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Boca Rosa é internada com a mesma infecção renal de Carolina Dieckmann; entenda a pielonefrite

Anatomia feminina facilita chegada de bactérias; cinco hábitos simples previnem a pielonefrite no dia a dia

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Bianca Andrade e Carolina Dieckmann em tela dividida, ambas com olhares diretos
Famosas como Bianca Andrade e Carolina Dieckmann já foram acometidas pela pielonefrite. Foto: Reprodução/Redes sociais

A internação da influenciadora Bianca Andrade, a Boca Rosa, por pielonefrite em agosto de 2026 acendeu um alerta para uma condição séria, mas tratável. Dois meses antes, em junho do mesmo ano, a atriz Carolina Dieckmann também enfrentou a mesma doença, que nada mais é do que uma infecção bacteriana que atinge os rins.

Na prática, o quadro representa uma complicação de uma infecção urinária que não foi devidamente tratada. A bactéria, em vez de ficar restrita à bexiga, sobe pelos ureteres e alcança um ou ambos os rins, causando uma inflamação que exige atenção médica imediata.

O que é exatamente a pielonefrite?

Médico de jaleco e estetoscópio segura modelo anatômico de rim e aponta para ele
A pielonefrite é uma infecção bacteriana séria que atinge os rins, destacando a importância do tratamento para a saúde renal e do corpo. Créditos: depositphotos.com / JoPanuwatD

É uma infecção renal provocada por bactérias, sendo a Escherichia coli, naturalmente presente no intestino, a causa mais comum. Os sintomas são mais intensos que os de uma cistite simples e incluem febre alta, calafrios, dor lombar intensa, náuseas e vômitos.

Segundo o urologista Ricardo Mendes, do Hospital Sírio-Libanês, o diagnóstico é feito por exames de urina e de imagem. O tratamento, por sua vez, exige o uso de antibióticos e, em casos mais graves como o de Bianca, a internação hospitalar para medicação venosa.

Por que a doença atinge mais as mulheres?

A resposta está na anatomia. “A uretra da mulher, canal que leva a urina para fora, é significativamente mais curta que a do homem e mais próxima do ânus. Isso facilita a migração de bactérias do trato gastrointestinal para o sistema urinário”, explica o doutor Mendes.

Fatores como a atividade sexual, que pode empurrar bactérias para a uretra, e alterações hormonais durante a gravidez também aumentam a vulnerabilidade feminina a esse tipo de infecção.

Toda infecção urinária vira um problema no rim?

Pessoa com as mãos na região lombar, com área avermelhada simbolizando dor nos rins
A dor lombar, sintoma comum da pielonefrite, alerta para a seriedade da infecção renal que atinge o corpo. Créditos: depositphotos.com / Milkos

Não, e é fundamental esclarecer este ponto para evitar pânico. A pielonefrite é uma evolução de uma infecção urinária baixa (cistite) que não foi tratada ou cujo tratamento foi ineficaz. Quando a cistite é diagnosticada e tratada corretamente com antibióticos, o risco de a bactéria subir para os rins é muito baixo.

O perigo mora justamente em ignorar os primeiros sinais, como ardência ao urinar e vontade frequente de ir ao banheiro, ou em se automedicar. O acompanhamento médico desde o início é o que impede a complicação.

Como posso me prevenir no dia a dia?

  1. Beba muita água: o líquido ajuda a “lavar” o trato urinário, diluindo a urina e estimulando a eliminação de bactérias antes que elas se instalem na bexiga.

  2. Urine após a relação sexual: esse hábito simples ajuda a expelir mecanicamente qualquer bactéria que possa ter entrado na uretra durante o ato.

  3. Não segure o xixi: ir ao banheiro sempre que sentir vontade evita que a urina fique parada na bexiga por muito tempo, o que cria um ambiente propício para a proliferação bacteriana.

  4. Cuide da higiene íntima: a limpeza da região genital deve ser feita sempre no sentido da frente para trás, para evitar levar bactérias do ânus para a uretra.

  5. Mantenha o intestino regulado: a constipação pode aumentar a quantidade de bactérias próximas à bexiga, elevando o risco de contaminação.

A regra de ouro é nunca ignorar um desconforto ao urinar; seu corpo está enviando um sinal de alerta.