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A teoria de um cientista da NASA sobre por que alienígenas não nos contataram

Teoria sugere que aliens têm tecnologia pouco avançada e desistiram da exploração

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Ilustração mostra silhuetas humanas observando objeto voador não identificado com luzes azuis no céu noturno, representando busca por vida extraterrestre
Ilustração conceitual representa a busca por contato com civilizações extraterrestres, tema central da nova teoria sobre o Paradoxo de Fermi. Créditos: depositphotos.com / mik38

E se os alienígenas existirem, mas forem tão parecidos conosco que simplesmente desistiram de explorar o cosmos? Essa é a proposta ousada de um cientista da NASA para explicar um dos maiores mistérios da astronomia: por que, em uma galáxia com centenas de bilhões de planetas, nunca detectamos sinais convincentes de vida inteligente além da Terra.

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O doutor Robin Corbet, pesquisador sênior da Universidade de Maryland, em Baltimore County, afiliado ao Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, nos Estados Unidos, defende o princípio da “mundanidade radical”. A teoria contraria a imagem popular de extraterrestres superavançados e propõe algo mais simples: civilizações com tecnologia apenas marginalmente superior à nossa.

“A ideia é que eles são mais avançados, mas não muito mais. É como ter um iPhone 42 em vez de um iPhone 17”, compara Corbet. “Isso parece mais possível, mais natural, porque não propõe nada muito extremo”, disse, ao The Guardian.

Como surgiu essa teoria?

Corbet desenvolveu a hipótese ao analisar as explicações existentes para o Paradoxo de Fermi, nome dado à contradição entre a alta probabilidade de existência de civilizações alienígenas e a ausência total de evidências ou contato. Para o pesquisador, a maioria das teorias soava exótica demais.

Algumas sugerem que os extraterrestres seriam avançados demais para serem detectados. Outras propõem que a Terra seria um zoológico cósmico que alienígenas concordaram em deixar intocado. Há ainda quem defenda que nosso planeta seria o único lar da vida na galáxia.

Planeta Terra. Créditos: depositphotos.com / dell640

A busca por inteligência extraterrestre, conhecida pela sigla em inglês SETI, tradicionalmente foca em “tecnoassinaturas”. Civilizações avançadas poderiam anunciar sua existência construindo poderosos faróis de laser detectáveis de outros planetas. Poderiam enviar sondas robóticas pela galáxia ou erguer enormes estruturas espaciais para capturar a energia de suas estrelas. Poderiam até visitar outros planetas ou espalhar artefatos pelo cosmos. Qualquer uma dessas ações as tornaria visíveis.

Por que a “mundanidade radical” explicaria o silêncio?

O princípio proposto por Corbet, de acordo com o The Guardian, oferece uma resposta diferente. Se as civilizações atingem um platô tecnológico não muito acima do nosso, elas não dominariam viagens mais rápidas que a luz. Não possuiriam máquinas baseadas em energia escura, matéria escura ou buracos negros. “Eles não estão aproveitando novas leis da física”, explica o cientista.

Sem esses avanços extraordinários, essas civilizações não teriam capacidade de manter projetos grandiosos, como faróis de laser, por milhões de anos. Após explorarem sua vizinhança cósmica com sondas robóticas, o tédio com as informações recebidas poderia levá-las a abandonar a exploração espacial.

O artigo de Corbet, que ainda aguarda revisão por pares, sugere que vivemos “em um universo um tanto mais mundano, e portanto menos aterrorizante”. O contato com essas civilizações, acrescenta, “poderia nos deixar um tanto desapontados”.

Outros cientistas concordam?

O professor Michael Garrett, diretor do Centro de Astrofísica Jodrell Bank, na Inglaterra, elogiou a “nova perspectiva”, mas manifestou ressalvas. “Isso projeta uma apatia muito humana sobre o resto do cosmos. Acho difícil acreditar que toda vida inteligente seria tão uniformemente monótona”, afirma.

Já o professor Michael Bohlander, especialista em políticas de SETI e direito na Universidade de Durham, também na Inglaterra, levanta outra possibilidade: as evidências podem já ter chegado até nós na forma de fenômenos aéreos não identificados (UAPs, na sigla em inglês).

“Se apenas uma pequena porcentagem desses objetos não for de origem humana, e as capacidades exibidas por eles em numerosos avistamentos sugerem, no mínimo, um estado de avanço muito além da tecnologia humana conhecida publicamente, então a pergunta de Fermi, ‘Onde está todo mundo?’, poderia ser respondida empiricamente”, conclui Bohlander.