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Cantora Adriana Araújo morre aos 49 anos

Cantora estava internada desde sábado após sofrer um aneurisma cerebral; artista era uma das vozes mais conhecidas do samba mineiro
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crédito: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press

A cantora Adriana Araujo, uma das vozes do samba mais conhecidas de Belo Horizonte, morreu nesta segunda-feira (2/3) aos 49 anos. A informação foi divulgada nas redes sociais da artista.

“Adriana foi mais do que uma grande voz do samba.  Foi abraço largo, sorriso fácil, coração generoso e uma alegria de viver que iluminava todos ao seu redor. O samba sentirá profundamente sua ausência, mas não apenas ele. Sentirão falta todos que um dia receberam seu carinho, sua escuta atenta e seu caloroso abraço”, diz o comunicado publicado no Instagram.

Internada desde sábado, após sofrer um aneurisma cerebral, a cantora não resistiu às complicações do quadro.

Adriana passou mal em sua residência, sofreu um desmaio e foi levada a uma UPA. Em seguida, foi transferida para o Hospital Odilon Behrens. Os médicos constataram um aneurisma cerebral, que provocou uma hemorragia de grande extensão. Desde então, ela estava internada em coma, entubada e sob cuidados intensivos da equipe médica.

Natural de Belo Horizonte, ela cresceu na comunidade Pedreira Prado Lopes e construiu sua carreira em torno da vivência no local. Formou-se em oficinas de dança afro e teatro ministradas na comunidade e integrou o grupo Simplicidade Samba até 2020.

Em 2021, lançou “Minha verdade”, álbum de estreia como cantora solo; e, em 2025, mandou para as plataformas digitais o disco “3 Jorges”, gravado ao vivo, com canções em homenagem a Jorge Aragão, Seu Jorge e Jorge Ben Jor.

Adriana vinha de uma série de apresentações no carnaval de Belo Horizonte e, há uma semana, participou do “Pagode que não acaba”, maratona de samba e pagode realizada no Espaço CentroeQuatro, na Praça Rui Barbosa, no Centro da capital. O evento reuniu músicos por mais de 24 horas ininterruptas, entre os dias 21 e 22 de fevereiro, com a proposta de registrar a roda musical mais longa do mundo.

“Sua presença ficará eternamente em nossos corações e também registrada nas plataformas onde compartilhou sua arte, permitindo que sua voz continue ecoando e tocando vidas para sempre. Neste momento de dor, pedimos orações e boas energias para seu filho Daniel e para seu marido Evaldo, para que encontrem força e amparo”, conclui a nota sobre a morte da artista.

Em entrevista ao Estado de Minas em dezembro de 2023, quando estava prestes a se apresentar na virada do ano na Praça da Liberdade, Adriana contou que seu objetivo era levar “muita energia e positividade” ao público. Na ocasião, também falou sobre seus sonhos: “Quero ultrapassar nossas montanhas e cruzar outras cidades, outros estados e até outros países com a minha música”, disse.

Vinda da comunidade que recebeu a primeira escola de samba de Belo Horizonte, a cantora tinha no repertório sucessos de Alcione, Arlindo Cruz, Beth Carvalho, Jorge Aragão, Leci Brandão e Zeca Pagodinho.