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A psicologia explica por que algumas pessoas nunca se acham boas o bastante

Autocrítica excessiva costuma alimentar esse sentimento

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A psicologia explica por que algumas pessoas nunca se acham boas o bastante
A psicologia explica por que algumas pessoas nunca se acham boas o bastante

Sentir-se insuficiente de forma constante é uma experiência comum e, na psicologia, esse sentimento é entendido como um sinal de como a pessoa se enxerga, interpreta o que acontece à sua volta e se relaciona com seu próprio valor. Mais do que baixa autoestima, trata-se de um modo de viver em que quase nada parece bom o bastante, independentemente do esforço feito ou do reconhecimento que se recebe.

O que é o sentimento de insuficiência na psicologia?

Na psicologia, o sentimento de insuficiência está relacionado à autoimagem e às crenças centrais que a pessoa constrói sobre si ao longo da vida. Essas crenças funcionam como “óculos invisíveis” que influenciam a forma de interpretar críticas, elogios, erros e conquistas.

Quando a crença predominante é “não sou bom o bastante”, qualquer situação passa a ser usada como prova de que essa ideia é verdadeira. Com o tempo, mesmo experiências positivas podem ser desvalorizadas, mantendo a sensação de inadequação presente em várias áreas da vida.

A psicologia explica por que algumas pessoas nunca se acham boas o bastante
Quando a sensação de insuficiência vira pensamento constante

Quais são as principais causas do sentimento de insuficiência?

As origens do sentimento de insuficiência costumam envolver uma combinação de ambiente familiar, experiências sociais, traços de personalidade e contexto cultural. Em geral, não existe uma única causa, mas o acúmulo de situações que reforçam a ideia de que a pessoa não é adequada ou não está à altura.

Entre os elementos mais citados pela psicologia como fatores de risco para esse padrão de funcionamento, destacam-se:

CausaComo se desenvolveImpacto na autoimagem
Críticas constantesAmbientes com desqualificação frequente e comparações negativas.Internalização da ideia de não ser bom o suficiente.
Expectativas elevadasPadrões familiares ou sociais muito rígidos.Qualquer erro é visto como fracasso pessoal.
Comparação socialExposição contínua a modelos de sucesso nas redes e no trabalho.Sensação constante de estar atrás dos outros.
Rejeição ou bullyingExperiências de exclusão, humilhação ou apelidos pejorativos.Feridas na autoestima e insegurança persistente.
PerfeccionismoCritérios internos muito altos e pouca tolerância ao erro.Conquistas parecem sempre insuficientes.

Como o sentimento de insuficiência afeta o dia a dia?

Sentir-se insuficiente com frequência não fica restrito aos pensamentos, pois tende a afetar decisões, comportamentos e relacionamentos. A pessoa pode evitar desafios por medo de fracassar, aceitar situações injustas por achar que “não merece mais” ou trabalhar além do limite para compensar uma suposta falta.

Esses efeitos podem aparecer no cotidiano como dificuldade de reconhecer conquistas, autocrítica intensa, sensação de impostor, ansiedade elevada e, em alguns casos, sintomas depressivos. Assim, forma-se um círculo vicioso em que a pessoa se sente incapaz, se cobra demais, se esgota e confirma, para si mesma, a crença de insuficiência.

Sentir-se insuficiente o tempo todo é uma sensação que muitas pessoas carregam em silêncio, mesmo quando fazem o melhor que podem. Essa percepção costuma estar ligada a padrões internos difíceis de quebrar.

Neste vídeo do canal Cortes do Lutz [OFICIAL], com mais de 695 mil de inscritos e cerca de 403 mil visualizações, esse tema aparece associado a reflexões sobre autoestima e autocrítica:

Como lidar com o sentimento de insuficiência segundo a psicologia?

Na psicoterapia, o trabalho com o sentimento de insuficiência costuma envolver o fortalecimento da autoestima, a revisão de crenças rígidas e o desenvolvimento de uma visão mais realista e compassiva sobre si. O foco é ajudar a pessoa a reconhecer padrões automáticos de pensamento e a construir novas formas de se avaliar.

Entre as estratégias usadas em atendimentos psicológicos, muitas abordagens destacam alguns caminhos práticos para lidar com esse sentimento:

  1. Identificação de padrões de pensamento: perceber frases internas recorrentes, como “nunca é suficiente” ou “todos são melhores”, e analisá-las com mais distância.
  2. Reestruturação de crenças: investigar de onde vieram essas ideias sobre si e se elas ainda correspondem à realidade atual.
  3. Valorização de pequenas conquistas: registrar avanços, mesmo discretos, para treinar uma visão mais equilibrada do próprio desempenho.
  4. Trabalho com limites e autoaceitação: compreender que imperfeição e erro fazem parte da condição humana sem que isso signifique falta de valor.
  5. Desenvolvimento de autocompaixão: aprender a tratar a própria experiência com menos dureza e mais respeito, como se faria com alguém querido.

Quando é importante buscar ajuda profissional?

É importante observar a intensidade e a frequência das sensações de insuficiência, bem como o impacto delas na rotina. Quando esses sentimentos interferem no sono, na alimentação, nas relações, na produtividade ou passam a gerar sofrimento constante, costuma ser um sinal de que o suporte profissional pode ser muito útil.

O acompanhamento psicológico oferece um espaço protegido para falar sobre essas experiências, compreender sua origem e experimentar novas formas de se relacionar consigo. Embora o sentimento de insuficiência não desapareça de um dia para o outro, ele pode ser compreendido, nomeado e gradualmente transformado, permitindo uma vida menos guiada pela autocrítica e mais sustentada por uma visão de si mais justa e coerente com a própria história.