Entretenimento
Albert Einstein, cientista: “Se você quer que as crianças sejam inteligentes, leia contos de fadas; se quer que sejam ainda mais inteligentes, leia mais contos de fadas.” Uma reflexão sobre o poder da imaginação
Albert Einstein e os contos de fadas inspiram uma reflexão sobre como a imaginação participa da infância
Albert Einstein aparece frequentemente em uma reflexão sobre o lugar da fantasia na educação das crianças. A ideia chama a atenção de pais e educadores por aproximar a inteligência das histórias com castelos, animais falantes e acontecimentos impossíveis. Para além das notas escolares, a leitura compartilhada oferece oportunidades de conversar, descobrir palavras e imaginar situações que ultrapassam a experiência cotidiana.
Qual é a origem da frase sobre ler contos de fadas?
A história de que Albert Einstein recomendava essas narrativas circula em publicações desde pelo menos 1958. Uma investigação da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos encontrou versões diferentes do relato, sem estabelecer uma comprovação definitiva das palavras do cientista. A formulação mais conhecida resume essa ideia:
“Se você quer que as crianças sejam inteligentes, leia contos de fadas; se quer que sejam ainda mais inteligentes, leia mais contos de fadas.”
A frase permite discutir o valor da imaginação, mas não deve ser interpretada como uma fórmula para aumentar a inteligência. Ler mais histórias não garante um resultado intelectual específico. O interesse está nas experiências oferecidas pela narrativa: acompanhar acontecimentos, imaginar possibilidades e conversar sobre escolhas dos personagens.
Como os contos de fadas abrem espaço para imaginar?
Uma floresta descrita em poucas palavras pode ganhar caminhos, sons e criaturas na cabeça de quem escuta. A criança participa da construção daquele cenário e pode inventar detalhes ausentes da página. Essa participação aparece em situações simples durante a leitura:
- Imaginar como seria a casa de um personagem;
- Propor outra saída para um conflito da história;
- Perguntar o que aconteceria se o herói mudasse de decisão;
- Inventar uma continuação depois do final;
- Recontar a aventura usando desenhos, brinquedos ou palavras próprias.

O que a leitura compartilhada pode oferecer ao desenvolvimento?
A leitura compartilhada favorece o contato com palavras, imagens e diferentes maneiras de organizar uma narrativa. Recomendações pediátricas destacam seu papel no desenvolvimento da linguagem e na construção de vínculos entre crianças e cuidadores. Isso inclui o bebê que observa figuras e o pequeno leitor que interrompe a história para fazer perguntas.
O valor desses encontros não depende exclusivamente dos contos de fadas. Livros de animais, poemas e histórias sobre o cotidiano também permitem conversar e descobrir significados. A interação com o adulto faz parte da experiência. Quando alguém acolhe uma pergunta ou explica uma expressão, o livro se transforma em ponto de partida para uma troca.
Como estimular a imaginação sem transformar o livro em prova?
A reflexão que circula com o nome de Albert Einstein pode inspirar uma mudança na maneira de apresentar as histórias. Em vez de cobrar respostas certas a cada página, o adulto pode acompanhar os interesses da criança. Algumas atitudes ajudam a preservar esse espaço de descoberta:
Atitudes que respeitam escolhas, curiosidade e limites durante a leitura
- 1Permita que ela escolha entre livros adequados à sua idade;
- 2Faça perguntas abertas, sem exigir uma interpretação única;
- 3Aceite pausas para observar ilustrações ou comentar personagens;
- 4Repita uma história quando houver vontade de ouvi-la novamente;
- 5Respeite o desconforto com cenas assustadoras e ofereça outra leitura;
- 6Encerre o momento quando houver cansaço, sem obrigar a terminar o livro.
Histórias que continuam depois da última página
O poder da imaginação aparece quando uma aventura retorna na brincadeira, em uma pergunta durante o jantar ou num desenho feito no dia seguinte. A criança pode experimentar outro final, mudar o papel do vilão ou criar um personagem. Essas invenções mostram maneiras de participar da narrativa, sem precisar reproduzir exatamente o que ouviu.
Mais do que buscar uma promessa de inteligência na frase sobre Albert Einstein, famílias podem reservar espaço para esse encontro com os livros. Escutar, conversar e inventar juntos permite que a leitura tenha lugar na rotina sem virar uma cobrança escolar. Um conto pode terminar na última página e continuar nas palavras que a criança escolhe para recontá-lo.