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A psicologia confirma que as pessoas que sentem prazer com o fracasso alheio não são más, mas sim têm uma reação emocional humana que surge quando a autoestima está em jogo

Por que rimos do fracasso alheio: estudo aponta ligação direta com a autoestima

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A psicologia confirma que as pessoas que sentem prazer com o fracasso alheio não são más, mas sim têm uma reação emocional humana que surge quando a autoestima está em jogo
A psicologia explica por que sentir prazer com o fracasso alheio pode acontecer com qualquer pessoa
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Aquele sorriso que você tenta esconder

Já sentiu um alívio estranho ao ver alguém tropeçar logo depois de se gabar? Esse impulso tem nome, explicação científica e está mais ligado à sua autoestima do que ao seu caráter.
Entenda o que a psicologia descobriu sobre isso ⬇️

Existe um lampejo de satisfação que surge antes mesmo de processarmos o que sentimos, geralmente diante do tropeço de alguém que parecia ter tudo sob controle. Esse impulso tem nome na psicologia: schadenfreude, termo alemão que descreve o prazer obtido com o infortúnio de outra pessoa. Pesquisadores garantem que essa reação não revela maldade, e sim um mecanismo emocional ligado à forma como protegemos a própria imagem.

O que é a sensação de prazer com o fracasso alheio?

A schadenfreude aparece quando o sucesso de outra pessoa é percebido, mesmo que inconscientemente, como uma ameaça. Segundo a Wikipedia, a teoria da comparação social explica esse efeito: quando alguém ao redor tem azar, automaticamente nos sentimos um pouco melhores em relação a nós mesmos.

Essa emoção humana costuma surgir em contextos específicos, entre eles:

  • Rivalidades esportivas ou profissionais
  • Queda de figuras públicas admiradas e depois contestadas
  • Situações de injustiça aparente, corrigidas pelo destino
  • Comparação direta com colegas ou conhecidos próximos
A autoestima em jogo faz surgir uma reação emocional que a psicologia explica

Por que a autoestima influencia essa reação?

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Leiden, na Holanda, mostrou que a autoestima tem relação direta com a intensidade da schadenfreude. De acordo com o artigo publicado na PubMed, pessoas com autoestima mais baixa sentem maior ameaça ao próprio valor diante de quem se destaca, e essa ameaça intensifica o prazer com o fracasso alheio.

No experimento, estudantes leram a história de um colega de alto desempenho que depois sofria um revés acadêmico. Quem relatou se sentir mais ameaçado pelo sucesso do colega também relatou mais satisfação com sua queda, conforme descreveu a reportagem da NBC News sobre a pesquisa.

Os dados ajudam a entender comportamentos parecidos no dia a dia. Veja a seguir como essa reação muda conforme o nível de autoestima envolvido.

Autoestima e Schadenfreude

Como o nível de autoestima muda a reação emocional

Autoestima baixa

Gatilho: sente o sucesso alheio como ameaça pessoal.
Efeito: schadenfreude mais intensa e frequente.

Autoestima elevada

Gatilho: percebe pouca ameaça no destaque do outro.
Efeito: reação emocional bem mais discreta.

Fonte: PubMed, Self-esteem, self-affirmation, and schadenfreude (Universidade de Leiden)

Sentir prazer com o fracasso alheio faz de alguém uma pessoa má?

Especialistas citados pela Britannica reforçam que quase todo mundo experimenta essa emoção em algum grau, o que a torna parte do funcionamento psicológico comum, não um traço de personalidade cruel. O problema surge quando a falta de empatia se torna constante, algo que as telas e o anonimato das redes sociais tendem a facilitar.

Ainda assim, reconhecer o sentimento sem julgamento é o primeiro passo para lidar melhor com ele. A comparação social é parte da experiência humana, e perceber isso ajuda a interpretar a própria reação com mais clareza.

Sentir prazer com o fracasso alheio nem sempre significa maldade segundo a psicologiaSentir prazer com o fracasso alheio nem sempre significa maldade segundo a psicologia

Como lidar com esse sentimento no dia a dia?

Algumas atitudes simples ajudam a transformar esse impulso em autoconhecimento, em vez de culpa:

  • Observe o sentimento sem reprimi-lo nem agir a partir dele
  • Pergunte-se o que o sucesso do outro ameaça em você
  • Pratique a autoafirmação, lembrando suas próprias conquistas
  • Busque empatia ativa diante do erro alheio, mesmo que o impulso inicial seja outro

O que essa emoção revela sobre você?

Sentir um lampejo de prazer com o tropeço de alguém não é sinal de maldade, é apenas um eco da própria insegurança tentando se proteger. Da próxima vez que esse sentimento aparecer, talvez valha mais a pena perguntar o que ele está tentando dizer sobre você do que tentar escondê-lo.