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Aposentado deixa o colchão velho na calçada, leva multa de R$ 26.856,15 e descobre que o descarte correto era gratuito
Colchão velho na calçada: descarte pode render multa de R$ 26.856,15 em São Paulo, e a coleta é gratuita
7h40. O colchão novo acabou de chegar.
Um aposentado encosta no poste o colchão de casal antigo, o estrado e duas portas do guarda-roupa, certo de que o caminhão do lixo leva tudo. Quem passa primeiro é a fiscalização da prefeitura ⬇️
Largar o colchão velho na calçada depois da troca pode custar mais caro que o colchão novo. Em São Paulo, a Lei 13.478, de 2002, proíbe depositar em vias públicas resíduos de qualquer natureza acima de 50 quilos. Segundo a prefeitura, a multa é de R$ 26.856,15. O mesmo volume seria recolhido de graça, na porta de casa, pela Operação Cata-Bagulho. A diferença entre as duas saídas está em esperar a data certa ou levar o volume até um ecoponto.
O que a lei paulistana proíbe na calçada de casa?
A lei proíbe deixar na rua entulho, terra e resíduos de qualquer natureza com mais de 50 quilos. Um colchão de casal, o estrado e as portas de um guarda-roupa, deixados juntos no mesmo ponto, podem passar desse peso. A punição está no artigo 161 combinado com o Anexo VI da lei. Desde 2018, a Lei 16.871 permite multar também o morador, e não só empresas de caçamba e transportadores. Quem flagra um descarte irregular pode chamar a Guarda Civil Metropolitana pelo 153.

Como funciona a coleta gratuita de móveis e colchões?
A Operação Cata-Bagulho recolhe gratuitamente objetos volumosos que não cabem na coleta comum, como móveis velhos, sofás e colchões. O caminhão passa em datas semanais, quinzenais ou mensais, conforme o endereço. A programação de cada bairro está no site da subprefeitura e no telefone 156, segundo a Prefeitura de São Paulo. Fora da capital, telefones fixos da Grande São Paulo usam o 0800-011-0156.
Para o colchão que saiu do quarto, a cidade oferece dois caminhos sem custo e um que termina em autuação. Os cartões abaixo comparam as três saídas.
Como preparar o colchão antigo para o recolhimento?
A preparação começa pela data certa e termina com o volume pronto para o caminhão. Desmontar a cama e o armário reduz o espaço ocupado na calçada e agiliza o trabalho da equipe no dia da coleta. A prefeitura orienta o morador a organizar os objetos antes, nesta ordem:
- Consulte o dia do Cata-Bagulho no site da subprefeitura ou pelo 156.
- Desmonte camas, armários e outros móveis grandes.
- Proteja pontas, pregos e vidros que possam ferir os coletores.
- Deixe tudo pronto só para a data informada ao seu endereço.
Quando vale levar os volumosos direto a um ecoponto?
O ecoponto resolve quando a espera pelo caminhão não combina com a troca. A cidade mantém 129 ecopontos gratuitos, que recebem colchões, móveis velhos e eletrodomésticos entregues pelo próprio morador, sem agendamento de coleta. Os endereços estão listados no site da prefeitura e também podem ser informados pelo 156. Para quem tem pressa, o ecoponto evita que o colchão fique dias encostado na parede da garagem.
A escolha depende do tamanho da carga e da agenda de quem mora na casa. Estas situações costumam favorecer a ida ao ecoponto:
- a próxima coleta no bairro só acontece daqui a várias semanas;
- a troca do colchão coincide com uma mudança;
- há eletrodomésticos quebrados junto com os móveis;
- a família tem carro ou utilitário para o transporte.
Qual é o destino certo para o que saiu do quarto?
O colchão aposentado precisa de data marcada ou endereço de ecoponto, nunca do poste da esquina. Uma ligação para o 156 custa bem menos que os R$ 26.856,15 previstos na lei municipal. Conferir a data do bairro antes da entrega do colchão novo evita que o antigo passe a noite na rua.
Agora é com você. Veja abaixo as dúvidas mais comuns e conte nos comentários como foi o descarte do último colchão aí na sua casa.