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A única capital brasileira fundada no Dia de Natal tem 300 dias de sol por ano e preserva um forte em estrela do século XVI

Fundada no Natal e banhada por 300 dias de sol por ano.

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A única capital brasileira fundada no Dia de Natal tem 300 dias de sol por ano e preserva um forte em estrela do século XVI
Natal, capital do Rio Grande do Norte, faz isso desde 25 de dezembro de 1599. / Imagem ilustrativa

Poucas cidades brasileiras conseguem apontar o dia exato de sua fundação e alinhar isso ao próprio nome. Natal, capital do Rio Grande do Norte, faz isso desde 25 de dezembro de 1599. Fundada às margens do Rio Potengi por decisão da coroa portuguesa, a Noiva do Sol é famosa por concentrar cerca de 300 dias de sol por ano e por guardar o Forte dos Reis Magos, construção militar em formato de estrela iniciada em 1598 que virou o marco fundacional da cidade e o primeiro bem tombado pelo IPHAN no estado.

Como Natal virou a única capital do Brasil fundada no Dia de Natal?

A resposta começa em plena disputa colonial. Em 6 de janeiro de 1598, Dia de Reis no calendário católico, tropas portuguesas iniciaram a construção de um forte na foz do Rio Potengi, sob ordens da coroa espanhola, então unida à portuguesa. A missão era expulsar corsários franceses que contrabandeavam pau-brasil na região. A fortificação recebeu o nome dos Três Reis Magos, em referência à data cristã, e ainda hoje leva esse batismo.

A cidade em si nasceu um ano e meio depois. Em 25 de dezembro de 1599, colonos portugueses estabeleceram o povoado às margens do Potengi, na área que hoje corresponde ao bairro histórico da Cidade Alta. A data da fundação, coincidente com o Natal cristão, definiu o nome da cidade e virou parte de sua identidade. O centro urbano cresceu no ponto mais alto do terreno, escolhido por questão de segurança militar, e concentrou desde o início as principais construções religiosas e administrativas.

Natal (RN), capital potiguar à beira-mar, famosa por dunas de Genipabu, Forte dos Reis Magos e praias como Ponta Negra. // Créditos: depositphotos.com / [email protected]

Por que o Forte dos Reis Magos foi o primeiro tombamento do IPHAN no Rio Grande do Norte?

A resposta está na dimensão histórica da construção. Segundo o portal oficial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o Forte dos Reis Magos é o monumento mais importante de Natal e o marco inicial da história da cidade. Construído entre 1598 e 1630 em pedra arenítica retirada dos arrecifes da costa potiguar, o forte tem seu traçado atribuído ao padre jesuíta Gaspar de Sampères, baseado nas teorias arquitetônicas renascentistas italianas do século XVI, o que explica o formato característico de estrela de cinco pontas.

O forte foi tombado pelo IPHAN em 13 de maio de 1949, no Livro do Tombo Histórico. Segundo o portal oficial do IPHAN Rio Grande do Norte, esse foi o primeiro tombamento realizado no estado. Entre 1634 e 1654, a fortificação chegou a ser dominada por tropas holandesas, que a rebatizaram Castelo Ceulen. Já no século XX, em 2010, o IPHAN tombou também o conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico do centro histórico de Natal.

O que fazer em Ponta Negra e no Morro do Careca?

A resposta está na praia mais frequentada da cidade. Segundo o portal oficial de turismo de Natal, Ponta Negra concentra a maior parte da infraestrutura hoteleira, gastronômica e da vida noturna da capital. A orla é urbanizada, com calçadão para caminhadas, quiosques e restaurantes.

  • Morro do Careca: duna de 120 metros de altura no extremo sul de Ponta Negra, cercada de vegetação nativa e considerada o cartão-postal da cidade. A escalada foi proibida em 1996 para preservar a formação, mas ele pode ser admirado da praia.
  • Calçadão de Ponta Negra: extensão urbanizada com quiosques, bares, restaurantes e o famoso letreiro I Love Natal, um dos pontos de foto mais tradicionais da cidade.
  • Mercado de Artesanato de Ponta Negra: reúne artigos regionais como bordados de labirinto, redes, cerâmica e doces caseiros, com opções para lembrancinhas e presentes.
  • Praia dos Artistas: mais tranquila que Ponta Negra, é mais frequentada por moradores locais e oferece bares e restaurantes em ambiente descontraído.

Quais outras praias e passeios naturais incluir no roteiro?

Além das praias urbanas, o litoral próximo a Natal concentra passeios de buggy pelas dunas, mergulhos em piscinas naturais e visita ao maior cajueiro do mundo. Boa parte fica em bate-volta.

  • Dunas de Genipabu: fica a 20 km do centro de Natal e é o roteiro mais tradicional, com passeio de buggy pelas dunas móveis, uma das principais experiências turísticas do Nordeste.
  • Parque das Dunas: uma das maiores áreas de dunas em zona urbana do Brasil, com trilhas ecológicas, vegetação de restinga e lagoas, ideal para trilhas leves e observação de aves.
  • Piscinas Naturais de Maracajaú: a cerca de 60 km de Natal, oferecem mergulho e snorkel entre corais e peixes coloridos, com opção de passeio de catamarã.
  • Cajueiro de Pirangi: no município vizinho de Parnamirim, é considerado o maior cajueiro do mundo, com copa que cobre uma área maior que a de um campo de futebol.
  • Aquário Natal: parada tradicional dos passeios de buggy, reúne mais de 300 espécies de animais aquáticos e é opção certeira para famílias com crianças.

Onde ver o patrimônio histórico e cultural de Natal?

Além do Forte dos Reis Magos, o centro histórico de Natal preserva construções tombadas pelo IPHAN e outros marcos culturais que resgatam a memória da colonização. A visita pode ser feita em meio dia, a pé.

  • Centro Histórico (Cidade Alta): primeiro bairro da cidade, fundado em 25 de dezembro de 1599, reúne casarões coloniais, igrejas centenárias e ruas que preservam a arquitetura civil dos séculos XVIII e XIX.
  • Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação: tombada pelo IPHAN, é um dos templos mais antigos da cidade e integra o conjunto arquitetônico protegido pelo instituto.
  • Teatro Alberto Maranhão: prédio histórico em estilo eclético, é o principal palco cultural da capital potiguar, com programação regular de espetáculos.
  • Palácio do Governo: sede do Executivo estadual, também integra o conjunto de bens tombados pelo IPHAN em 2010.
  • Museu Câmara Cascudo: reúne acervo etnográfico, antropológico e histórico dedicado ao Rio Grande do Norte e à obra do folclorista.

O que provar na gastronomia potiguar?

A mesa combina frutos do mar do litoral, tradição sertaneja do interior e sabores típicos da culinária nordestina. Restaurantes tradicionais convivem com propostas contemporâneas na orla e no centro.

  • Camarão em variações: no coco, na moranga ou grelhado, o crustáceo é presença certa nos restaurantes de Ponta Negra e da orla.
  • Peixe assado potiguar: preparado com temperos regionais, aparece em restaurantes tradicionais em versões com pirão, arroz e farofa.
  • Tapioca: base da culinária nordestina, servida com recheios doces e salgados em barracas da orla e feiras do centro.
  • Ginga com tapioca: sanduíche típico com peixe frito na tapioca, prato-símbolo de Natal servido em barracas de praia e restaurantes populares.
  • Carne de sol: herança do sertão potiguar, servida com macaxeira, feijão-verde e queijo coalho em casas tradicionais.

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Como é o clima e a melhor época para visitar Natal?

O clima é tropical litorâneo, quente o ano todo. A cidade concentra cerca de 300 dias de sol por ano, com temperaturas médias entre 24°C e 30°C. As chuvas se concentram entre março e julho, e o segundo semestre é o período mais seco.

☀️ Verão Dez – Fev
Média: 24-30°C
Chuva: ☀️ Baixa
Aproveite a alta temporada para visitar Ponta Negra e fazer passeios pelas dunas de Genipabu.
🍂 Outono Mar – Mai
Média: 24-30°C
Chuva: 🌧️ Alta
Período ideal para explorar o Forte dos Reis Magos e os museus históricos da região.
❄️ Inverno Jun – Ago
Média: 22-28°C
Chuva: 🌧️ Alta
Momento perfeito para visitar o Aquário Natal e passear pelo Centro Histórico.
🌳 Primavera Set – Nov
Média: 23-30°C
Chuva: ☀️ Baixa
Ótima época para curtir as águas cristalinas de Maracajaú e visitar o Cajueiro de Pirangi.

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Natal reúne uma combinação difícil de encontrar em outro município brasileir. / Créditos; Wikipédia

Como chegar a Natal?

De avião, o acesso principal é pelo Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, a cerca de 40 km do centro. O terminal recebe voos regulares das principais capitais brasileiras e voos internacionais para Europa e outros países da América do Sul.

De carro, o acesso a partir de Recife é pela BR-101, com trajeto de cerca de 290 km. Quem vem de Fortaleza percorre cerca de 500 km pela mesma rodovia. Ônibus regulares saem várias vezes ao dia das principais capitais nordestinas, e serviços de transfer privado operam entre o aeroporto e a rede hoteleira de Ponta Negra e da Via Costeira.

A Noiva do Sol no litoral potiguar

Natal reúne uma combinação difícil de encontrar em outro município brasileiro: a única capital do país fundada exatamente no Dia de Natal, um forte em estrela do século XVI que foi o primeiro tombamento do IPHAN no estado, uma das maiores áreas de dunas urbanas do país e cerca de 300 dias de sol por ano. A cidade que nasceu em 1599 cresceu sem perder o mar como pano de fundo e continua sendo um dos endereços mais completos do turismo nordestino.

Você precisa conhecer Natal e caminhar pelo Forte dos Reis Magos ao entardecer, subir uma duna em Genipabu em um passeio de buggy e entender por que a Noiva do Sol continua sendo o melhor endereço para combinar praia, história e aventura no litoral potiguar.