores pequenas e amarelas reunidas em umbelas. Essas flores são ricas em néctar e pólen, recursos essenciais para a alimentação das abelhas e de outros insetos benéficos ao jardim. O aroma suave e o visual das inflorescências funcionam como um verdadeiro convite para esses polinizadores.
Do ponto de vista da jardinagem, a erva-doce é considerada uma planta melífera, ou seja, capaz de fornecer matéria-prima para a produção de mel. Ao ser incluída em um jardim, ela contribui para formar um pequeno “restaurante” para abelhas, sirfídeos e algumas espécies de borboletas, ajudando a manter o equilíbrio biológico do espaço.

Como plantar erva-doce no jardim passo a passo
O plantio da erva-doce é simples, mas alguns cuidados aumentam bastante a chance de sucesso. O ideal é escolher um local com boa incidência de sol direto, pelo menos entre 4 e 6 horas diárias, pois a falta de luz gera plantas fracas e com pouca florada, reduzindo o interesse das abelhas.
Para quem deseja aprender como plantar erva-doce de forma prática, o passo a passo a seguir pode ajudar no cultivo em canteiros, hortas e vasos, garantindo plantas mais vigorosas e produtivas:
| Etapa | O que fazer | Dicas importantes |
|---|---|---|
| Escolha do local | Selecionar área com sol direto de 4 a 6 horas por dia | Pouca luz gera plantas fracas e com pouca floração |
| Preparo do solo | Usar terra solta, bem drenada e rica em matéria orgânica | Evitar solo compactado ou que acumule água |
| Semeadura | Fazer sulcos rasos (cerca de 1 cm) e cobrir levemente as sementes | Não enterrar demais para não dificultar a germinação |
| Espaçamento | Manter 25 a 30 cm entre plantas | Garante boa ventilação e desenvolvimento das touceiras |
| Rega | Manter solo úmido no início e reduzir após germinação | Prefira regas profundas e espaçadas |
| Manutenção | Retirar plantas invasoras e aplicar cobertura morta | Folhas secas ajudam a conservar a umidade do solo |
| Cultivo em vasos | Usar vasos com no mínimo 25 cm de profundidade | Vasos secam mais rápido, exigindo regas mais frequentes |
Em vasos, o processo é semelhante, mas recomenda-se recipientes com pelo menos 25 cm de profundidade, furos de drenagem e um bom substrato. Em locais muito ventilados, o solo seca mais rápido, exigindo regas um pouco mais frequentes para manter a umidade.
Como a erva-doce ajuda a atrair abelhas para o jardim
A combinação de flores perfumadas, coloração amarela e alta produção de néctar torna a erva-doce uma grande aliada para atrair abelhas. Em plena floração, alguns meses após o plantio, as flores costumam ser visitadas ao longo do dia, principalmente nas horas de maior luminosidade e clima mais ameno.
Para potencializar esse efeito, muitos jardineiros associam a erva-doce com outras espécies melíferas, criando uma sequência de floradas. Dessa forma, há oferta de alimento quase o ano inteiro, o que mantém as abelhas circulando pelo espaço e favorece a polinização de hortaliças e frutíferas próximas.
A erva-doce é uma planta simples que muda o clima do jardim quando começa a crescer.
Neste vídeo do canal Jardineiro Amador, com mais de 1 milhão de inscritos e cerca de 101 mil visualizações, essa presença natural chama atenção no dia a dia:
Quais plantas combinam com erva-doce para atrair ainda mais polinizadores
Associar a erva-doce a outras plantas floríferas é uma estratégia simples para aumentar a biodiversidade do jardim. Essa combinação beneficia não apenas abelhas, mas também borboletas, joaninhas e outros insetos que ajudam no controle biológico de pragas.
Ao planejar o jardim, vale incluir espécies com diferentes épocas de floração, cores e formatos de flor, criando um “buffet” variado para os polinizadores ao longo do ano. Entre as opções mais utilizadas, destacam-se:
- Manjericão e alecrim: aromáticos e floríferos, atraem abelhas e podem ser usados na culinária.
- Lavanda: flores perfumadas que atraem abelhas e ainda ajudam na decoração do jardim.
- Girassol: oferece pólen e néctar, além de servir como cerca-viva baixa em hortas.
- Outras melíferas: como manjerona, sálvia e algumas flores nativas, que ampliam a diversidade de visitantes.
Quais cuidados diários tornam o jardim mais amigável às abelhas
Manter a erva-doce saudável é fundamental para garantir florescimento abundante e presença constante de abelhas. Além de regas moderadas e boa incidência de sol, é importante observar sinais de estresse, como folhas amareladas, murchas ou manchadas, que podem indicar excesso de água, falta de nutrientes ou ataques de pragas.
Uma prática comum é fazer adubações leves com matéria orgânica de tempos em tempos, em pequenas quantidades, sem exageros. Durante a fase de floração, o ideal é evitar podas drásticas e não usar pesticidas químicos, priorizando controles naturais, para não prejudicar abelhas e outros polinizadores que mantêm o jardim mais equilibrado e produtivo.