Entretenimento
Adeus, parede de alvenaria: as soluções em drywall ajudam a reduzir o tempo da obra e economizar dinheiro
Essa nova tendência economiza tempo e facilita reformas urbanas
Quem já passou por uma reforma sabe bem o quanto uma parede de alvenaria pesa no orçamento e no calendário. O drywall surgiu como uma resposta prática a esse problema e, nos últimos anos, virou escolha frequente de arquitetos, construtores e donos de casa que querem resultado rápido sem abrir mão de acabamento de qualidade.
O que é drywall e por que ele está em todo lugar?
O drywall é um sistema construtivo formado por placas de gesso acartonado fixadas em estruturas metálicas de aço galvanizado. Diferente da parede de alvenaria, que exige argamassa, cura e dias de espera, o drywall pode ser instalado em questão de horas. Isso explica a presença crescente do sistema em apartamentos, escritórios, clínicas e residências por todo o Brasil.
As placas variam de acordo com a aplicação. Existem versões para ambientes úmidos, como banheiros e cozinhas, versões com resistência ao fogo para corredores e salas técnicas, e placas padrão para divisórias internas comuns. Escolher o tipo correto faz toda a diferença na durabilidade do projeto.
Quanto tempo de obra o drywall realmente economiza?
Uma parede de alvenaria convencional exige pelo menos cinco etapas: assentamento dos blocos, chapisco, emboço, reboco e massa. Cada fase tem seu tempo de secagem. Com o drywall, a sequência é mais enxuta: montagem da estrutura metálica, fixação das placas, tratamento das juntas e acabamento com massa. Em obras residenciais de médio porte, a redução no prazo chega a 60% nas etapas de vedação interna.

A economia vai além do tempo de execução
O custo de uma reforma envolve material, mão de obra e tempo ocioso. O drywall atua nos três. As placas de gesso acartonado pesam menos que blocos cerâmicos ou concreto, o que reduz o frete e facilita o manuseio em andares altos. A mão de obra especializada em drywall costuma ser mais ágil, e o canteiro fica mais limpo, com menos entulho para descartar.
- Menor geração de resíduos em comparação com alvenaria convencional
- Facilidade de passagem de fiação elétrica e tubulações hidráulicas dentro da cavidade da parede
- Possibilidade de desmontagem e reaproveitamento das peças metálicas
- Acabamento mais uniforme, com menos massa corrida necessária
Drywall aguenta? Dúvidas comuns sobre resistência
Uma das objeções mais frequentes de quem ainda não usou o sistema é a desconfiança sobre resistência. A parede de alvenaria carrega a imagem de solidez, e o drywall ainda sofre com o estigma de ser “fraco”. Na prática, uma parede dupla de drywall, com duas placas em cada face, suporta cargas similares às de divisórias convencionais e atende às normas da ABNT para construção civil.
Para pendurar objetos pesados, como televisores e armários, existem perfis e buchas específicos para gesso acartonado. O instalador experiente já deixa reforços embutidos na estrutura quando sabe que haverá carga concentrada em algum ponto.
Onde o drywall não deve ser usado
Apesar da versatilidade, o sistema tem limitações. Paredes estruturais, que sustentam lajes e vigas, não podem ser substituídas por drywall. O mesmo vale para áreas com contato direto e constante com água, como o interior de boxes de chuveiro sem impermeabilização adequada. Conhecer essas restrições evita retrabalho e garante que a obra entregue o que promete.

Vale trocar a alvenaria pelo drywall na sua próxima reforma?
A resposta depende do projeto, mas para divisórias internas, forros, painéis e paredes de fechamento, o drywall raramente perde a comparação. A combinação de velocidade de instalação, menor custo de mão de obra e acabamento limpo coloca o sistema como favorito em reformas urbanas onde prazo e orçamento são apertados.
Projetos bem executados com gesso acartonado têm vida útil equivalente à de construções convencionais, desde que a estrutura metálica seja dimensionada corretamente e as juntas recebam tratamento adequado. O segredo está na execução, não no material.