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A nova era dos megaeventos: por que o 5G é o dono do jogo nos bastidores
Descubra como a nova internet 5G ajuda a organizar shows gigantes, reduz custos de montagem e garante que a cerveja e o lanche não faltem na hora da compra
Você já parou para pensar em como tudo funciona para que um artista como o Bruno Mars ou a Taylor Swift suba no palco diante de 100 mil pessoas sem que nada dê errado?
Por trás das luzes e do som perfeito, existe uma batalha tecnológica gigante. A grande novidade que está mudando esse jogo é a chegada do 5G, a internet de quinta geração. Mas não se engane: para os donos dos festivais, essa tecnologia não serve apenas para você postar seu vídeo no Instagram ou TikTok mais rápido. Ela é a peça chave para o investimento valer a pena, como aponta o site especializado em mercado musical, Moneyhits.
Imagine que montar um festival é como construir uma cidade inteira em apenas uma semana. Esse processo de levar os equipamentos para dentro do estádio é chamado no mercado de Load-in. Antes, as equipes de produção sofriam com rádios que falhavam e internet lenta quando o público chegava. Agora, com o 5G, empresas como a Live Nation e a AEG conseguem conectar milhares de trabalhadores ao mesmo tempo. É o que chamamos de gestão da Supply Chain (ou cadeia de suprimentos), garantindo que cada peça de iluminação e cada caixa de som esteja no lugar certo, na hora certa.
Um dos conceitos mais importantes para quem quer entender o mercado musical é o EBITDA. Calma, o nome parece difícil, mas a explicação é simples: o EBITDA é uma medida que mostra quanto dinheiro a empresa realmente está ganhando com a operação do show, antes de descontar impostos e juros de dívidas. O 5G ajuda a aumentar esse número porque ele corta desperdícios. Por exemplo, se a produção economiza tempo na montagem, o custo do CapEx (o dinheiro investido em infraestrutura e equipamentos) diminui.
Outro ponto que mexe no seu bolso é o ancillary revenue, que nada mais é do que a receita que o festival ganha com itens que não são o ingresso, como comida, bebida e camisetas oficiais. Sabe quando o sistema do cartão cai bem na hora que você vai comprar uma água? Isso é um prejuízo enorme. Dados de mercado indicam que falhas no sinal de internet faziam os festivais perderem até 12% de tudo o que vendiam nos bares.
Com o 5G, o sinal é exclusivo para as maquininhas de cartão, o que garante o Yield (rendimento) máximo por metro quadrado da arena. Ou seja: a venda é instantânea e o dinheiro entra direto no fluxo de caixa da produtora.
Como o 5G ajuda a desacelerar os processos de montagem dos palcos
No Brasil, organizar um evento em locais como o Allianz Parque ou o MorumBIS é muito caro. Segundo relatórios da Billboard Boxscore e da Pollstar, o uso de redes inteligentes pode acelerar a desmontagem do palco (o Load-out) em até 30%.
Ganhar apenas 12 horas nesse processo pode significar uma economia de mais de R$ 200.000,00 em aluguel de espaço. Toda essa eficiência técnica faz com que o Valuation (o valor de mercado) da empresa que organiza o evento suba, atraindo mais investidores.
Além disso, a segurança também ganha um reforço. Câmeras de altíssima definição conectadas ao 5G monitoram a multidão em tempo real, evitando brigas ou acidentes. Isso protege o Net Profit (lucro líquido) da empresa, pois evita processos judiciais caros no futuro.
Então, da próxima vez que você estiver em um grande festival, lembre-se: aquela antena de 5G ali no canto é o que garante que o espetáculo continue sendo um bom negócio para quem faz e uma experiência inesquecível para você.