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Albert Einstein, sobre viver depois dos 60: “A maturidade começa a se manifestar quando sentimos que nossa preocupação é maior pelos outros do que por nós mesmos.”
Ensaio publicado pelo físico em 1931 e pesquisa com idosos nos Estados Unidos ajudam a entender por que cuidar do próximo pesa tanto na maturidade
Uma ideia sobre maturidade ligada ao nome de Albert Einstein voltou a circular entre quem já passou dos 60 anos. Ela diz que amadurecemos quando a preocupação com os outros fica maior do que a preocupação com nós mesmos. O pensamento conversa com um texto que o físico publicou em 1931 e com pesquisas sobre envelhecimento e altruísmo. Esses estudos ajudam a entender por que cuidar do próximo também faz bem a quem cuida.
O que Einstein escreveu sobre viver para os outros?
Einstein escreveu, com todas as letras, que a gente existe para as outras pessoas. A passagem está no ensaio The World As I See It (O mundo como eu o vejo), reproduzido pelo Instituto Americano de Física (AIP) na exposição dedicada ao cientista. No texto, ele diz que vive primeiro para aqueles de cujo sorriso e bem-estar depende a própria felicidade.
Em seguida, o físico amplia esse círculo para os desconhecidos, ligados a nós por laços de simpatia. Ele também reconhece que sua vida interior e exterior se apoia no trabalho de outras pessoas, vivas e mortas. Por isso, afirma que precisa se esforçar para devolver tanto quanto recebeu. É o mesmo raciocínio da citação sobre maturidade compartilhada hoje nas redes.
O ensaio fez um longo caminho até chegar às estantes. As datas abaixo mostram por onde o texto passou, segundo o acervo do instituto.
- 1931, revista: sai na publicação americana Forum and Century, como o 13º ensaio da série Living Philosophies.
- 1931, livro: entra no volume Living Philosophies, publicado em Nova York.
- 1954, coletânea: é reunido em Ideas and Opinions, baseado no livro Mein Weltbild e organizado por Carl Seelig.
Fonte: Instituto Americano de Física (AIP)
Por que a maturidade passa pelo cuidado com o próximo?
A maturidade passa pelo cuidado com o próximo porque, com o tempo, a vida deixa de girar só em torno das próprias metas. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) descreve o envelhecimento saudável como um processo contínuo. Ele envolve manter a capacidade funcional e as oportunidades de cuidar da saúde física e mental, com independência e qualidade de vida.

Não existe um dia certo para amadurecer. Tem gente que chega aos 60 ainda centrada em si. E tem jovem que aprendeu cedo a pensar no outro, pela criação ou pelas experiências que viveu. Nesse sentido, a maturidade tem mais a ver com o jeito de se relacionar do que com a data na carteira de identidade.
Pensar nos outros também não significa se anular. O próprio bem-estar continua importante, e quem está bem consigo cuida melhor da família, dos vizinhos e da comunidade.
Quem gosta de refletir com as palavras do físico encontra mais pensamentos dele no nosso site. A seleção abaixo reúne ideias sobre imaginação, conhecimento e valores.
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O que a ciência diz sobre altruísmo depois dos 60 anos?
A ciência indica que ajudar os outros pode estar ligado a uma vida mais longa, desde que a motivação seja mesmo o outro. Um estudo publicado no periódico Health Psychology, em 2012, acompanhou idosos do Estudo Longitudinal de Wisconsin, nos Estados Unidos. O resumo está no repositório da Universidade Estadual de Nova York (SUNY).

Os pesquisadores, liderados por Sara Konrath, viram que os voluntários tinham menor risco de morte quatro anos depois, sobretudo os mais assíduos. Quem ajudava por motivos voltados a si mesmo, porém, tinha risco parecido com o de quem não fazia trabalho voluntário. Já quem se dedicava pensando no próximo teve risco menor, mesmo depois dos ajustes estatísticos.
Trata-se de uma associação observada, não de uma receita garantida de longevidade. Ainda assim, o resultado dialoga com a citação que circula nas redes: o altruísmo verdadeiro parece fazer diferença na vida de quem envelhece.
Como levar a lição de Einstein para o dia a dia aos 60?
Dá para levar a lição de Einstein para o dia a dia com gestos simples e frequentes. No Rio e na Baixada, esse cuidado aparece em cenas conhecidas: a avó que busca o neto na escola, o aposentado que ajuda na associação de moradores, a vizinha que leva comida para quem está sozinho.
A maturidade como cuidado com o outro combina com o que o físico deixou por escrito e com o que a pesquisa observa. Que tal escolher hoje uma pessoa para ligar, visitar ou dar uma força? Faça isso pensando nela e depois conte pra gente aqui na Tupi como foi.
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