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A “Veneza Brasileira” do barroco é essa cidade de 1535 que abriga o primeiro convento franciscano do país
Cidade histórica de 1535 abriga o primeiro convento franciscano do Brasil.
Olinda é um museu a céu aberto onde o passado colonial dialoga com a efervescência cultural do presente. Muitas vezes chamadas de “Veneza Brasileira”, fica localizada a apenas 7 km de Recife, na Região Metropolitana, a cidade encanta com seu casario colorido, igrejas seculares e uma vista privilegiada do Oceano Atlântico que inspira artistas e poetas há gerações.
Como a Marim dos Caetés virou Patrimônio Mundial?
Olinda nasceu do sonho de Duarte Coelho, que, ao chegar à região, teria exclamado a famosa frase sobre a beleza do local para fundar uma vila. A cidade foi fundada em 1535 e rapidamente prosperou graças à riqueza da cana-de-açúcar, tornando-se um dos centros mais importantes do Brasil Colônia antes da invasão holandesa.
A reconstrução após o incêndio de 1631 preservou o traçado urbano original, garantindo o título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO em 1982. O conjunto arquitetônico, com seus conventos e ladeiras de pedras irregulares, é protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), mantendo viva a memória de séculos de história.

Quais tesouros barrocos visitar no Centro Histórico?
Caminhar por Olinda é um exercício de descoberta, onde cada esquina revela um monumento imponente ou um ateliê de arte vibrante. O roteiro deve ser feito a pé, permitindo que o visitante sinta a brisa do mar e observe os detalhes das fachadas que contam a história religiosa e civil da cidade.
Confira as paradas obrigatórias nas ladeiras:
O que conhecer em Olinda
Explore a magia noturna da cidade. O vídeo é do canal Hugo Corelli, que conta com 220 mil inscritos, e mostra a vida noturna, bares e a atmosfera única das ladeiras.
Onde encontrar o melhor sabor pernambucano?
A gastronomia de Olinda é uma celebração dos ingredientes regionais, com destaque absoluto para a tapioca. O Alto da Sé concentra as tapioqueiras mais tradicionais do estado, cujo ofício foi reconhecido como Patrimônio Imaterial de Olinda, garantindo aos visitantes a experiência de provar a iguaria feita na hora com coco fresco e queijo coalho.
Além da tapioca, a cidade oferece restaurantes charmosos que servem o autêntico bolo de rolo e pratos à base de frutos do mar. O clima boêmio favorece petiscos como caldinho de feijão e macaxeira frita, acompanhados de batidas de frutas tropicais que refrescam o calor constante da região.
Leia também: A ilha brasileira a 210 km de São Paulo que abriga uma das praias mais luxuosas em meio a natureza irresistível.

Quando o calor dá trégua nas ladeiras?
O clima é tropical quente e úmido, com temperaturas estáveis ao longo do ano e uma brisa marítima que ameniza a sensação térmica. O sol predomina na maior parte dos meses, tornando a cidade um destino viável em qualquer época, embora as chuvas sejam mais frequentes no meio do ano.
Planejamento anual
Baseado em dados climáticos aproximados aos do Climatempo.

Qual a distância entre Recife e a cidade histórica?
Olinda é praticamente conurbada com Recife, situada a cerca de 7 km do marco zero da capital pernambucana. O acesso é rápido e pode ser feito pela Avenida Agamenon Magalhães ou pela orla, conectando os dois centros históricos em poucos minutos de carro ou transporte público.
Para quem chega de avião, o Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre fica a aproximadamente 20 km das ladeiras. Táxis e carros de aplicativo são as opções mais confortáveis para vencer a distância e iniciar a imersão na cultura olindense.
Olinda convida para o frevo
Este destino vibrante une a grandiosidade barroca à alegria popular. A cidade proporciona uma viagem no tempo com trilha sonora de maracatu e sabores inesquecíveis.
- Contemple a arquitetura colonial preservada em meio à natureza.
- Saboreie a tapioca mais famosa do Brasil no Alto da Sé.
- Sinta a energia contagiante de um povo que respira cultura.
Prepare o fôlego para subir as ladeiras e se apaixonar por um dos tesouros mais preciosos do Nordeste.