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A novela do horário nobre que deu um vexame histórico e marcou 0 no Ibope da Globo

O maior fracasso da história da emissora carioca continua imbatível

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O Ébrio

A história da teledramaturgia da Globo possui um recorde que permanece intacto há mais de 60 anos. O Ébrio, a primeira novela levada ao ar na então recém-criada faixa das oito – hoje conhecida como horário das nove-, entrou para a história como a trama de menor audiência já registrada no horário nobre da emissora.

Segundo registros da época, o folhetim, exibido entre novembro de 1965 e fevereiro de 1966, em 75 capítulos, chegou a marcar 0 ponto no Ibope, um desempenho jamais repetido por outra novela da faixa. Baseada na obra homônima de Vicente Celestino, a trama, escrita e dirigida por José Castellar e Heloísa Castellar, enfrentou dificuldades para conquistar o público em um período em que a televisão brasileira ainda dava seus primeiros passos e o canal buscava consolidar seu espaço.

Nas últimas décadas, diferentes novelas passaram a receber o rótulo de “pior audiência da faixa”, impulsionadas pela queda gradual dos índices da TV aberta, como Mania de Você (2024), que chegaram a ocupar esse posto quando consideradas as médias da contemporaneidade do Ibope, mas nenhuma delas superou o desempenho histórico e negativo alcançado por O Ébrio.

A história do folhetim traz a saga de Dr. Gilberto (Ricardo Nóvoa), que é dominado pelo álcool após ter sido enganado por parentes e amigos, e traído pela própria mulher, Marieta (Líria Marçal), e se torna dado como morto. O personagem central, por sua vez, troca de identidade e passa a ser reconhecido apenas como “o Ébrio”.