Abraham Maslow, psicólogo americano, sobre crescer: "Em qualquer momento, temos duas opções: dar um passo à frente rumo ao crescimento ou um passo atrás rumo à segurança." Uma reflexão sobre o desconforto que acompanha toda mudança - Super Rádio Tupi
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Abraham Maslow, psicólogo americano, sobre crescer: “Em qualquer momento, temos duas opções: dar um passo à frente rumo ao crescimento ou um passo atrás rumo à segurança.” Uma reflexão sobre o desconforto que acompanha toda mudança

Ideia ligada à teoria das necessidades, que põe a segurança antes da autorrealização, ajuda a entender por que até as mudanças desejadas assustam

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A reflexão associada a Maslow aborda a tensão entre buscar segurança e abrir espaço para crescer
A reflexão associada a Maslow aborda a tensão entre buscar segurança e abrir espaço para crescer - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Mudar de emprego, encerrar uma relação, voltar a estudar depois dos 40: toda virada vem com um frio na barriga. Uma frase que circula com o nome de Abraham Maslow, psicólogo americano, resume esse impasse. A cada momento, ou damos um passo à frente rumo ao crescimento, ou um passo atrás rumo à segurança. A ideia conversa diretamente com a teoria que tornou Maslow um dos nomes mais conhecidos da psicologia do século 20.

Quem foi Abraham Maslow e o que ele estudava sobre crescer?

Abraham Maslow foi um psicólogo americano que se interessou menos pelo que adoece as pessoas e mais pelo que as faz crescer. Esse olhar o colocou entre os nomes centrais da psicologia humanista, corrente que enxerga o ser humano em desenvolvimento permanente e capaz de escolher caminhos.

Em 1962, ele lançou o livro Toward a Psychology of Being, algo como “Rumo a uma psicologia do ser”, catalogado como obra de psicologia humanista, motivação e personalidade. A frase sobre o passo à frente funciona como um resumo popular de uma tensão que já aparecia no trabalho dele quase duas décadas antes.

Como a pirâmide de Maslow separa segurança e autorrealização?

A separação está num artigo de 1943, A Theory of Human Motivation, publicado no periódico Psychological Review. Nele, Maslow organiza as necessidades humanas em níveis: fisiológicas, segurança, amor, estima e, por fim, a autorrealização.

Na teoria de Maslow, a segurança é uma necessidade real que antecede a autorrealização
Na teoria de Maslow, a segurança é uma necessidade real que antecede a autorrealização – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Segundo o texto, quando as necessidades do corpo estão razoavelmente atendidas, surge o conjunto ligado à segurança. Nas crianças, ele aparece como preferência por estabilidade e previsibilidade. A autorrealização vem depois e ganha uma definição curta no próprio artigo: “o que um homem pode ser, ele deve ser”.

O desenho em triângulo que ficou famoso como pirâmide de Maslow é a forma popular de apresentar essa hierarquia. Ela ajuda a entender por que a segurança pesa tanto nas nossas decisões: é uma necessidade real, e não um capricho.

Esse impulso de se proteger também explica um hábito muito comum no dia a dia. A Super Rádio Tupi já mostrou o que a psicologia diz sobre ele.

Por que sair da zona de conforto dá tanto desconforto?

Porque crescer exige abrir mão, ao menos por um tempo, da previsibilidade que a segurança oferece. A zona de conforto é justamente esse território conhecido, onde quase nada surpreende e quase nada ameaça.

Dividir grandes mudanças em passos menores pode ajudar a enfrentar o desconforto da transição
Dividir grandes mudanças em passos menores pode ajudar a enfrentar o desconforto da transição – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Na lógica da pirâmide de Maslow, deixar esse lugar mexe com uma necessidade básica. Por isso o incômodo aparece até em mudanças desejadas, como uma promoção, a troca de bairro ou a chegada de um filho. O desconforto não prova que a escolha está errada; muitas vezes, é apenas o preço da transição.

Segurança também não é inimiga do crescimento. No artigo de 1943, as necessidades mais altas tendem a surgir quando as mais básicas já estão razoavelmente atendidas. Quem enfrenta falta de renda, de moradia ou situação de risco tem motivos concretos para priorizar a proteção antes de pensar em autorrealização.

O que essa reflexão pode mudar nas escolhas do dia a dia?

Ela pode trocar a pergunta “estou com medo?” por “isso me ajuda a crescer?”. A ideia que circula com o nome de Maslow não manda ninguém pular no escuro. Ela convida a perceber que ficar parado na zona de conforto também é uma escolha, com consequências.

Na prática, ajuda dividir grandes mudanças em passos menores e encarar o desconforto como sinal de movimento. Quando a ansiedade começar a travar a rotina, o caminho é procurar um psicólogo. E você, qual passo à frente anda adiando? Pense nele com carinho hoje e, quem sabe, dê o primeiro.

Se você gosta de frases que fazem pensar na vida, tem mais uma reflexão esperando por você no site.