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Aprendi algo valioso observando essa planta crescer no tempo dela
O crescimento veio quando a expectativa já tinha ido embora
A costela-de-adão, ou Monstera deliciosa, entrou na minha vida quase por acaso, mas acabou virando uma espécie de espelho do meu próprio ritmo. Comprei uma muda tímida, com poucas folhas inteiras e sem os recortes que eu via em fotos de decoração. Coloquei-a ao lado da janela da sala e, aos poucos, o cuidado constante — regas, mudanças de posição, pequenas observações diárias — me ensinou algo simples e profundo: assim como a planta, eu também precisava de tempo e paciência para amadurecer.
O que é a costela-de-adão Monstera deliciosa
A costela-de-adão deixou de ser apenas uma planta da moda e passou a ser personagem da minha rotina. Seu nome científico, Monstera deliciosa, referência ao porte robusto e ao fruto comestível em condições ideais, despertou em mim a ideia de potencial escondido, algo que existe mesmo quando não podemos ver de imediato.
Em vasos, especialmente em interiores, o foco costuma ser a folhagem, e comigo não foi diferente. As folhas grandes e brilhantes, que no início eram inteiras, começaram a ganhar cortes e furos ao longo dos meses. Sem perceber, reorganizei a casa em torno dela, e o que começou como simples decoração virou um processo de cuidado contínuo, quase um lembrete diário de que constância vale mais que exagero.

Como é o crescimento natural da costela-de-adão
Na natureza, a Monstera deliciosa é uma trepadeira de florestas tropicais úmidas, crescendo à sombra parcial de árvores maiores. Quando descobri isso, fez sentido entender por que ela parecia “feliz” naquele canto da sala, recebendo luz indireta e protegida do sol forte do meio-dia.
Em ambientes internos, essa origem se traduz em preferência por luz abundante, porém difusa. Quando a deixei em um lugar mais escuro, as folhas novas saíram menores e com menos recortes. Ver cada folha surgir enrolada, levar semanas para abrir e então revelar as fenestrações foi como acompanhar um amadurecimento silencioso, que pedia atenção, mas não pressa.
Como cuidar de costela-de-adão em ambientes internos
O cultivo da Monstera deliciosa em casa começou com tentativas e erros, até eu entender alguns princípios básicos. A iluminação foi o primeiro: ela prefere luz indireta intensa, como a que entra por janelas com cortinas leves. Quando deixei uma folha queimar ao sol direto, aprendi, na prática, que excesso também é descuido.
A rega foi outro ponto decisivo. Descobri que o solo deve ficar levemente úmido, nunca encharcado, e que um bom substrato drenado faz toda a diferença. Para organizar melhor o cuidado diário, passei a seguir alguns hábitos simples, que mantêm o cultivo mais seguro e previsível.
- Usar vaso com furos de drenagem para evitar encharcamento e apodrecimento das raízes.
- Esvaziar o pratinho após a rega, permitindo que as raízes “respirem”.
- Limpar as folhas com pano úmido para retirar poeira e melhorar a fotossíntese.
- Girar o vaso periodicamente para um crescimento mais uniforme em direção à luz.
- Oferecer suporte, como estaca ou tutor, para favorecer o porte vertical da planta.
Essa costela-de-adão me ensinou, com o tempo, que as coisas boas não acontecem com pressa. Neste vídeo do canal Minhas Plantas, que reúne mais de 2 milhões de inscritos e soma cerca de 125 mil visualizações, você entende como o crescimento lento também é um aprendizado:
Por que a Monstera deliciosa mostra que as coisas boas levam tempo
Com o tempo, entendi por que tantas pessoas associam a costela-de-adão à ideia de que as coisas boas levam tempo. Quando a comprei, era apenas uma muda com folhas simples, muito distante das plantas adultas exuberantes que eu via em fotos. A ansiedade por resultados rápidos logo deu lugar à observação paciente do crescimento silencioso.
Uma muda pequena pode levar meses até exibir recortes amplos e marcantes. Eu regava, ajustava a distância da janela, fazia adubação leve, e aparentemente nada mudava em poucos dias. Até que, de repente, uma nova folha se desenrolava, revelando furos e cortes. Esse ciclo me ensinou a valorizar o efeito cumulativo do cuidado constante, tanto com a planta quanto com meus próprios projetos.
- A planta primeiro se adapta ao ambiente, com crescimento discreto e silencioso.
- Depois, surgem folhas maiores, que se tornam pequenos marcos no desenvolvimento.
- As fenestrações aparecem conforme a planta amadurece, como marcas visíveis do tempo.
- Com cuidados estáveis, a planta transforma o ambiente e vira ponto de destaque visual.
Quais cuidados extras ajudam a manter a costela-de-adão saudável
Além de luz adequada e rega equilibrada, alguns cuidados extras mantêm a Monstera deliciosa saudável. A adubação leve a cada dois ou três meses, na primavera e no verão, com produtos ricos em nitrogênio, favorece folhas maiores e mais verdes. Sempre sigo as instruções para evitar excessos, lembrando que, para ela, menos é mais.
Como trepadeira, a planta emite raízes aéreas em busca de apoio e direção à luz. O uso de tutores de fibra de coco ou madeira ajuda a orientar esse crescimento e evita que os ramos se espalhem de forma desordenada. Em ramos muito longos, a poda permite propagação em novos vasos e renova o vigor da planta, enquanto pequenos ajustes de posição e ventilação ajudam a lidar com ar condicionado, variações de temperatura e sinais discretos de estresse nas folhas.