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Antônio Fagundes enfrenta ação de R$ 62 mil por alegações de humilhação; e propõe acordo de R$ 500 a ex-funcionária
Auxiliar de limpeza cobra R$ 62,7 mil, relata exposição a produtos químicos e supostas humilhações; defesa nega acusações e propõe acordo de R$ 500
Antônio Fagundes é réu em uma ação trabalhista movida por uma ex-funcionária da Fazenda Fama, em Ourinhos, no interior de São Paulo. 781,22 e relata supostas condições insalubres e episódios de humilhação durante o contrato. A defesa do ator contesta as acusações. O caso foi revelado com exclusividade pelo colunista Daniel Nascimento, do jornal O Dia.
Conforme a petição inicial, a trabalhadora foi contratada em julho de 2020 e dispensada sem justa causa em janeiro de 2026. 850. Ela afirma que era responsável pela limpeza de diferentes dependências da propriedade, entre elas banheiros, escritório, refeitório e áreas externas.
A ex-colaboradora também alega que lavava roupas usadas por operadores de máquinas agrícolas que, segundo sua versão, estavam sujas de veneno e outros produtos químicos. Na ação, pede o pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo, correspondente a 40%, com reflexos nas demais verbas trabalhistas.
Relato de assédio moral integra a ação
Um dos episódios descritos pela profissional envolve uma suposta ordem para esfregar um banheiro com as próprias mãos, utilizando um produto que, segundo ela, continha amoníaco. A trabalhadora afirma que a situação teria ocorrido diante de outras funcionárias e que se sentiu humilhada.
Outro relato diz respeito a uma reunião realizada em dezembro de 2025. A ex-funcionária afirma que questionou por que os tratoristas haviam recebido um prêmio enquanto a equipe de limpeza não foi contemplada. Segundo sua versão, ela teria sido chamada de “batata podre” pela gerente da propriedade e incentivada a pedir demissão.
A profissional também relata problemas de saúde, incluindo hérnia de disco, alterações na coluna e derrame no joelho. Ela atribui as condições ao esforço físico e às circunstâncias em que afirma ter trabalhado. A Justiça deverá analisar as alegações com auxílio de perícia médica.
Defesa nega acusações
Na contestação, a defesa de Antônio Fagundes nega as situações relatadas pela ex-funcionária. Sustenta que havia fornecimento e fiscalização do uso de equipamentos de proteção, afirma que os banheiros tinham acesso restrito e contesta a existência de exposição insalubre nos termos alegados.
Os advogados também negam que a trabalhadora tenha sido chamada de “batata podre” ou obrigada a limpar um banheiro com as mãos desprotegidas. A defesa afirma ainda que não há comprovação de que os problemas de saúde tenham sido causados pelas atividades profissionais.
Em audiência realizada em 24 de agosto de 2026, a defesa propôs R$ 500 para encerrar a disputa. A ex-funcionária apresentou contraproposta de R$ 50 mil, mas não houve acordo.
A Justiça determinou perícia técnica para avaliar as condições de trabalho e a possível exposição a agentes insalubres, além de perícia médica. O processo segue sem decisão definitiva sobre os pedidos apresentados.