Aprendi algo valioso observando essa planta crescer no tempo dela - Super Rádio Tupi
Conecte-se conosco
x

Entretenimento

Aprendi algo valioso observando essa planta crescer no tempo dela

O crescimento veio quando a expectativa já tinha ido embora

Publicado

em

Compartilhe
google-news-logo
Aprendi algo valioso observando essa planta crescer no tempo dela
Planta tropical que se desenvolve melhor com luz indireta abundante

A costela-de-adão, ou Monstera deliciosa, entrou na minha vida quase por acaso, mas acabou virando uma espécie de espelho do meu próprio ritmo. Comprei uma muda tímida, com poucas folhas inteiras e sem os recortes que eu via em fotos de decoração. Coloquei-a ao lado da janela da sala e, aos poucos, o cuidado constante — regas, mudanças de posição, pequenas observações diárias — me ensinou algo simples e profundo: assim como a planta, eu também precisava de tempo e paciência para amadurecer.

O que é a costela-de-adão Monstera deliciosa

A costela-de-adão deixou de ser apenas uma planta da moda e passou a ser personagem da minha rotina. Seu nome científico, Monstera deliciosa, referência ao porte robusto e ao fruto comestível em condições ideais, despertou em mim a ideia de potencial escondido, algo que existe mesmo quando não podemos ver de imediato.

Em vasos, especialmente em interiores, o foco costuma ser a folhagem, e comigo não foi diferente. As folhas grandes e brilhantes, que no início eram inteiras, começaram a ganhar cortes e furos ao longo dos meses. Sem perceber, reorganizei a casa em torno dela, e o que começou como simples decoração virou um processo de cuidado contínuo, quase um lembrete diário de que constância vale mais que exagero.

Aprendi algo valioso observando essa planta crescer no tempo dela
O crescimento lento dessa planta – Créditos: depositphotos.com / kseniasol

Como é o crescimento natural da costela-de-adão

Na natureza, a Monstera deliciosa é uma trepadeira de florestas tropicais úmidas, crescendo à sombra parcial de árvores maiores. Quando descobri isso, fez sentido entender por que ela parecia “feliz” naquele canto da sala, recebendo luz indireta e protegida do sol forte do meio-dia.

Em ambientes internos, essa origem se traduz em preferência por luz abundante, porém difusa. Quando a deixei em um lugar mais escuro, as folhas novas saíram menores e com menos recortes. Ver cada folha surgir enrolada, levar semanas para abrir e então revelar as fenestrações foi como acompanhar um amadurecimento silencioso, que pedia atenção, mas não pressa.

Como cuidar de costela-de-adão em ambientes internos

O cultivo da Monstera deliciosa em casa começou com tentativas e erros, até eu entender alguns princípios básicos. A iluminação foi o primeiro: ela prefere luz indireta intensa, como a que entra por janelas com cortinas leves. Quando deixei uma folha queimar ao sol direto, aprendi, na prática, que excesso também é descuido.

A rega foi outro ponto decisivo. Descobri que o solo deve ficar levemente úmido, nunca encharcado, e que um bom substrato drenado faz toda a diferença. Para organizar melhor o cuidado diário, passei a seguir alguns hábitos simples, que mantêm o cultivo mais seguro e previsível.

  • Usar vaso com furos de drenagem para evitar encharcamento e apodrecimento das raízes.
  • Esvaziar o pratinho após a rega, permitindo que as raízes “respirem”.
  • Limpar as folhas com pano úmido para retirar poeira e melhorar a fotossíntese.
  • Girar o vaso periodicamente para um crescimento mais uniforme em direção à luz.
  • Oferecer suporte, como estaca ou tutor, para favorecer o porte vertical da planta.

Essa costela-de-adão me ensinou, com o tempo, que as coisas boas não acontecem com pressa. Neste vídeo do canal Minhas Plantas, que reúne mais de 2 milhões de inscritos e soma cerca de 125 mil visualizações, você entende como o crescimento lento também é um aprendizado:

Por que a Monstera deliciosa mostra que as coisas boas levam tempo

Com o tempo, entendi por que tantas pessoas associam a costela-de-adão à ideia de que as coisas boas levam tempo. Quando a comprei, era apenas uma muda com folhas simples, muito distante das plantas adultas exuberantes que eu via em fotos. A ansiedade por resultados rápidos logo deu lugar à observação paciente do crescimento silencioso.

Uma muda pequena pode levar meses até exibir recortes amplos e marcantes. Eu regava, ajustava a distância da janela, fazia adubação leve, e aparentemente nada mudava em poucos dias. Até que, de repente, uma nova folha se desenrolava, revelando furos e cortes. Esse ciclo me ensinou a valorizar o efeito cumulativo do cuidado constante, tanto com a planta quanto com meus próprios projetos.

  1. A planta primeiro se adapta ao ambiente, com crescimento discreto e silencioso.
  2. Depois, surgem folhas maiores, que se tornam pequenos marcos no desenvolvimento.
  3. As fenestrações aparecem conforme a planta amadurece, como marcas visíveis do tempo.
  4. Com cuidados estáveis, a planta transforma o ambiente e vira ponto de destaque visual.

Quais cuidados extras ajudam a manter a costela-de-adão saudável

Além de luz adequada e rega equilibrada, alguns cuidados extras mantêm a Monstera deliciosa saudável. A adubação leve a cada dois ou três meses, na primavera e no verão, com produtos ricos em nitrogênio, favorece folhas maiores e mais verdes. Sempre sigo as instruções para evitar excessos, lembrando que, para ela, menos é mais.

Como trepadeira, a planta emite raízes aéreas em busca de apoio e direção à luz. O uso de tutores de fibra de coco ou madeira ajuda a orientar esse crescimento e evita que os ramos se espalhem de forma desordenada. Em ramos muito longos, a poda permite propagação em novos vasos e renova o vigor da planta, enquanto pequenos ajustes de posição e ventilação ajudam a lidar com ar condicionado, variações de temperatura e sinais discretos de estresse nas folhas.