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Advogada percorre mais de 50 km por dia durante mil dias consecutivos e entra para o Guinness com marca que desafia os limites do corpo humano

Recordista neozelandesa superou a extensão total do equador terrestre em sua jornada; saiba qual foi o segredo para evitar lesões graves

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Mulher sentada em banco de madeira, colete de corrida com bib "553", sorrindo
Shannon-Leigh Litt quebrou o recorde mundial de ultramaratonas e entrou para o Guinness World Records. Foto: Reprodução/Redes Sociais

A advogada neozelandesa Shannon-Leigh Litt entrou para o Guinness World Records ao completar mil dias seguidos correndo ultramaratonas. Em cada um desses dias, ela percorreu trajetos superiores a 50 quilômetros.

No total, a distância percorrida pela atleta é 30% maior do que a linha do equador da Terra. O desafio teve início em 1º de janeiro de 2024.

Apenas três meses depois, em abril, Shannon já havia superado o recorde masculino da categoria, que era do britânico David Jackson, com 100 dias consecutivos. Antes disso, ela também garantiu uma vaga no Campeonato Mundial de 100 km com o tempo de 8 horas, 29 minutos e 5 segundos.

Como era a rotina de corridas?

Shannon começava seus trajetos de madrugada, entre 1h e 4h. Cada sessão de corrida durava de cinco a seis horas e meia para ser finalizada.

Mesmo durante viagens por países como Austrália, Malásia e Singapura, a advogada manteve a rotina de horários alinhada com o fuso oficial da Nova Zelândia.

O desgaste físico do desafio exigiu a troca constante de equipamentos. “Acho que percorri cerca de 52.000 km nos últimos dois anos e nove meses. Provavelmente já usei uns 100 pares de tênis”, relatou ao Guinness.

Quais dificuldades a atleta enfrentou?

A jornada de mil dias incluiu o enfrentamento de adversidades climáticas severas. Na Áustria, a atleta correu sob risco de hipotermia, enquanto em outras regiões treinou com temperaturas próximas a 40°C.

Shannon também contou que nem sempre recebeu apoio de amigos e parentes para a iniciativa, mas decidiu manter seu objetivo. Para ela, a convivência com outros atletas foi o ponto alto do processo.

“A melhor parte foi correr com a comunidade e fazer parte de uma grande família de corredores”, declarou ao livro dos recordes.