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Brincadeiras que ocupavam a rua inteira e hoje quase ninguém vê mais

Jogos simples transformavam a rua em espaço de convivência e diversão

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Brincadeiras que ocupavam a rua inteira e hoje quase ninguém vê mais
Brincadeiras de rua eram comuns em muitos bairros

As brincadeiras de rua marcaram a rotina de muitas crianças, especialmente em bairros onde a calçada e o asfalto funcionavam como ponto de encontro. Jogos como queimada, esconde-esconde e pega-pega faziam parte do dia a dia, ocupando a rua inteira e reunindo vizinhos de diferentes idades, mas hoje aparecem mais em lembranças do que na prática cotidiana.

O que são brincadeiras de rua e por que ocupavam a rua inteira

As chamadas brincadeiras de rua são jogos infantis realizados em espaços abertos, como ruas, praças, terrenos e calçadas, geralmente com pouco ou nenhum material. Elas favorecem a interação em grupo e se adaptam ao espaço disponível, o que ajudava a transformar a rua em um grande campo de jogo compartilhado entre crianças de várias idades.

O fato de ocuparem a rua inteira está ligado à menor circulação de carros em certos bairros e à maior liberdade dada às crianças, que permaneciam longos períodos fora de casa. A organização era simples: alguém chamava os colegas no portão, outro trazia uma bola, outro sugeria a regra, e o jogo começava, apoiado em um repertório comum de brincadeiras tradicionais.

Brincadeiras que ocupavam a rua inteira e hoje quase ninguém vê mais
Queimada, esconde-esconde e pega-pega marcaram uma época diferente

Quais são as principais brincadeiras de rua e como funcionam

A queimada é uma das brincadeiras de rua mais conhecidas, geralmente com dois times frente a frente, separados por uma linha imaginária ou marcada no chão. O objetivo é acertar o adversário com a bola, “queimando” a pessoa, que passa a atuar em outra área delimitada, explorando ao máximo o espaço disponível para fugir e atacar.

O esconde-esconde costuma se expandir por quarteirões inteiros, com um participante contando encostado em um muro ou poste enquanto os demais procuram esconderijos em árvores, carros estacionados, escadas e portões. Já o pega-pega, em versões como “pega-pega comum” ou “pega-pega corrente”, consiste basicamente em correr, bastando definir quem será o primeiro a tentar pegar os demais participantes.

Por que as brincadeiras de rua quase não aparecem mais nas cidades

O afastamento das crianças das ruas está ligado a mudanças no espaço urbano e na rotina familiar, que restringem o uso livre das calçadas e do asfalto. A rua deixou de ser um lugar de permanência para se tornar principalmente via de passagem, o que reduz a oportunidade de brincar ao ar livre de forma espontânea.

Alguns fatores ajudam a entender por que as brincadeiras de rua, como queimada, esconde-esconde e pega-pega, ficaram menos frequentes no cotidiano infantil:

  • Aumento da circulação de veículos em bairros residenciais.
  • Maior preocupação das famílias com segurança e vigilância constante.
  • Rotinas mais cheias, com cursos, aulas e compromissos no contraturno escolar.
  • Maior atração por telas, jogos eletrônicos e redes sociais.
  • Crescimento de condomínios fechados, que concentram as brincadeiras em áreas internas.

Houve um tempo em que brincadeiras simples ocupavam a rua inteira e reuniam crianças de todas as idades. Queimada, esconde-esconde e pega-pega faziam parte de tardes longas e cheias de movimento.

Neste vídeo do canal EDUCAÇÃO FÍSICA “PARA TODOS” – PROF. RICARDO MOURA, com mais de 36 mil de inscritos e cerca de 18 mil visualizações, essa lembrança da infância aparece ligada a cenas que despertam nostalgia:

Quais benefícios as brincadeiras de rua trazem para o desenvolvimento infantil

As brincadeiras de rua favorecem o desenvolvimento físico ao estimular corrida, agilidade, coordenação motora e resistência, já que muitas partidas duram longos períodos. Também ajudam na percepção espacial e no equilíbrio, pois a criança precisa lidar com desníveis, obstáculos e diferentes tipos de terreno.

No campo social e emocional, a rua funciona como um ambiente de negociação constante, em que as crianças combinam regras, resolvem conflitos e aprendem a lidar com vitórias e derrotas. Ao mesmo tempo, criam laços com vizinhos, constroem um mapa afetivo do bairro e desenvolvem senso de pertencimento e responsabilidade mútua ao cuidar uns dos outros durante as brincadeiras.

Como resgatar e adaptar as brincadeiras de rua nos dias de hoje

Mesmo com a mudança no cenário urbano, é possível resgatar a essência das brincadeiras de rua em ambientes mais seguros e organizados. A ideia é aproveitar espaços disponíveis e conciliar a rotina atual das famílias com momentos de convivência ao ar livre, sem abandonar totalmente o universo digital.

EstratégiaComo colocar em práticaBenefício principal
Uso de áreas segurasRealizar brincadeiras em praças, quadras, pátios ou ruas fechadas ao trânsito.Garante segurança e liberdade de movimento.
Eventos programadosOrganizar tardes de jogos com horários, regras e responsáveis definidos.Facilita a participação e evita conflitos.
Mediação de adultosEstabelecer limites de espaço, convivência e cuidados básicos.Promove inclusão e reduz riscos.
Integração com a escolaInserir brincadeiras de rua em aulas e projetos recreativos.Valoriza a cultura popular e o convívio coletivo.
Equilíbrio com o digitalAlternar tempo de tela com atividades ao ar livre.Estimula saúde física e interação social.