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A “Princesa dos Campos Gerais” encanta com qualidade de vida e rochas de 400 milhões de anos a 120 km de Curitiba
Entre natureza milenar e qualidade de vida, essa cidade se destaca no Sul do Brasil.
Erguida sobre uma colina que servia de referência aos tropeiros, Ponta Grossa mistura herança europeia, cachoeiras dentro de furnas e um dos maiores polos cervejeiros do país. A “Princesa dos Campos Gerais” com é apelidada abriga o primeiro parque estadual do Paraná.
Por que Ponta Grossa virou a Princesa dos Campos Gerais?
O apelido nasceu no tempo dos tropeiros que cruzavam o sul do Brasil no século 19. Uma colina coberta por um capão de mato servia de ponto de referência a quem viajava pela região, e o nome “ponta grossa” pegou.
Russos, poloneses, alemães, italianos e holandeses chegaram pouco depois e trouxeram técnicas agrícolas, arquitetura e culinária que ainda moldam a cidade. Segundo a Prefeitura de Ponta Grossa, a primeira fábrica de cerveja da região foi aberta pelo italiano Francisco Gioppo em 1903, e a tradição cervejeira nunca parou desde então.

Como é a vida de quem mora na cidade
Com cerca de 372 mil habitantes, a cidade tem Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,763, classificado como alto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). A economia combina agroindústria, setor de serviços e uma das maiores concentrações de cervejarias do país.
O cotidiano gira em torno da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que trazem um público universitário forte e movimentam o centro. Feiras semanais como a do Largo da Câmara vendem pierogi, charque e compotas que contam a história da imigração em forma de comida.
Este vídeo do canal “Cidades do Interior” apresenta Ponta Grossa, no Paraná, como um importante polo econômico e turístico, destacando sua qualidade de vida e belezas naturais. Localizada a 117 km de Curitiba, a cidade é a quarta maior do estado e combina infraestrutura moderna com cenários exuberantes.
O que visitar na cidade dos arenitos?
A maior parte das atrações fica no interior do município, a leste do centro. Algumas delas aparecem em guias de geoturismo no mundo inteiro.
- Parque Estadual de Vila Velha: primeiro parque estadual do Paraná, criado em 1953, com arenitos esculpidos pelo vento e pela chuva que lembram uma cidade medieval. Mais informações no Governo do Paraná.
- Buraco do Padre: furna de 30 metros de altura com cachoeira que despenca dentro de um anfiteatro rochoso. O nome vem dos jesuítas que usavam o local para meditação.
- Lagoa Dourada: lagoa de águas cristalinas dentro de Vila Velha, onde é possível ver cardumes a olho nu.
- Furnas: cavernas verticais profundas com lagos azulados no fundo, também dentro do parque estadual.
- Capela Santa Bárbara: construção centenária no centro histórico que integra o roteiro ferroviário da cidade.

A capital silenciosa da cerveja no Brasil
Poucos lugares no país têm uma ligação tão antiga com a cerveja. A Cervejaria Adriática, fundada em 1906 por Henrique Thielen, ainda opera na cidade, agora sob a Heineken. Ao redor dela, microcervejarias como a OAK Bier produzem rótulos premiados e buscam, junto ao Sebrae, a Indicação Geográfica (IG) para as cervejas locais.
Um dos grandes eventos da cidade é a MünchenFest, festival gastronômico e cultural de inspiração alemã que acontece há quase três décadas. Segundo a Agência Sebrae de Notícias, a qualidade da água local é um dos fatores que justificam o pedido de IG.
O que comer na herança europeia da cidade?
A cozinha ponta-grossense é um mosaico de receitas que atravessaram o Atlântico junto com os imigrantes. Pratos simples, fartos e com perfume de lenha.
- Pierogi: pastel cozido recheado com batata, queijo ou carne, herança da comunidade polonesa.
- Carne de charque: prato tropeiro por excelência, servido desfiado com farofa ou em bolinhos.
- Chucrute com linguiça: presença alemã nas mesas, acompanhado de batata e mostarda artesanal.
- Chopp artesanal: presente em bares como Catedral Rock Bar, Frederico e I Hop So, com torneiras de rótulos locais.
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Quando o clima ajuda cada tipo de passeio?
A cidade fica no segundo planalto paranaense, em torno de 900 metros de altitude. Verões são amenos e invernos chegam a registrar geadas.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar à Princesa dos Campos?
A cidade fica a 120 km de Curitiba pela BR-277 e pela BR-376, cerca de 1h40 de carro. Ônibus partem da rodoviária da capital ao longo do dia. O Aeroporto de Ponta Grossa opera voos regionais, mas a maioria dos visitantes chega pelo Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais.
Suba o planalto e conheça Ponta Grossa
A Princesa dos Campos Gerais guarda um pedaço do Paraná que mistura geologia de milhões de anos, uma história cervejeira centenária e o cotidiano calmo de uma cidade universitária. Poucos destinos no sul do país oferecem essa combinação tão perto de uma capital.
Você precisa subir o planalto e conhecer Ponta Grossa para entender por que os tropeiros pararam ali e nunca mais foram embora.