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A “Terra dos Cânions” tem mais de 1.000 metros de altitude e chama atenção de quem ama se aventurar na serra
O destino perfeito no Sul para quem ama aventuras.
Cambará do Sul, apelidada de “Terra dos Cânions”, está localizada na região dos Campos de Cima da Serra, a cerca de 190 km de Porto Alegre. O município funciona como principal acesso aos parques nacionais de Aparados da Serra e Serra Geral, onde se encontram os impressionantes cânions Itaimbezinho e Fortaleza, sendo um destino focado no ecoturismo em meio à natureza preservada, bem diferente do perfil urbano e comercial da Serra Gaúcha.
A “Viração” e o maior desafio para ver os cânions
A chamada “Viração” é um fenômeno climático típico da região, caracterizado por uma neblina espessa que avança do litoral em direção à serra, geralmente no início da tarde. Em poucos minutos, essa massa de nuvens pode encobrir totalmente a visão dos cânions, fazendo com que muitos visitantes cheguem ao destino e não consigam enxergar praticamente nada.
Por isso, a principal estratégia para os turistas é acordar cedo. Entre 8h e 10h da manhã, a visibilidade costuma ser muito melhor, sendo o horário ideal para explorar os parques assim que eles abrem. Deixar a visita para depois do almoço aumenta bastante o risco de encontrar apenas uma “parede branca” de nuvens, comprometendo completamente a experiência.

Diferenças práticas entre Itaimbezinho e Fortaleza
Apesar de estarem próximos, os cânions Itaimbezinho e Fortaleza oferecem experiências bem diferentes em termos de acesso e estrutura. O Cânion Itaimbezinho, dentro do Parque Nacional de Aparados da Serra, é o mais estruturado, com centro de visitantes, trilhas sinalizadas como a do Vértice e a do Cotovelo, além de acesso mais simples e rápido a partir da cidade.
Já o Cânion Fortaleza, no Parque Nacional da Serra Geral, impressiona pelo tamanho e aspecto mais selvagem. As bordas são mais abertas e expostas, exigindo cuidado redobrado com vento e proximidade das encostas. O percurso até os mirantes também é mais exigente fisicamente, e o acesso pode variar entre trechos asfaltados e estradas de terra, dependendo das condições climáticas.
O vídeo é do canal Diogo Elzinga, que conta com mais de 730 mil inscritos, e apresenta um documentário fascinante sobre pérolas desconhecidas, grutas com ossadas indígenas, voos de balão e a história da cidade:
Cambará do Sul tem a mesma estrutura de Gramado?
Não. Cambará do Sul é uma cidade pequena, com perfil simples e voltado quase totalmente ao contato com a natureza e ao descanso. Diferente de Gramado, não há ruas cheias de lojas sofisticadas ou uma vida noturna movimentada. O comércio costuma encerrar cedo, e a gastronomia local é mais tradicional, com pratos campeiros e destaque para a truta.
Outro ponto importante é a preparação financeira da viagem. Mesmo que muitos estabelecimentos aceitem cartão, o sinal de internet pode ser instável, principalmente nas áreas rurais e dentro dos parques. Além disso, caixas eletrônicos são raros e podem ficar sem dinheiro em feriados ou períodos de maior movimento, por isso é recomendável levar dinheiro em espécie.
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O frio é mais intenso que no resto da serra?
Sim. Devido à altitude (quase 1.000 metros) e aos campos abertos, a sensação térmica é inferior à de Gramado. O vento Minuano sopra sem barreiras, exigindo roupas corta-vento (windbreaker) e camadas térmicas mesmo em dias de sol.
Consulte o guia climático para não passar apuros nas trilhas:
Baseado em médias climatológicas históricas para Cambará do Sul (fonte: Climatempo).
Cambará do Sul é aventura e contemplação
Visitar a borda da serra gaúcha é uma experiência inesquecível se feita com estratégia:
- Acorde cedo: esteja no parque antes das 9h para garantir a vista.
- Leve água e lanche para as trilhas, pois não há lanchonetes dentro das áreas de preservação.
- Abasteça o carro na cidade antes de seguir para os cânions, pois não há postos no caminho.
Você precisa sentir a vertigem de olhar para o abismo do Cânion Fortaleza em um dia de céu azul.