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Após veto de Lula, casas de apostas rompem contratos e TVs suspendem comerciais
Após veto de Lula às casas de apostas, emissoras como Globo, Band e ESPN correm para suspender comerciais e renegociar cotas, em meio ao temor de perdas financeiras e demissões no setor
Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetar a operação das casas de apostas no Brasil, empresas do setor começaram a rescindir contratos comerciais com emissoras de TV desde sexta-feira (25). Betano, Novibet, Superbet e Esportes da Sorte já comunicaram a ruptura.
Globo, ESPN e Band correram para retirar anúncios previstos de suas grades, enquanto o SBT ainda avalia como proceder. A Disney, por sua vez, antecipou-se ao veto e montou uma força-tarefa para garantir que nenhuma propaganda de apostas fosse exibida em seus canais.
A Globo e a Band já buscam novos parceiros comerciais para ocupar cotas antes destinadas às bets. A Globo tinha exclusividade em torneios como Copa do Brasil e Brasileirão, enquanto a Band vendia naming rights de programas esportivos como Jogo Aberto e Os Donos da Bola. As próximas edições desses programas já não terão vínculo com marcas de apostas.
As emissoras não devem cobrar multas pelas rescisões, preferindo uma saída amigável para manter portas abertas em caso de futura regulamentação, já que o veto foi feito por medida provisória. Internamente, há preocupação com queda de receitas e possíveis demissões.
Entre janeiro de 2024 e agosto de 2026, o setor de apostas investiu R$ 23,6 bilhões em mídia, segundo dados do Ibope e da Tunad. A televisão concentrou 74% desse montante em 2025, bem acima da média do mercado, de 54%.
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