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Após ter lingerie vendida sem autorização, Sharon Stone criou regra inusitada em contratos
Atriz diz que precisou incluir cláusula contra venda de suas roupas íntimas nos contratos
Sharon Stone relembrou um episódio constrangedor dos primeiros anos de sua carreira e contou que precisou adotar uma medida incomum em seus contratos profissionais para impedir que peças íntimas usadas por ela durante gravações fossem comercializadas. A revelação foi feita pela atriz em entrevista à revista Variety, publicada nesta semana, durante uma conversa sobre o figurino utilizado por ela no filme “Cassino”, de 1995.
Segundo a artista, o caso aconteceu quando ela ainda trabalhava em uma série de televisão, antes de alcançar o reconhecimento internacional que viria posteriormente com produções como “Instinto Selvagem”, de 1992. Ao deixar o estúdio em determinada ocasião, Stone afirmou ter se deparado com roupas que havia utilizado durante as gravações sendo colocadas à venda em uma mesa instalada do lado de fora.
A situação, segundo a atriz, foi especialmente incômoda porque entre os itens estavam sutiãs e peças de lingerie. Ao recordar o episódio à Variety, ela explicou que decidiu agir imediatamente para impedir que algo semelhante voltasse a acontecer. “Coloquei meus figurinos no meu contrato nos anos 1980, e todo mundo zombava de mim. ‘O que você é, algum tipo de acumuladora?’ Mas as mulheres não recebiam o mesmo que os homens na indústria”, afirmou.
Na sequência, Stone detalhou como descobriu que suas peças pessoais estavam sendo vendidas e descreveu o impacto que aquilo teve sobre ela. “Eu estava em uma série de TV e, um dia, saí e vi que minhas roupas íntimas e meus sutiãs estavam todos à venda em uma mesa de plástico dobrável do lado de fora. Fiquei tão envergonhada e pensei: ‘Isso é tão degradante para mim como mulher’. Fui até meu empresário e disse: ‘Chuck, quero meus figurinos no meu contrato’. Ele respondeu: ‘Essa é a coisa mais estranha que já ouvi’. E eu falei: ‘Só não quero mais que leiloem minhas roupas íntimas. Se eu ficar com elas, ótimo. Se eu queimá-las, ótimo. Se eu doá-las, ótimo. Mas isso? Nunca mais’”.
A partir daquele momento, a artista passou a incluir uma cláusula específica relacionada aos figurinos em seus acordos de trabalho. A estratégia, segundo Stone, representava uma maneira de estabelecer limites sobre o destino das roupas utilizadas por ela nas produções e evitar que peças pessoais fossem transformadas em objetos de comercialização sem sua autorização.
Durante a mesma entrevista, Sharon Stone também contou que recebeu orientação de uma importante colega de Hollywood para aprender a lidar melhor com seus próprios contratos. A atriz revelou que Carrie Fisher, morta em 2016, teve papel importante nesse aprendizado e atribuiu à colega ensinamentos que haviam sido transmitidos anteriormente por sua mãe, Debbie Reynolds.
“Carrie Fisher me ensinou a redigir meu contrato, graças a Deus, há muitos anos, porque a mãe dela, Debbie Reynolds, a ensinou. E, mesmo assim, os estúdios ainda querem dificultar as coisas para mim. ‘Você não pode colocar isso no seu contrato’. ‘Bom, adivinhe? Carrie colocou, e Debbie também, e eu também’. E esse é o poder das mulheres bem aí, senhoras. Leiam seus contratos, porque os agentes que trabalham na sua agência trabalham para os estúdios, não para vocês. Deus os abençoe, mas essa é a realidade”, declarou.
O texto Após ter lingerie vendida sem autorização, Sharon Stone criou regra inusitada em contratos foi publicado primeiro no Observatório dos Famosos.