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A vila de pescadores a 15 km de Florianópolis que lidera o crescimento no estado e preserva praias paradisíacas nativas

O destino catarinense que mais cresce.

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Brasileiros estão migrando para a cidade que viveu um “boom”, cresceu 62% e rivaliza com capitais em qualidade de vida por ser mais barata
Viva qualidade de vida, natureza exuberante e desenvolvimento em uma das cidades mais seguras do litoral. / Imagem ilustrativa

A vila de pescadores fundada por açorianos no século XVIII virou o município que mais ganhou moradores entre as dez maiores cidades de Santa Catarina. Palhoça ainda guarda a maior unidade de conservação do Sul do Brasil e uma praia reconhecida como Reserva Mundial do Surfe.

A vila açoriana que virou polo da Grande Florianópolis

A ocupação da região começou em 1771, quando portugueses da Ilha dos Açores se fixaram no litoral catarinense. A Enseada de Brito é uma das três comunidades açorianas mais antigas do estado e mantém casarios coloniais com mais de 200 anos, tombados pelo patrimônio histórico.

O município fica a 15 km de Florianópolis e integra a região metropolitana da capital. Em 2025, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimou a população em 253.469 habitantes, um crescimento de 84% em relação ao Censo de 2010.

Esse boom demográfico colocou a cidade na sétima posição entre as mais populosas de Santa Catarina. A cidade também registra taxa de escolarização de 98,39% entre crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, segundo o IBGE.

Brasileiros estão migrando para a cidade que viveu um “boom”, cresceu 62% e rivaliza com capitais em qualidade de vida por ser mais barata
A cidade apresenta clima subtropical úmido, fortemente influenciado pela maritimidade. Os verões são quentes e úmidos, ideais para o turismo de praia. / Créditos: Wikipédia

Uma reserva ambiental do tamanho de 90 mil campos de futebol

A cidade é a sede do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, criado para proteger 84.130 hectares distribuídos por nove municípios. É a maior unidade de conservação de proteção integral do Sul do país, com cinco tipos de paisagem, incluindo mata atlântica, campo de altitude e floresta de araucárias.

O parque abriga o Morro do Cambirela, ponto culminante do município a 1.043 metros de altitude. A trilha até o topo é íngreme e recompensa quem chega com vista panorâmica da Ilha de Santa Catarina e da Grande Florianópolis.

Segundo a Secretaria de Estado de Turismo, a área concentra rios, cachoeiras e sítios arqueológicos. É de dentro dessa reserva que descem as cachoeiras do Maciambú e do Pontal, entre as mais visitadas da região.

O que fazer entre praias, trilhas e vilas de pescadores?

A cidade tem praias que vão de mar calmo com piscinas naturais a ondas fortes que atraem surfistas de todo o país. Boa parte fica protegida por estar dentro do parque estadual.

  • Guarda do Embaú: reconhecida como Reserva Mundial do Surfe, com o encontro do Rio da Madre com o mar. A travessia é feita de barquinho.
  • Praia da Pinheira: uma das poucas com natureza intocada, dentro dos limites do parque. Longa faixa de areia clara e águas azul-esverdeadas.
  • Ponta do Papagaio: mar calmo ideal para windsurf e caiaque. Entre julho e novembro, é um bom ponto para avistar baleias-francas.
  • Praia de Cima: guarda cerca de dez piscinas naturais formadas entre rochas, mais visíveis na maré baixa.
  • Morro do Cambirela: trilha para quem tem preparo físico, com bromélias e orquídeas ao longo do caminho.
  • Enseada de Brito: casarios açorianos, igreja centenária e a tradição da pesca artesanal ainda ativa no cotidiano.

Frutos do mar frescos e herança açoriana à mesa

A cozinha combina o peixe do dia dos barcos locais com receitas trazidas pelos colonos açorianos. As casas mais tradicionais ficam nos vilarejos entre a Guarda do Embaú e a Enseada de Brito.

  • Sequência de camarão: prato clássico do litoral catarinense, servido em porções fartas com pastel, casquinha e bolinho.
  • Tainha na telha: assada durante a safra do inverno, herança direta da tradição açoriana.
  • Pirão de peixe: acompanhamento obrigatório nos restaurantes de beira-mar, feito com o caldo do peixe fresco.
  • Ostras da Enseada de Brito: cultivadas nos costões da baía sul, servidas gratinadas ou ao natural.
  • Cuca açoriana: sobremesa de origem colonial, presente nos cafés coloniais dos vilarejos históricos.

Leia também: A “Suíça Mineira” a 1.550 m nas montanhas é um vilarejo fundado por europeu que virou refúgio de inverno.

Quando o clima favorece cada tipo de passeio?

O verão traz mar quente e praias cheias, com pancadas de chuva frequentes. O inverno é seco e ameno, ideal para trilhas na Serra do Tabuleiro e para observar baleias na costa.

☀️ Verão Dez – Fev
Média: 21-30°C
Chuva: ⛈️ Alta
O calor intenso e a vibração da alta temporada convidam para aproveitar as águas da região, sendo o momento perfeito para focar nas **praias e surf na Guarda do Embaú**.
🍂 Outono Mar – Mai
Média: 17-26°C
Chuva: 🌦️ Média
A redução do calor extremo e o clima mais estável criam a atmosfera ideal para o ecoturismo, facilitando a exploração de **trilhas e cachoeiras no parque** estadual.
🧣 Inverno Jun – Ago
Média: 11-21°C
Chuva: ☀️ Baixa
O tempo seco e frio proporciona excelente visibilidade e condições naturais únicas, marcando a época exata para o trekking no **Cambirela e avistamento de baleias**.
🌸 Primavera Set – Nov
Média: 14-25°C
Chuva: 🌦️ Média
O aquecimento gradual e o reflorescimento da paisagem litorânea oferecem o equilíbrio térmico necessário para passeios tranquilos pela **Enseada de Brito e Ilha do Papagaio**.

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar à porta de entrada do Tabuleiro?

Palhoça fica a 15 km de Florianópolis e é atravessada pela BR-101, principal rota de acesso vinda de qualquer direção do estado. O aeroporto mais próximo é o Hercílio Luz, na capital, a cerca de 30 km do centro.

Quem vem de Curitiba percorre 315 km pela BR-101, e de Porto Alegre são 400 km. A sede do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro fica no km 238 da mesma rodovia, com entrada gratuita.

Suba a serra e desça até o mar em Palhoça

A cidade prova que dá para ter mata atlântica preservada, vila açoriana e reserva mundial de surfe no mesmo endereço, a poucos minutos da capital catarinense. Poucos lugares crescem tão rápido sem perder o que os tornou desejáveis.

Você precisa conhecer Palhoça e entender por que uma antiga vila de pescadores virou a cidade que mais atrai novos moradores da Grande Florianópolis.